sexta-feira, 18 de agosto de 2017

JUSTIÇA ABSOLVE PATROA QUE ESCRAVIZOU MENINA DE 11 ANOS

Criança indígena de 11 anos trabalhava como doméstica. MPF viu trabalho escravo, mas TRF1 derrubou denúncia. A patroa, que é pastora evangélica, obrigava a menina a distribuir panfletos religiosos, mesmo quando estava doente

Alceu Luís Castilho, Outras Palvras

Em 2012, MPF relatou que menina Xavante era obrigada a distribuir panfletos religiosos, inclusive doente; cinco anos depois, juízes do TRF1 não viram “submissão total”

Era uma pastora evangélica. A responsável por impor trabalhos domésticos a uma criança indígena de 11 anos – da etnia Xavante – também a obrigava a entregar panfletos religiosos, mesmo doente, nas ruas de Goiânia. O observatório divulgou na quarta-feira (09/08) a notícia da absolvição, após denúncia do Ministério Público Federal por trabalho escravo: “Criança indígena de 11 anos trabalhava em Goiânia como doméstica; patroa foi absolvida”.

Os juízes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região consideraram que os trabalhos da Xavante eram “próprios à manutenção de limpeza e ordem de uma casa”. Que a criança não se encontrava em situação “de total sujeição a atividades degradantes e humilhantes”. E que não é possível afirmar “que os castigos impostos tenham sido fatores de submissão total”.

A imprensa brasileira ainda não repercutiu a decisão do TRF1. Em 2012, porém, divulgou a noticia sobre a denúncia do MPF, que traz mais detalhes sobre o caso. O procurador Daniel de Resende Salgado informou, na época, que os trabalhos da criança foram feitos – também à noite e aos fins de semana – entre maio de 2009 e novembro de 2010. Confira: “Pastora evangélica é denunciada por escravizar criança indígena, em GO”.

Ele contou que a criança era obrigada a trabalhar várias horas por dia. Entre as atividades, relatou o G1 em 2012, “limpar banheiros, o chão, lavar e passar roupas, lavar louças e cozinhar, utilizando instrumentos perigosos para sua idade, como ferro de passar roupa e materiais cortantes na cozinha”.

Ainda segundo o portal, “consta no processo que a menina sofria ameaças de castigos corporais, não recebia remuneração pelos serviços prestados e era obrigada a entregar panfletos da igreja, à noite, nas ruas e praças da cidade, inclusive em períodos em que esteve doente”.

Segundo a repórter do G1, a menina Xavante era de Barra do Garças (MT). A pastora se ofereceu para “dar educação” à criança.

O Correio Braziliense completa, com base nos autos: “A pastora não autorizou, durante o período, momentos de descanso ou de lazer, não a remunerava pelos serviços prestados e, com o propósito de humilhá-la, chamava-a, pejorativamente, de mucama”.

Em 2011 a menina retornou ao Mato Grosso. Não há notícias dela ou da família. Não foi divulgado o nome da pastora, nem em 2012 nem em 2017.

Livro sobre ‘escravos livres’ conta uma história foi varrida para baixo do tapete

Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente. Material conta uma história que foi varrida para baixo do tapete no século 19, e, de certa forma, continua lá até hoje

