APÓS MASTER, HADDAD QUER AUMENTAR PODE DO BC



Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os impactos e repercussões que o escândalo do Banco Master terão no mercado financeiro e no coração político da República ainda são imprevisíveis, mas já começaram. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo está estudando uma mudança profunda na fiscalização dos fundos de investimento, utilizados de forma ilícita nas fraudes do Master. Até agora, os fundos são regidos e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, também responsável por fiscalizar a Bolsa de Valores. A proposta de Haddad e que está sendo analisada pelo corpo técnico da Fazenda é transferir as atribuições da CVM para o Banco Central. 

Na prática, caberia ao BC fazer a fiscalização dos fundos de investimento, amplamente utilizados em golpes financeiros nos últimos anos. Segundo Haddad, o uso dos fundos foi central nas fraudes investigadas pela Polícia Federal e que levaram à liquidação da instituição. Haddad também elogiou a atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e afirmou que o problema foi herdado da gestão anterior. “O Banco Master não cresceu na gestão atual. Mas neste ano o Galípolo descascou o abacaxi”, afirmou. (Estadão)

Aliás, a direção do Master admitiu à Polícia Federal que não tinha informações sobre os fundos da gestora Reag que garantiam os empréstimos concedidos pelo banco. A Reag, também investigada por lavagem de dinheiro do tráfico, foi liquidada pelo BC na semana passada. A investigação apontou que um empréstimo de R$ 468,8 milhões foi concedido a uma empresa em nome do espanhol Juan Pedro Benali Hammou, técnico de futebol de um time indiano. Pelo contrato, 90% do valor deveria alimentar um fundo do Reag. Procurado, Benali disse que jamais teve alguma empresa no Brasil. (Globo)

Cerca de 600 mil ex-clientes do Master já pediram, até a noite de segunda-feira, ressarcimento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco. Os pagamentos, feitos em parcela única, têm um teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O FGC estima que 800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento. (g1)

Depois de muita polêmica, o ministro do STF Dias Toffoli determinou o bloqueio de bens do empresário Nelson Tanure no mesmo valor já imposto a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República. A decisão se baseia em indícios apontados pela PF de que Tanure atuaria como sócio oculto do banco, o que o empresário nega. Toffoli, aliás, descarta deixar a relatoria do caso Master. O ministro avalia que nem a viagem de jatinho com um dos advogados da causa nem a sociedade entre seus irmãos e um fundo de investimentos ligado ao Master comprometem sua imparcialidade. (Folha)

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