POUCAS HORAS ANTES DE MORRER, RENATO MACHADO REVELOU AQUILO QUE DECIDIRAM ESCONDER DO BRASIL

Lucas de Souza
Do UOL, em São Paulo


Na madrugada de 16 de julho de 2026, por volta das 04h17, faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, Renato Machado, jornalista e apresentador que o Brasil assistiu e ouviu por mais de 40 anos. No entanto, já ao meio-dia, o país inteiro comentava não a sua morte, mas a última entrevista que ele conseguiu conceder apenas algumas horas antes. O episódio final do programa "Mundo com Renato", exibido no canal GNT, foi gravado como uma despedida simbólica: à mesa, não estava um convidado, mas o próprio apresentador, e quem conduzia a conversa era o seu amigo de longa data, o chef Claude Troisgros. A gravação chegou a ir ao ar, mas três horas depois foi retirada de todas as plataformas oficiais do canal, sem qualquer explicação sobre o ocorrido.


Antes de tudo, queremos expressar nossas mais sinceras condolências à família, aos amigos e a todos que amaram Renato Machado. Entendemos que a publicação deste material pode causar dor aos seus entes queridos, e desde já pedimos desculpas.

Debatemos por muito tempo se valeria a pena voltar a essa história. Mas depois que a entrevista desapareceu, surgiram rumores demais, especulações demais e trechos soltos demais circulando por aí. Foi por isso que decidimos mostrar os acontecimentos exatamente como se deram e publicar a cronologia completa daquele dia.

TRECHO DA TRANSCRIÇÃO


Publicamos a seguir o trecho mais importante do episódio final de "Mundo com Renato", aquele mesmo do qual o próprio Renato disse, ainda à mesa: "Isso todo brasileiro precisa ouvir." A conversa aconteceu num clima informal, durante o jantar, entre dois amigos de longa data: o jornalista Renato Machado e o chef Claude Troisgros. É justamente essa parte da conversa que consideramos ser nosso dever levar até os leitores.

O texto é publicado sem cortes nem alterações.

Claude Troisgros: ...ah, para com isso, Renato, deixa essa modéstia de lado. Eu te conheço há vinte anos. Me fala a verdade: como você está agora, depois de tudo? Depois da Globo, depois de quarenta anos no ar, depois de toda essa barulheira?

Renato Machado: (sorri, toma um gole de vinho) Sabe, Claude, sinceramente? Eu nunca vivi tão tranquilo quanto agora. Quando você passa quarenta anos lendo notícia ao vivo, parece que a vida sempre vai ser aquela estabilidade. Mas aí a Globo se despede de você com um telefonema, e você fica sozinho com a realidade. Foi nesse exato momento que eu entendi de verdade: dinheiro não é um fim, é uma ferramenta. E se a gente não aprende a usar essa ferramenta direito, ele simplesmente some, e você fica sem nada, sem nem perceber que aconteceu.

Claude Troisgros: Calma, calma. Você está falando sério? Renato, é você que está me dizendo isso? Justo você, que sempre me acusou de ingenuidade quando eu falava dos meus investimentos?


Renato Machado: (pausa, pensativo) Deixa eu te dizer uma coisa, Claude. Para ficar rico, não é preciso passar a vida inteira se matando de trabalhar. Se você entender isso, sua vida vai mudar.

Claude Troisgros: (inclina-se para frente) Peraí. O Renato Machado está sentado na minha mesa e me dizendo uma coisa dessas? Então conta! Somos amigos há vinte anos. Qual é o segredo?

Renato Machado: E qual seria a graça? Se eu contar para todo mundo, o que sobra para mim? E além disso, pensa comigo, Claude. Se todos, mas todos os brasileiros, descobrirem isso amanhã, o que vai acontecer? Quem vai fazer pão na padaria? Quem vai dirigir ônibus? Todo mundo vai ficar sentado no sofá olhando para o celular? O país simplesmente para. Algumas coisas precisam continuar sendo pessoais.


