MUNICÍPIO DE COLOMBO É RECOMENDADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO MANTER MEDIDAS RESTRITIVAS.

Promotoria de Justiça recomenda que Município de Colombo mantenha medidas mais restritivas para prevenção e combate ao coronavírus

O Ministério Público do Paraná, por intermédio da 6ª Promotoria de Justiça de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, recomendou ao Município, nas pessoas do prefeito e da secretária municipal da Saúde, a manutenção das restrições constantes no Decreto Municipal 036/2021, de 15 de março de 2021, que, na prática, instituiu o “lockdown” em Colombo. A recomendação administrativa cita também a necessidade de as autoridades responsáveis darem continuidade à fiscalização do cumprimento das regras.

O envio da recomendação ocorreu após o Município anunciar que revogaria o decreto que instituía medidas mais restritivas e que editaria outro autorizando a reabertura do comércio não essencial já a partir desta quinta-feira, 18 de março. O documento do MPPR considera o momento extremamente difícil em relação à pandemia de Covid-19 e o fato de Curitiba também estar em lockdown, bem como os efeitos que isso teria para as duas cidades, visto que são vizinhas, com intensa movimentação de pessoas entre os dois municípios, inclusive com o uso de transporte coletivo.

Segundo cita o documento, “o avanço exponencial da contaminação pelo novo coronavírus tem acarretado muitas vítimas de Covid-19 por toda a comunidade (de Colombo), com a confirmação [...] de 12.307 pacientes com diagnóstico positivo para a doença (e outros inúmeros casos suspeitos), 347 óbitos e 75 pessoas hospitalizadas”. Além disso, a recomendação considera alerta de diversas entidades, como o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), no que tange ao esgotamento da capacidade de atendimento em decorrência do comprometimento da estrutura e das equipes hospitalares destinadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. Lembra também ser de conhecimento público a dificuldade de aquisição dos medicamentos para sedação de pacientes em estado crítico – já tendo, inclusive, o Município de Colombo requisitado administrativamente esses medicamentos a clínicas particulares – e que, com o aumento das internações, o Estado já começa a enfrentar problemas no fornecimento de cilindros de oxigênio.



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