Ministra faz parte da Primeira Turma do STF, que julga Bolsonaro e outros réus pelo que seria um plano de golpe contra o resultado da eleição de 2022
Gabriela Boechat, Davi Vittorazzi e Henrique Sales Barros, da CNN, Brasília
O presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cristiano Zanin • Antonio Augusto/STF
Julgamento do o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado • Antonio Augusto/STF
Advogados e público acompanha a sessão na Primeira Turma do STF • Rosinei Coutinho/STF
Celso Vilardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Antonio Augusto/STF
Advogados dos oito réus acusados de tentativa de golpe de Estado, no STF (Supremo Tribunal Federal) • Antonio Augusto/STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moeaes, relator da Ação Penal 2668 • Antonio Augusto/STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet • Antonio Augusto/STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino • Antonio Augusto/STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moeaes, relator da Ação Penal 2668 • Antonio Augusto/STF
Celso Vilardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Antonio Augusto/STF
Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro (PL), réu acusado de tentativa de golpe de Estado • Antonio Augusto/STF
Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) • Antonio Augusto/STF
Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) • Antonio Augusto/STF
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), interviu após a sustentação oral do advogado de Alexandre Ramagem, Paulo Renato Cintra, em meio ao julgamento sobre o que seria um plano de golpe contra o resultado da eleição de 2022.
A magistrada, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se dirigiu ao advogado e ponderou que há uma distinção entre "processo eleitoral auditável" e "voto impresso".
"Você repetiu como se fossem sinônimos, e não é. O processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil e passamos por uma auditoria - para que não fique a ideia para quem assiste de que ele não é auditável", afirmou a ministra.
"O que foi dito o tempo todo foi uma confusão para criar uma confusão na cabeça da brasileira e do brasileiro para colocar em xeque (a legitimidade do processo eleitoral)", acrescentou.
Buscando esclarecer suas falas, o advogado disse que usou as expressões "voto auditável" e "voto impresso" pois eram termos "repetidos" pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"E ilegítimos", retrucou Cármen Lúcia. A ministra integra a Primeira Turma do STF, que julga o deputado Ramagem (PL-RJ), Bolsonaro e outros réus.
"Eu conheço profissionalmente a segurança das urnas, e essa questão dos votos impressos foi só em relação à defesa e ao que foi dito. Não é a defesa que defende essa ideia", complementou o advogado, sinalizando com um "concordo" para as intervenções da ministra.
Antes, em sua sustentação, Paulo Renato havia dito que as manifestações de seu cliente em defesa do voto impresso eram, "certo ou errado", uma "pauta" dele.
Também segundo a defesa, após a Câmara dos Deputados rejeitar a implementação do voto impresso às urnas, Ramagem não fez mais menções ao "voto auditável".
Quem são os réus do núcleo 1?
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, o núcleo crucial do plano de golpe conta com outros sete réus: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.
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