FAMÍLIA: URGE FAZÊ-LA PLANEJADA E UNIDA

A família é memorial e resumo da humanidade. Caracteriza a pureza e a grandeza do desenvolvimento e realizações dos seres racionais e afetivos. Em toda parte e época, é a mais lembrada fonte de amor e imperiosa instituição de vida temporal e sobrenatural.

 Nasce de comum decisão e de livre iniciativa. Porém, sem mais um dia, há necessidade de revisão orgânica da consciência, dos sentimentos, dos pensamentos, das modalidades sociais e da dimensão da alma. Ser indiferente a tal contexto, continuar a ignorar e aceitar a geração de seres humanos sem amor, planejamento, orientação sexual e condições para educar integralmente são atitudes irresponsáveis, indignas, pecaminosas, pagãs, criminosas.

Por questão de justiça, os autores dessas advertências e ensinamentos são de papai Attílio Bernardi (1.° de maio de 1916 – 3 de outubro de 1999) e de mamãe Maria Maltauro Bernardi (25 de julho de 1921 – 6 de novembro de 2005). Ambos, só tiveram condições de aprender a escrever o próprio nome depois dos 40 anos de idade, mas eram pessoas sábias, críticas, virtuosas. A um só tempo, colocavam na mesa mística a pobreza, a persistência, o suor, a espiritualidade e a unidade familiar. Somos nove filhos eternamente devedores e agradecidos. Nenhum de nós passou fome, sede e frio por falta de agasalho e abrigo. Naquele tempo, não existiam auxílios governamentais, bolsas, quotas.

Nesta ocasião, queremos homenagear de forma carinhosa e afetuosa nosso o saudoso Attílio Bernardi pelo DIA DOS PAIS, 9 de agosto. Reiterava com frequência: “A partir da concepção, quem crê plenamente no Evangelho e ama o Verbo Encarnado começa na terra a vida eterna. Ninguém está acima da Trindade Santa. Não existem riquezas, forças, poderes e diplomas mais honrosos do que a família, o trabalho construtivo, a paz, a oração, a caridade, a educação, o afeto e o amor.“

Entre tantas, destacamos algumas lembranças de papai, lá quando tínhamos 5-6 anos:

- Madrugadas geladas que ele passava trabalhando para plantar, colher, preparar a carroça para transportar hortaliças e frutas à cidade.

- Espera de guloseimas que levava para casa ao retornar à noite.

- Aquisição dos primeiros cadernos, lápis, borracha, livros.

- Orações que soletrava de manhã cedinho e no terço depois do jantar.

- Longas caminhadas aos domingos e dias santos para participar de missa.

- Doação pura e simples de dois terrenos para construir escola e capela.

- Repreensões educativas quando fazíamos arte. Com voz firma, olho no olho e poucas palavras, advertia em italiano: Per favore, tutti vengono qui. Ascolta quello che dico. Non lo fai mai più. Che brutta cosa! Abbiamo un accordo. Inteso? (Por favor, venham todos aqui. Escutem o que eu digo. Vocês nunca mais façam isso de novo. Que coisa feia. Nós temos um acordo. Entendido?). Em momento algum, respondíamos.

Querido papai, depositamos no seu coração e colocamos em suas mãos gratidão, carinho, preces e hinos de louvor. Lá do céu, lembre-se das pessoas que lhe querem bem. Ilumine a Igreja e o Estado, proteja os cidadãos e ampare nossas famílias. Invoque ao Senhor Deus que nos abençoe, perdoe e abra caminhos para a moral, a ética, a educação, a conversão e a salvação. Seja a nossa mediação entre a terra e o céu. Fique perto de nós, auxiliando nas limitações, apontando horizontes e acompanhando-nos até a morada celestial.

Pedro Antônio Bernardi – economista, jornalista, professor, mestre em educação, palestrante. (pedro.professor@gmail.com)

GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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