PREFEITO, VEREADOR E SECRETARIAS MUNICIPAIS DE ALMIRANTE TAMANDARÉ SÃO ALVOS DE OPERAÇÃO DO GAECO


MP-PR investiga pedido e recebimento de propina

Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de buscas e apreensões em investigação sobre aprovação de projeto para cemitério em cidade que fica na Região Metropolitana de Curitiba. G1 tenta contato com investigados.

Por g1 PR — Curitiba

Gabinete do prefeito de Almirante Tamandaré é alvo de operação do Gaeco


Gabinete do prefeito de Almirante Tamandaré é alvo de operação do Gaeco

O Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e apreendeu R$ 41 mil na manhã desta quinta-feira (11) em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

O gabinete do prefeito Gerson Denilson Colodel (MDB), de um vereador, que não teve o nome divulgado pelo MP, e secretarias municipais são alvo da operação.

Investigação do MP-PR cumpre mandados de busca e apreensão na Câmara de Almirante Tamandaré — Foto: Ama Zimmerman/ RPC

A Câmara de Almirante Tamandaré informou que o vereador investigado é Cezar Manfron (PSB). A Prefeitura de Almirante Tamandaré afirmou que não teve acesso à investigação e que está à disposição. O g1 PR tenta contato com o parlamentar e com o prefeito.

A ação, nomeada Operação Óbolo, investiga a solicitação e o recebimento de propina por agentes políticos no município, com participação de intermediários, para facilitar a aprovação de projeto para construção de um cemitério e um crematório particular.
Gaeco apreendeu cerca de R$ 41 mil na Operação Óbolo — Foto: Foto: Gaeco/MP-PR

De acordo com o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, o empresário tinha um imóvel indicado para as construções e, para a autorização do empreendimento, houve a solicitação, direta ou indireta, de propina de R$ 350 mil.

“O empresário tem um imóvel, imóvel este que desde o início estava pré-determinado a ser autorizado para implantação de um cemitério particular e um crematório (...). Toda a apuração visa, neste momento, a obtenção de documentos [...] e também os celulares das pessoas envolvidas”, explicou o chefe do Gaeco.

Ainda segundo o Grupo de Atuação Especial, seis empresas e três residências também são alvo da operação, que além de Almirante Tamandaré, também envolve Curitiba e Colombo.

Ao todo, 14 endereços são citados nas ordens judiciais expedidas pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para buscas e apreensões.

Em nota, a Prefeitura de Almirante Tamandaré informou que ainda não teve acesso ao teor de toda a investigação, mas que a administração municipal se colocou à disposição para contribuir com o Gaeco fornecendo toda a documentação solicitada.

“A Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré reitera seu compromisso com a total transparência, destacando que todas as investigações serão acompanhadas e a colaboração necessária será prestada ao Poder Judiciário, certo da comprovação da legalidade dos atos praticados”.

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