RÚSSIA IRÁ REGISTRAR A 1ª VACINA CONTRA COVID-19 NA PRÓXIMA SEMANA, DIZ VICE-MINISTRO

                                          VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS. FOTO: AFP.

Pesquisadores estariam prestes a concluir última fase de testes, apesar do tempo breve de desenvolvimento ser contestado por cientistas

A Rússia afirmou estar pronta para realizar o registro formal do que seria a primeira vacina para a covid-19 do mundo na próxima quarta-feira 12.

Segundo o vice-ministro da Saúde, Oleg Gridnev, os pesquisadores da Universidade Sechenov, de Moscou, estão concluindo a terceira e última fase de testes e os resultados seriam animadores.

“Devemos entender que a vacina deve ser segura. Os primeiros a serem vacinados serão os funcionários da saúde e os idosos”, afirmou Gridnev a repórteres.

Os testes clínicos da vacina foram desenvolvidos pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, da Universidade Sechenov, de Moscou, a partir de 18 de junho. Na última fase, participaram 38 voluntários, os quais, segundo as autoridades russas, teriam reagido bem e sem efeitos colaterais.

Na segunda-feira 3, o ministro do Comércio russo, Denis Maturov, afirmou que o país poderia produzir “centenas de milhares de doses da vacina” a cada mês a partir de setembro, e depois “vários milhões” a partir do início de 2021.

Cientistas contestam tempo de vacina russa

A Rússia trabalha há meses, como muitos outros países do mundo, em vários projetos de vacinas contra a covid-19. A pesquisa do centro Gamaleia é desenvolvida em colaboração com o ministério da Defesa.

No entanto, pesquisadores estrangeiros alertaram para o rápido desenvolvimento de vacinas na Rússia e consideraram que vários processos científicos não foram respeitados para acelerar o trabalho realizado sob pressão de Moscou.

“É impossível garantir a segurança de uma vacina durante um período de tempo como este que nos separa do início da pandemia”, opinou Vitali Zverev, professor e chefe de laboratório do instituto de pesquisa Metchnikov, na Finlândia.

Cientistas do centro Gamaleia foram criticados em maio por terem injetado em si mesmos o protótipo de vacina, um método que rompe com os protocolos usuais, a fim de acelerar o máximo possível o processo científico.

Até o momento, a Rússia não publicou um estudo detalhado dos resultados de seus testes para estabelecer a eficácia dos produtos que afirma ter desenvolvido.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou na quinta-feira 06 qualquer “nacionalismo” em relação às vacinas e pediu o compartilhamento de ferramentas para combater a covid-19.

“O nacionalismo das vacinas não é uma coisa boa. Isso não vai nos ajudar”, declarou durante o Fórum de Segurança de Aspen, três dias de debates que estão sendo realizados online este ano. “Deveria haver um consenso global para que qualquer vacina seja um bem público comum; é um compromisso político”, disse.

*Com informações da AFP


GIOVANNA GALVANI

Em; CartaCapital


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