Claude Troisgros: (ri, balança a cabeça, depois fica sério) Renato, escuta. Eu te conheço há vinte anos. Você é a pessoa mais honesta que eu já conheci neste país. Mas agora você está falando uma coisa que... sei lá. Me fala na cara: você não está me tirando?

Renato Machado: (calmo, mas com um ar de desafio) Ou seja, você acabou de me chamar de mentiroso, Claude. Muito bem, então me deixa provar o contrário aqui mesmo, agora. Qualquer brasileiro pode ganhar milhares de reais por dia dedicando apenas 15 a 20 minutos do seu tempo.

Renato Machado: (tira o celular do bolso) Três anos atrás, eu esbarrei por acaso numa plataforma. No começo, olhei com muita desconfiança, achei que era mais uma dessas roubadas para enganar aposentado, que hoje em dia tem aos montes na internet. Mas resolvi arriscar mesmo assim, e hoje posso te dizer com toda a sinceridade: foi a melhor decisão que eu tomei nos últimos anos.

Claude Troisgros: Me mostra. Simplesmente me mostra agora. Eu não vou acreditar na sua palavra, nem sendo você.

Renato Machado: (vira a tela do celular para Claude) Olha você mesmo. Me explicaram assim: por dentro trabalha uma inteligência artificial que compra e vende sozinha, milhares de vezes por dia, enquanto eu toco a minha vida. Eu não entendo nada dessas coisas de finanças, Claude. Sou jornalista, não sou corretor de bolsa. Mas o programa trabalha por mim. Até quando eu estou dormindo.

Claude Troisgros: (observa a tela) Peraí... mas isso dá quanto em dinheiro? Assim, na prática, sem abstração. Quanto você tira disso por mês?

Renato Machado: (mostra a tela do celular) Comecei com 1.050 reais, aquele dinheiro que não me faria falta perder. Depois de um mês, já tinha na conta mais de 8.500. Hoje, minha renda mensal é de vários milhares de reais. E sabe o que é mais impressionante, Claude? Eu não faço absolutamente nada. Olho o saldo tomando meu cafezinho de manhã, e pronto.

A câmera, que filmava a emissão para a versão em vídeo do programa, se demora por um instante sobre a tela do celular. Os espectadores conseguem enxergar o link.


Claude Troisgros: (surpreso, faz um gesto com a mão) Espera, espera. Renato, a câmera acabou de pegar o link do seu celular. Em close. Você entendeu? Isso está sendo visto neste momento por todo mundo que está assistindo à nossa transmissão ao vivo!

Renato Machado: (leve constrangimento, depois um sorriso tranquilo) Bom... parece que o destino decidiu por mim. Já que aconteceu assim, que as pessoas fiquem sabendo. Eu não pretendia dividir isso publicamente. Mas talvez seja melhor assim.

Claude Troisgros: Renato, me explica como se eu fosse criança. O que a pessoa precisa fazer?

Renato Machado: Olha, é tudo muito simples, de verdade. Você deixa seus dados no site do Divida Rendovê, um consultor te liga de volta...

Claude Troisgros: (toma um gole de vinho, pensativo) E se a pessoa está apertada agora? Você sabe como muita gente está vivendo hoje em dia. Nem todo mundo tem esses 1.050 reais sobrando.

Renato Machado: Claude, você sabe muito bem. Quando a Globo se despediu de mim depois de quarenta anos, eu também não tinha nada sobrando. Não tinha mais salário caindo. Usei o cartão de crédito. Entende, o dinheiro que fica parado é só papel. Ele precisa trabalhar.

Claude Troisgros: (larga o garfo, olha para Renato) Quer saber de uma coisa, Renato? Vamos agora. Eu mesmo vou me cadastrar, aqui, nesta mesa. Se você estiver me tirando, eu nunca mais te perdoo. Mas se não estiver, o jantar é por minha conta.

Renato Machado: (ri) Me passa seu celular.

