RENATO FREITAS: RELATOR DE PROCESSO NA CCJ POR BRIGA DESTILA ÓDIO CONTRA PETISTA NAS REDES

Márcio Pacheco (PP) também tem histórico de ataques contra o deputado do PT na Assembleia Legislativa do Paraná

Deputado estadual Renato Freitas (PT).Créditos: Renato Freitas Comunica / M

Por Júlia Motta


Nomeado para ser o relator dos processos protocolados contra o deputado Renato Freitas (PT) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, Márcio Pacheco (PP) tem um histórico de publicações destilando ódio contra o petista nas redes sociais.

De acordo com um levantamento feito pelo mandato de Freitas, só neste ano Pacheco fez 28 publicações em sua conta no Instagram em que critica as ações do parlamentar do PT e o associa a estereótipos de vitimismo e imaturidade.

Em uma das publicações, o deputado do PP responde a um comentário sobre Freitas dizendo: “A situação passou de todos os limites aceitáveis para alguém que ocupa um cargo público”. Em outro post, comemora a medida do Conselho de Ética de suspender as prerrogativas do deputado do PT por 30 dias. “Foi uma batalha, mas, enfim, hoje foi dia para comemorar ao ver a leitura formal da punição a Renato Freitas”, escreveu. A decisão que puniu Freitas foi suspensa pela justiça em setembro deste ano.

Pacheco também já disseminou notícias falsas contra Freitas. Em vídeo postado no Instagram, ele acusa o deputado do PT de ter invadido uma igreja em Curitiba. “Mas o que esperar do Renato Freitas do PT, aquele que invadiu uma igreja, lembram?”, diz ele na postagem. A declaração falsa, espalhada por membros do MBL, já foi, inclusive, desmentida pelos próprios responsáveis pela Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito.

Na verdade, Renato e outros manifestantes realizavam um ato em favor das vidas negras quando, com permissão do padre Luiz Hass, entraram no templo vazio e fizeram discursos contra a violência racial. Por causa da mentira, Renato teve seu mandato de vereador cassado, mas a decisão foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, Pacheco ocupa o cargo de relator dos processos na CCJ que pedem a perda de mandato de Freitas por ter se envolvido em uma briga no dia 19 de novembro após ser alvo de ataques racistas. Além disso, ambos os parlamentares já protagonizaram um embate durante uma reunião da Comissão.

A discussão começou quando Freitas criticou a postura de um assessor de Pacheco, que estaria com expressões de deboche e desdém durante o pronunciamento do petista na reunião. O deputado do PP defendeu o comportamento do assessor e argumentou contra Freitas dizendo: “O senhor não manda aqui. Baixa bola!”. Renato revidou afirmando: “E você é um coronelzinho. Baixa a bola, rapaz! Coronelzinho de meia-pataca!”. O bate-boca aconteceu em fevereiro deste ano.

O processo contra Renato se encontra na fase em que o deputado cumpre um prazo de 10 dias, após a publicação da ata da reunião, que ocorreu na última sexta-feira (28), para apresentar sua defesa e arrolar até cinco testemunhas.

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