livro sobre escravos livres história jogada pra baixo do tapete negros racismo
Está nas livrarias “Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil”, de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje.
Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres “todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil”.
Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra.
Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, os males do Brasil foram.
Nas palavras da professora: “Nenhuma análise da construção do Estado nacional brasileiro e de sua ordem jurídica pode mais desconsiderar a extensão e a gravidade da ilegalidade associada ao tráfico de escravos.”
O Estado brasileiro fingia que não via os barcos que traziam negros e sua burocracia cuidava de tirar das ruas a população “sempre perigosa” dos 11 mil “pretos livres” que haviam conseguido a proteção da lei de 1831.
Seguindo os costumes do mundo, eles não eram simplesmente libertados e, no Brasil, deviam cumprir 14 anos de aprendizado e serviços. Esse prazo era estourado e, às vezes falsificava-se a morte do “negro livre”, re-escravizando-o com outra identidade. Os escravos de Mamigonian têm nome e endereço. Salomão Valentim morava na rua do Sabão, Serafina Cabinda, no beco do Mosqueiro.
Os negros eram entregues a “concessionários” que pagavam à Coroa módicas quantias e os usavam como empregados domésticos, podendo alugá-los. Um mês de aluguel quitava o débito anual do concessionário. Em alguns casos o negro era concedido a empreiteiros de obras públicas. Naquela época o grande empreiteiro baiano era o comendador Barros Reis.
A concessão de negros destinava-se a gente de “reconhecida probidade e inteireza”. O marquês de Paraná, grande articulador da política de conciliação, ganhou 26 e mandou-os para sua fazenda de café. O marquês (depois, duque) de Caxias teve 22. O visconde de Sepetiba ganhou um lote e anos depois sua filha ajudou Carolina Conga a fugir em busca da emancipação. Ela tinha 22 anos de serviços. (Também eram atendidos jornalistas, como Justiniano José da Rocha.) A concessão de um negro podia azeitar um voto na Câmara.
Um século depois do fim do tráfico, Fernando Henrique Cardoso, um presidente que informava ter “um pé na cozinha”, passava feriadões na Marambaia, nas terras que haviam sido do poderoso fazendeiro Joaquim de Souza Breves. Depois do fim (legal) do tráfico, ele tinha ali um viveiro de escravos contrabandeados.
Lendo Mamagonian convive-se com o deputado Tavares Bastos defendendo os negros, com o Visconde do Uruguai protegendo a burocracia, e o jurista Teixeira de Freitas advogando para contrabandistas. Quando se passa por Carolina Conga, Salomão Valentim e Serafina Cabinda, veem-se ao fundo as sombras do juiz Sergio Moro, de Michel Temer, e dos ministros Moreira Franco e Gilmar Mendes.
Folhapress

LIVRO SOBRE ' ESCRAVOS LIVRES' CONTA UMA HISTÓRIA FOI VARRIDA PARA BAIXO DO TAPETE

Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente. Material conta uma história que foi varrida para baixo do tapete no século 19, e, de certa forma, continua lá até hoje



Está nas livrarias “Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil”, de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje.

Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres “todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil”.

Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra.

Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, os males do Brasil foram.

Nas palavras da professora: “Nenhuma análise da construção do Estado nacional brasileiro e de sua ordem jurídica pode mais desconsiderar a extensão e a gravidade da ilegalidade associada ao tráfico de escravos.”

O Estado brasileiro fingia que não via os barcos que traziam negros e sua burocracia cuidava de tirar das ruas a população “sempre perigosa” dos 11 mil “pretos livres” que haviam conseguido a proteção da lei de 1831.

Seguindo os costumes do mundo, eles não eram simplesmente libertados e, no Brasil, deviam cumprir 14 anos de aprendizado e serviços. Esse prazo era estourado e, às vezes falsificava-se a morte do “negro livre”, re-escravizando-o com outra identidade. Os escravos de Mamigonian têm nome e endereço. Salomão Valentim morava na rua do Sabão, Serafina Cabinda, no beco do Mosqueiro.

Os negros eram entregues a “concessionários” que pagavam à Coroa módicas quantias e os usavam como empregados domésticos, podendo alugá-los. Um mês de aluguel quitava o débito anual do concessionário. Em alguns casos o negro era concedido a empreiteiros de obras públicas. Naquela época o grande empreiteiro baiano era o comendador Barros Reis.

A concessão de negros destinava-se a gente de “reconhecida probidade e inteireza”. O marquês de Paraná, grande articulador da política de conciliação, ganhou 26 e mandou-os para sua fazenda de café. O marquês (depois, duque) de Caxias teve 22. O visconde de Sepetiba ganhou um lote e anos depois sua filha ajudou Carolina Conga a fugir em busca da emancipação. Ela tinha 22 anos de serviços. (Também eram atendidos jornalistas, como Justiniano José da Rocha.) A concessão de um negro podia azeitar um voto na Câmara.

Um século depois do fim do tráfico, Fernando Henrique Cardoso, um presidente que informava ter “um pé na cozinha”, passava feriadões na Marambaia, nas terras que haviam sido do poderoso fazendeiro Joaquim de Souza Breves. Depois do fim (legal) do tráfico, ele tinha ali um viveiro de escravos contrabandeados.