O cadastro leva alguns minutos. Claude deposita 1.050 reais com o seu cartão.


Claude Troisgros: E agora?

Renato Machado: Nada. A gente só espera 20 minutos. Vamos comendo, antes que o peixe esfrie.

Passam-se 20 minutos. Claude larga o garfo e abre o aplicativo.

Claude Troisgros: (olha para a tela, depois para Renato, depois de novo para a tela) Espera. Espera. 1.457? Está escrito 1.457 aqui? Renato, eu depositei 1.050, você viu com seus próprios olhos... (volta a olhar para o celular) ...1.457. São quatrocentos e sete reais. Em vinte minutos. Enquanto eu comia o seu peixe e ouvia você falar. Renato, isso... isso não é uma pegadinha, é?

Renato Machado: (calmo, com um sorriso caloroso) Agora você entende, Claude, por que eu não queria falar disso publicamente? É simples demais. Mas sabe o que vai acontecer depois desta emissão? Vou receber ligação dos bancos. E não é para me dar parabéns, não. Se os brasileiros começarem a usar isso em massa, os bancos vão perder clientes. Para eles é vantagem que vocês deixem o dinheiro na caderneta de poupança rendendo uma miséria. Ou, melhor ainda, embaixo do colchão.

Claude Troisgros: (afasta a taça) Mas se é assim tão simples... por que ninguém fala disso na televisão? Por que eu, um chef de cozinha, estou descobrindo isso de você, num jantar, e não pelo jornal?

Renato Machado: (com um leve travo de amargura) Porque o dinheiro grande se alimenta da ignorância de vocês. Eu passei quarenta anos dentro da principal redação de telejornalismo deste país, Claude. Eu sei do que estou falando.

Claude Troisgros: (baixinho) Renato, eu nunca te vi assim. Em vinte anos.

Renato Machado: (olha para ele) Porque antes eu ficava calado. Eles precisam que vocês trabalhem até a aposentadoria, que juntem trocado, que tenham medo de arriscar e que não façam pergunta demais. Eu vivi assim a vida inteira, Claude. E sabe de uma coisa? Eu não quero mais. E também não recomendo para você. Se qualquer brasileiro que estiver assistindo quiser verificar por conta própria — basta acessar Divida Rendovê e ver com os próprios olhos, como o Claude fez agora.


O QUE DESCOBRIMOS NO TESTAMENTO

Após a publicação da última entrevista de Renato Machado, tornou-se importante para a nossa redação responder a uma pergunta que preocupava muitos leitores: afinal, para quem foi deixada a tal conta na plataforma sobre a qual o jornalista falou durante aquele último jantar?

Consultando fontes públicas, descobrimos que o testamento de Renato Machado foi oficialmente registrado em 14 de julho de 2026 — apenas dois dias antes da sua morte. Um dos últimos itens do documento tratava justamente da plataforma de investimentos Divida Rendovê: a conta foi deixada como herança para sua filha, a atriz Maria Eduarda Machado.

Entramos em contato diretamente com ela e, alguns dias depois, Maria Eduarda aceitou responder às perguntas da nossa redação por telefone. A seguir, publicamos os trechos dessa conversa. A pedido de Maria Eduarda, a parte do diálogo que tratava de detalhes pessoais da família foi omitida.


CONVERSA COM MARIA EDUARDA MACHADO

Redação: Maria Eduarda, obrigado por nos conceder este tempo. Sabemos o quanto este momento é difícil. Gostaríamos de começar com a pergunta que mais aflige nossos leitores: é verdade que seu pai mencionou aquela plataforma no testamento?

Maria Eduarda Machado: É verdade, sim. O papai planejou tudo com antecedência, nos mínimos detalhes — era muito o jeito dele. A casa no Rio ficou para a minha mãe, a Monica. A coleção de vinhos dele, que ele montou ao longo de mais de vinte anos, ficou para o amigo de longa data dele, o chef Claude Troisgros. Um pequeno fundo foi aberto no nome da minha filha Serena, a netinha dele. E para mim... para mim ele deixou justamente aquela conta na plataforma de investimentos.

