KASSIO ASSUME O TSE COM DEFESA DA URNA ELETRÔNICA

                                                            Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE


O ministro do STF Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um discurso em defesa da democracia e do sistema eletrônico de votação brasileiro. Responsável por comandar a Corte nas eleições de 2026, Nunes Marques afirmou que o modelo brasileiro de urnas eletrônicas representa um “patrimônio institucional da democracia” e destacou a confiabilidade do sistema eleitoral do país. “No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo”, declarou o ministro durante a cerimônia de posse, diante tanto do presidente Lula quanto de nomes de destaque do bolsonarismo, como a ex-primeira-dama Michelle. A fala ocorre em meio à persistência de ataques e questionamentos ao sistema eletrônico de votação por setores políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal. O ministro também ressaltou que o reconhecimento internacional do modelo brasileiro não impede aperfeiçoamentos permanentes no processo eleitoral. Além de Nunes Marques, o ministro do STF André Mendonça assumiu a vice-presidência do TSE. (g1)

Nos bastidores da posse, a suspensão da dosimetria dominou as conversas entre parlamentares e lideranças da oposição. Em off, interlocutores que conversaram com ministros do STF afirmam que hoje há maioria na Corte para manter a lei, com articulação do próprio relator, Alexandre de Moraes. O principal foco de resistência seria o ministro Cristiano Zanin, embora, segundo essas fontes, as negociações ainda estejam em curso. Relator da matéria na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade) disse ter saído “tranquilizado” de uma reunião com Moraes, que teria indicado expectativa de votação em plenário até o fim de maio. O núcleo bolsonarista, de Flávio Bolsonaro à Michelle Bolsonaro, marcou presença em peso na cerimônia. (Meio)

Flávia Tavares: “Kassio Nunes Marques toma posse como presidente do TSE e assume a responsabilidade pelas eleições 2026. Indicado por Jair Bolsonaro, mas com trânsito livre no governo Lula, o ministro terá seu maior teste: ele é o ‘martelinho de ouro’ que vai pacificar Brasília ou o ‘10% de Bolsonaro no STF’ que vai agir sob medida para o campo que o patrocinou?” Leia a análise completa no Cá entre Nós. (Meio)

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