BISCOITOS À LA PET

Imagem: SIUC Media & Communication Resources | Reprodução

Houston, temos um biscoito. Um grupo de pesquisa sobre alimentos financiado pela NASA acaba de encontrar um novo item para o menu: biscoitos que saem da impressora e são feitos de plástico reciclado.

A ideia é meio maluca, mas promissora. Anota a receita:

Primeiro, o PET — plástico usado em garrafas de água e refrigerantes — entra em contato com leveduras geneticamente programadas para transformar o material em proteínas, gorduras e aromatizantes comestíveis.

Depois, ele vai para fermentação, e sua massa passa por uma impressora 3D, transformando-se em pequenas bolachas, as µBites (microbites).

Apesar dos testes indicarem que o produto é seguro, a equipe segue no aguardo da autorização para provar os biscoitos. Até agora, apenas o aroma foi avaliado — e passou no teste com notas altas.

A produção gira em torno de US$ 60 por kg, mas espera-se que, com o avanço da tecnologia, esse custo diminua no futuro. Para os criadores, os µBites podem ser úteis como solução para a questão do lixo plástico e da vulnerabilidade alimentar. Estima-se que 30% da população mundial estará em risco de passar fome até 2050.

O snack diferenciado não seria a primeira tecnologia criada pela NASA a entrar no cotidiano da população terrestre. Entre as invenções que surgiram a partir de pesquisas da organização estão o aspirador de pó portátil, fones de ouvido sem fio, o mouse e até os notebooks.

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