Lendo Mamagonian convive-se com o deputado Tavares Bastos defendendo os negros, com o Visconde do Uruguai protegendo a burocracia, e o jurista Teixeira de Freitas advogando para contrabandistas. Quando se passa por Carolina Conga, Salomão Valentim e Serafina Cabinda, veem-se ao fundo as sombras do juiz Sergio Moro, de Michel Temer, e dos ministros Moreira Franco e Gilmar Mendes.

Folhapress

JUIZ PROÍBE DOAÇÃO DE R$ 500 MIL A LULA E HERDEIRA DIZ QUE VAI DOBRAR VALOR

"Decidi dobrar", diz herdeira após juiz proibir doação de R$ 500 mil a Lula. "Decisão do juiz de me impedir de doar a Lula confirma a tese de perseguição ao presidente. Será que vão impedir as empresas de doarem a João Doria?"

Jornal GGN

Roberta Luchsinger, herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, decidiu dobrar a doação de R$ 500 mil que ofereceu ao ex-presidente Lula após um juiz determinar que ela está impedida de “qualquer ato de disposição graciosa de bens” antes de quitar um crédito de R$ 62 mil questionado na Justiça.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o magistrado só decidiu cobrar a dívida de Roberta após a imprensa publicar que ela pretende fazer a doação a Lula como uma resposta ao bloqueio dos bens do petista ordenada pelo juiz Sergio Moro.

“Na decisão, o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível, afirmou que, ‘tendo em conta as declarações públicas’ de Luchsinger, que disse à Folha que faria a doação ao petista, ele deferia o pedido de execução imediata da dívida. Determinou ainda que ela deve ‘abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens’ até que salde o débito“, publicou Bergamo nesta quinta (17).

Roberta usou as redes sociais para responder ao juiz paulista. Disse que a decisão do magistrado era uma “perseguição” e anunciou que irá dobrar a doação a Lula. “Depois de quererem bloquear a doação ao Lula, eu decidi dobrar“, anunciou, pelo Twitter.

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Roberta Luchsinger @Ro_Luchsinger


Depois de quererem bloquear a doação ao Lula, eu decidi dobrar.
10:29 - 17 de ago de 2017
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No Facebook, ela ainda sugeriu que a Justiça paulista se ocupasse das doações de empresários recebidas por João Doria (PSDB) em função do cargo que ocupa na prefeitura de São Paulo. Ontem, a Folha denunciou um possível esquema de fraude em licitação para favorecer as empresas que ajudaram a gestão do tucano.

“Acho que a partir de agora, baseado na decisão do juiz que quer me impedir de doar para o Lula, confirmando assim a perseguição contra o presidente, deveria ser proibida qualquer doação a seja quem fosse. A começar pelas empresas que doam ao Doria por exemplo, será q estão todas ok? Será que esse juiz não gostaria de pegar e fazer essa análise ?!! Juristas de plantão , o que pode ser feito? Se não pode pra um , não pode pra outro….”, postou Roberta.

Sobre a dívida de R$ 62 mil, “Roberta diz que pagou por um serviço terceirizado e que está sendo cobrada novamente. ‘Inclusive eu movo ação contra a empresa que me processa’, afirma. O advogado dela, Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, diz que a cliente encomendou móveis que ficaram ‘muito mal feitos’ e ainda assim saldou parte do serviço“, acrescentou Bergamo.

ASSOCIAÇÃO DOS JORNAIS DE BAIRROS DO PARANÁ SE REÚNE PARA TRAÇAR META

AJORB-PR



Foi realizada ontem no bar e restaurante Ball Bull, na avenida Água Verde em Curitiba, reunião da Ajorb-Pr, Associação dos Jornais de Bairros do Paraná para traçar metas a curto e longo prazo.

O presidente da Ajorb-Pr, Adilson da Costa Moreira, falou que os “28 jornais de bairros que integram a Associação estão dispostos a organizar importantes eventos nas próximas semanas para divulgar a Associação que hoje representa a maior parte da mídia impressa em Curitiba”.

Entre os projetos aprovados pelos diretores de jornais de bairros presentes estão a realização de um grande evento com jornais de bairros e agências de publicidade no Parque Barigui; disparos de mensagens para divulgar os sites dos jornais de bairros integrantes da Associação através de um robô de empresa de tecnologia parceira; produção de um mídia kit para diversas plataformas tecnológicas, entre outras”.

