quinta-feira, 30 de junho de 2016

O DESEJO SEXUAL FEMMININO EXPLICADO PELA CIÊNCIA: PROVOCATIVO, IMEDIATO E FORTE




Aquela ideia de que mulheres sentem menos desejo sexual que homens existe há muito tempo. Acredita-se que elas não sentem excitação com tanta frequência quanto os homens e que é muito mais difícil deixá-las excitada.

Enquanto os homens são encorajados desde a infância e desenvolver sua sexualidade, as mulheres são ensinadas a escondê-la. Mas de acordo com vários estudos feitos pela médica Meredith Chivers, da Universidade Queens (Canadá), tudo o que sabemos sobre o desejo sexual feminino pode estar incorreto.

Com base nas pesquisas de Chivers, o autor Daniel Bergner escreveu o livro “What do woman want? Adventures in the science of female desire” (“O que realmente as mulheres querem?”, Nova Fronteira, 2013).

A autora do estudo dividiu os participantes em grupos: homens e mulheres homossexuais e homens e mulheres heterossexuais, e esses grupos foram expostos a imagens pornográficas. A reação dos homens não surpreendeu – eles reagiram exatamente como alegaram anteriormente, na fase das entrevistas. Eles foram compatíveis com seu estereótipo. Já as mulheres foram imprevisíveis.

Os estudos mostraram que na prática as mulheres são muito diferentes de seus estereótipos. Em questionários e entrevistas, as participantes do estudo alegaram que sentem excitação pelas situações esperadas pela sociedade, mas de acordo com sinais exibidos por seus corpos, elas sentem excitação por muitas outras situações, superando inclusive os homens.

Mulheres heterossexuais mostraram excitação ao ver outras mulheres se exercitando nuas, mulheres homossexuais tiveram reações ao ver pornografia para homens gays e até ao ver a fotografia de chimpanzés-pigmeus cruzando. A última imagem não trouxe nenhuma manifestação dos homens que participaram do estudo.


A conclusão de Chivers é que as mulheres são tão interessadas em sexo quanto os homens, se não mais, mas quando questionadas sobre seus interesses, elas responderam o que acreditam que é o correto, de acordo com a visão da sociedade. [Big Think]

Confira vídeo de Daniel Bergner sobre os estudos de Chivers:


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