ELEITORES NÃO QUEREM SER CAPACHO DOS EUA




“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. A frase de Lula na Assembleia Geral da ONU recolocou a soberania na cabeça dos brasileiros.

A declaração veio em meio a um risco "crítico" de interferência dos EUA nas nossas eleições, como apontou um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Segundo o documento, entre os objetivos de Washington estão reduzir a influência de potências rivais dos EUA na América Latina e ampliar seu controle, direto ou indireto, sobre ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestrutura da região.

Com o Brasil sob pressão, justamente às vésperas das eleições, não é difícil entender o tamanho do que está em jogo.

A história brasileira já mostrou o preço da interferência estrangeira nos rumos do país: os EUA apoiaram o golpe de 1964 e a ditadura militar sangrenta que ele instituiu. Agora, mais de seis décadas depois, a nossa soberania volta, mais uma vez, ao centro da disputa política.

Eleger capachos de Trump em 2026 definirá, sobretudo, quem poderá ditar as regras sobre o nosso território, nossos recursos naturais e nós mesmos. E os eleitores começaram a perceber isso.

É justamente quando essa disputa chega às eleições que a informação também se torna uma questão de soberania.

Grande parte do que os brasileiros vão ler, assistir e compartilhar nas próximas semanas circulará por plataformas controladas por empresas estrangeiras. É nesse ambiente que desinformação, propaganda e interesses políticos disputarão a atenção de milhões de pessoas.

O termo “soberania” esteve entre os mais pesquisados na internet depois do discurso da ONU. Para cada pessoa interessada em entender o que está em jogo, o jornalismo independente precisa estar a postos para investigar quem tenta influenciar os rumos do Brasil, revelar quais interesses estão por trás dessa disputa e combater a desinformação.

Faltam menos de duas semanas para as eleições. Não podemos deixar essa chance escapar.

É por isso que o Intercept Brasil precisa estar na linha de frente agora: investigar interesses que preferem permanecer escondidos e produzir jornalismo independente para que os brasileiros tenham informação para decidir o futuro do país.

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