Segundo o conselheiro da Associação, José Gil de Almeida, “Curitiba é a capital dos jornais de bairros do país. São mais de 40 jornais de bairros atuando na maioria dos bairros, ocupando uma importante lacuna deixada por grandes jornais nos últimos anos”.

Participaram da Assembleia diretores dos seguintes veículos de comunicação: Jornal do Juvevê, Gazeta do Santa Cândida, Jornal Água Verde, Jornal da Cidade Industrial de Curitiba, Folha do Batel, Jornal do Rebouças, Gazeta do Abranches, jornal Realidade Notícias de Santa Felicidade, Tribuna do Boqueirão, Jornal do Parolim, Jornal da Barreirinha, jornal Atos e Fotos e Gazeta do Bairro.

Os jornais de bairros resistem porque são as vozes das comunidades

Os jornais de bairros seguem na contramão da mídia tradicional, mas superam, com heroísmo, a dura batalha na conquista dos leitores e do mercado editorial.

Em Curitiba, nas últimas decadas, tivemos três tentativas de acabar com os jornais de bairros, seguindo o exemplo de um grande jornal no Rio de Janeiro que criou jornais de bairros, derrubou preços e fez com que diversos jornais de bairros fechassem as portas. 

Em Curitiba aconteceu o contrário: um grande jornal que existia até algum tempo atrás montou jornais de bairros, embora sustentado por um único anúncio de um órgão público. A tentativa fracassou e os jornais de bairros se foltaleceram e se uniram, se profissionalizaram e houve uma sensível melhora na qualidade e conteúdo da maioria dos jornais de bairros de Curitiba.

Os grandes jornais estão em queda livre no mercado editorial brasileiro e internacional. A crise econômica que assola o país nos últimos anos atingiu em cheio os grandes jornais, cujos custos com funcionalismo são estratosféricos. Não por acaso a maioria dos grandes jornais do país pertencem a famílias milionárias, influentes.

Nos EUA, o grande termômetro da imprensa comunitária é o bairro do Harlem, em Nova Iorque, onde os jornais de bairros dominam a imprensa regional com muita rebeldia e coragem.

Na conservadora Inglaterra o fenômeno se repete: grandes jornais fecham as portas e os jornais de bairros crescem diariamente.

Vários são os motivos dessa realidade. Os jornais de bairros tem custo baixíssimo em relação aos grandes jornais: trabalham com reduzido número de pessoal, terceirizam a impressão e a distribuição. Os jornais de bairros são entregues gratuitamente nas residências e estabelecimentos comerciais dos bairros, sendo lidos por milhares de pessoas.

Mas o maior segredo dos jornais de bairros que atingiram o sucesso é a estreita ligação com a comunidade onde estão inseridos. No passado os bairros não tinham voz nos grandes jornais, mas a partir dos jornais de bairros os grandes jornais voltaram os olhos para o que acontecia nos bairros, mas já era tarde. 

Os jornais de bairros já haviam consolidado posição e os moradores compreendiam o papel da imprensa comunitária, a força de um jornal que defende os interesses do bairro e dos moradores. E através das plataformas digitais, os jornais de bairros passaram a utilizar a internet como ferramenta de fortalecimento de suas atividades.

Parabéns a todos aqueles que fazem jornais de bairros em nossa capital. É uma luta de guerrilha, e vocês estão vencendo. A imprensa comunitária é imbatível.

O QUE SE SABE ATÉ AGORA SOBRE O ATENTADO EM BARCELONA

Uma Van foi lançada contra multidão de pedestres em um dos principais pontos turísticos de Barcelona. 13 mortos e 80 feridos foram confirmados. Autoridades tratam o incidente como um "atentado terrorista" e um suspeito foi morto e outro detido. Testemunhas relataram as cenas de caos



Uma van foi lançada por um motorista contra uma multidão de pedestres na avenida Las Ramblas, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade de Barcelona, na Espanha, na tarde desta quinta-feira (17).

O número de vítimas fatais, até o início da noite no horário local, subiu para 13, segundo a polícia catalã. Há também ao menos 80 feridos.

As autoridades tratam o incidente como um “atentado terrorista”.