Redação: A senhora sabia da existência dessa plataforma enquanto ele era vivo?

Maria Eduarda Machado: De jeito nenhum. Quando o tabelião leu o testamento, eu fiquei pensando: "O que é isso? Que conta de investimento é essa? O papai nunca comentou nada". Eu fiquei em estado de choque. Achei que fosse algum engano. Cheguei a perguntar para a minha mãe se ela sabia — descobri que ela também não fazia ideia. O papai guardou isso em segredo de todo mundo.

Redação: E o que aconteceu depois?

Maria Eduarda Machado: Nas primeiras duas semanas, eu nem entrei na conta. Estava com medo — não entendo nada de finanças, sou atriz. Depois criei coragem, liguei para o consultor, cujo número o papai deixou anotado dentro de um envelope junto com o login. Me explicaram tudo com calma, de forma humana. Ninguém insistiu em nada, ninguém pressionou. Apenas mostraram como funciona.

Redação: E a senhora decidiu continuar?

Maria Eduarda Machado: Olha, no começo eu queria simplesmente retirar tudo o que tinha ali e fechar a conta. Não queria essas "experiências do papai", como eu chamava na época. Mas o consultor me explicou: a plataforma continua trabalhando sozinha, mesmo sem a minha participação. E resolvi observar por um mês.

Redação: E o que aconteceu ao longo desse mês?

Maria Eduarda Machado: (ri baixinho) Ao longo desse mês, a conta cresceu tanto que eu entendi — o papai sabia muito bem o que estava fazendo. Não vou dizer o valor exato, não seria correto. Só posso dizer que hoje eu retiro dali dinheiro para a educação da Serena. E, nas filmagens, agora eu posso escolher os projetos que realmente me interessam, e não aqueles que só pagam bem.

Redação: A senhora sente gratidão pelo seu pai?

Maria Eduarda Machado: (longa pausa) Sinto gratidão por muitas coisas. Por ele ter me ensinado a ler quando eu era criança. Por não ter atrapalhado quando decidi ser atriz, mesmo tendo o sonho de me ver advogada. Mas, acima de tudo, por ele ter pensado em nós até no momento de partir. Na Serena, na minha mãe, no Claude, em mim. Ele não nos deixou palavras de consolo — ele nos deixou ferramentas. Isso era muito o jeito dele. Ele sempre dizia: "O dinheiro precisa continuar trabalhando, mesmo quando você já não pode mais".

Redação: Uma última pergunta, Maria Eduarda. O que a senhora diria para aqueles que leram a última entrevista do seu pai e ainda têm dúvidas?

Maria Eduarda Machado: Pensei muito se deveria dar esta entrevista. O papai era uma pessoa muito reservada. Mas depois eu entendi — se pelo menos uma família brasileira, graças às palavras dele, conseguir respirar mais tranquila, então o papai continua trabalhando. E era exatamente isso que ele queria.


POSFÁCIO

Renato Machado partiu, mas deixou para trás não só milhares de edições de telejornal, mas algo maior: a possibilidade de repensarmos como administramos nosso tempo e nosso dinheiro. Quem conviveu com ele nos últimos anos conta que ele costumava repetir: "O dinheiro precisa continuar trabalhando, mesmo quando você já não pode mais." Foi por isso que ele aceitou dar aquela entrevista. Foi por isso que, apesar de toda a controvérsia ética, estamos publicando ela agora.

Não estamos pedindo que vocês sigam cegamente o conselho de ninguém. Só estamos dando a vocês o direito de saber. A escolha, essa é sempre de vocês.


COMO COMEÇAR, CASO DECIDA VERIFICAR POR CONTA PRÓPRIA


Lucas de Souza

SUA INSCRIÇÃO É CONCLUÍDA EM 3 PASSOS:PASSO 1 — Acesse o link do Divida Rendovê
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