O suspeito de ter alugado a van teve sua foto divulgada pela polícia. Ele foi identificado como Driss Oukabir, homem de 20 e poucos anos nascido no Marrocos, segundo a imprensa espanhola.

Testemunhas afirmaram que o motorista da van estava deliberadamente dirigindo a van em direção às pessoas no calçadão de 1,2 km.

Suspeita-se que ele tenha fugido a pé do local.

Também segundo a imprensa espanhola, um suspeito de envolvimento com o caso foi morto em um tiroteio com a polícia nos arredores de Barcelona. Sua identidade não foi confirmada até o momento.

Por volta das 20h (horário local; 15h em Brasília), a polícia afirmou ter detido um suspeito de conexão com o ataque.

Vários veículos de comunicação espanhóis afirmaram que um ou dois homens armados haviam se entrincheirado em um bar na área onde o episódio aconteceu, mas a polícia desmentiu esse boato.

Diversas testemunhas relataram as cenas de caos em Las Ramblas.

Steven Turner, que trabalha na região, afirmou ter visto três a quatro pessoas caídas no chão.

“Há muitas ambulâncias e policiais armados com rifles por aqui agora”, relatou Turner.

Serviços de emergência estão mobilizados para atender a ocorrência e orientaram moradores e turistas para que fiquem longe da área ao redor da Praça da Catalunha. O som de sirenes de ambulância podem ser ouvidos mesmo a quilômetros de distância.

Pessoas estão usando lojas e cafés para se proteger. A agência Reuters afirmou que autoridades pediram o fechamento de estações de trem e metrô.

Marc Esparcia, estudante de 20 anos que vive na cidade e estava próximo ao local, afirmou à BBC: “Houve um barulho forte e todo mundo correu para se proteger. Havia muitas pessoas, muitas famílias, esse é um dos locais mais visitados de Barcelona”.

“Acho que muitas pessoas foram atingidas. Foi horrível, houve pânico. Terrível”, afirmou o estudante, que está abrigado em uma loja Starbucks nas redondezas.

Detalhes sobre o incidente ainda não estão claros, mas veículos têm sido usados para atropelar multidões em uma série de episódios violentos na Europa desde julho de 2016.

O americano Tom Markwell, que havia acabado de descer do táxi em Las Ramblas, disse ter ouvido a multidão gritar “como se tivesse visto uma estrela de cinema”.

“Eu vi a van, já com o capô batido. Ela estava ziguezagueando, tentando atingir as pessoas o mais rápido que conseguisse. Havia pessoas no chão.”

O premiê espanhol, Mariano Rajoy, afirmou pelo Twitter que “os terroristas nunca derrotarão um povo unido que ama a liberdade frente à barbárie. Toda a Espanha está com as vítimas e (suas) famílias”.

BBC

PREFEITURA LEILOA R$ 10 MILHÕES EM CERTIFICADOS DE POTENCIAL DA LINHA VERDE

Linha Verde: obras ao longo de 3,4 quilômetros de extensão no trecho norte (foto: Daniel Castellano / SMCS)


A Prefeitura de Curitiba levará a leilão no dia 20 de setembro, pela B3 S.A. (Brasil Bolsa e Balcão) - antiga BM&F Bovespa -, 30 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac), como parte da Operação Urbana Consorciada Linha Verde (OUC-LV). O teto de arrecadação deste leilão é de R$ 10 milhões (considerando o valor de R$ 336,00 por Cepac). Os recursos captados com a venda serão aplicados em obras da Linha Verde.

O leilão será feito pelo sistema eletrônico de negociação no mercado de balcão, sob a coordenação do BB – Banco de Investimento S.A., em operação autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Este será o segundo leilão da segunda distribuição pública de Certificados de Potencial Adicional de Construção da Linha Verde autorizada pela CVM. Desde o início da Operação Urbana Consorciada Linha Verde (OUC-LV), há cinco anos, foram realizados três leilões (2012, 2014, 2016) com arrecadação de R$ 37 milhões, com a venda de 168,2 mil Cepac.

A participação no leilão é aberta. Os interessados podem procurar o BB – Banco de Investimento S.A., instituição financeira que coordena a operação, ou as corretoras credenciadas. Com a aquisição do valor mobiliário, o investidor adquire o direito à Área Adicional de Construção (ACA) nos empreendimentos dentro da área de abrangência da OUC Linha Verde. Mais informações no www.curitiba.pr.gov.br/operacaourbana

Potencial adicional - Ao longo do eixo da Linha Verde, a Operação Urbana foi dividida em três setores (Norte, Central e Sul) com um potencial adicional de construção equivalente a 4,47 milhões de metros quadrados, compreendendo áreas para usos habitacionais, comércio e serviços.

A divisão da chamada Área Adicional de Construção (ACA) tem no setor Norte 1,28 milhão de metros quadrados disponíveis, dos quais 75% (960 mil m²) para empreendimentos residenciais e 25% (320 mil m²) para não residenciais (comércio e serviços).

No setor Central são 1,27 milhão de m², sendo 60% (765 mil m²) para residências e 40% (510 mil m²) para edificações não residenciais.

No setor Sul são 1,92 milhão de m² de Área Adicional de Construção, sendo 80% (1.535 mil metros quadrados) para habitações e 20% (385 mil m²) para empreendimentos comerciais.

Os três setores somam 4.475.000 metros quadrados de área adicional, sendo 73% (3,26 mil metros quadrados) para habitações e 27% (1,21 mil m²) para o comércio e serviços.

Obras - Neste momento, a Linha Verde está em obras no lote 3.1, ao longo de 3,4 quilômetros de extensão no trecho norte, desde o viaduto da Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, até o Conjunto Solar, no Bacacheri.

Está sendo feita nova pavimentação e a retirada do canteiro central para a construção de uma canaleta para o transporte coletivo, por onde passará o Ligeirão. O investimento total nas obras nesta etapa é de R$ 51,2 milhões, com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Outros R$ 27 milhões, com recursos da AFD e da venda de Cepac, estão sendo aplicados na construção da trincheira que vai integrar os bairros Bacacheri e Bairro Alto por baixo da rodovia ligando as ruas Amazonas de Souza Azevedo e Fulvio Alice.

A Operação Urbana Consorciada da Linha Verde foi criada pela Lei 13.909 de 19 de dezembro de 2011, que estabelece as diretrizes urbanísticas ao longo de 22 quilômetros do trecho urbano da BR 476, na ligação desde do Atuba, ao Norte, à região do Pinheirinho, no sul da cidade.

Linha Verde Norte - O trecho Norte da Linha Verde vai desde a região do Jardim Botânico ao Atuba, na divisa com Colombo, somando 10 km de extensão. Este trecho foi dividido nos seguintes lotes de obras: Lote 1, já finalizado, de 2,3 km de extensão, entre os bairros Jardim Botânico e Tarumã; Lote 2, obra do Viaduto da Victor Ferreira do Amaral (não iniciada); Lotes 3.1 e 3.2, que estão em obras desde a Victor Ferreira do Amaral à Rua Fagundes Varela (Conjunto Solar) e a trincheira sob a rodovia; e o Lote 4, da Fagundes Varela ao Atuba, que está em fase de aprovação de financiamento.

A Linha Verde Norte passa pelo Jardim Botânico, Jardim das Américas, Cajuru, Cristo Rei, Capão da Imbuia, Tarumã, Jardim Social, Bairro Alto, Bacacheri, Tingui e Atuba. Ao final das obras serão nove estações de transporte: Atuba, Solar, Fagundes Varela, Vila Olímpica, Tarumã, Jardim Botânico, Avenida das Torres, Universidade Federal do Paraná e Pontifícia Universidade Católica, formando um corredor metropolitano integrando a cidade de norte a sul.

Eixo Sul - O eixo Sul foi o primeiro a ser concluído, em 2009, ligando a região do Pinheirinho ao Jardim Botânico, num trecho de 9,4 km, passando pelos bairros Pinheirinho, Xaxim, Capão Raso, Fanny, Parolin, Novo Mundo, Hauer, Guabirotuba, Prado Velho e Jardim Botânico.

São seis as estações de transporte coletivo do trecho sul da Linha Verde em operação: Vila São Pedro, Xaxim, Santa Bernadethe, Fanny, Marechal Floriano, Avenida das Torres.

BEM PARANÁ

POLICIAIS VISITAM BEBÊ QUE AJUDARAM A SALVAR

(Foto: Soldado Adilson Voinaski Afonso)


O pequeno Enzo conheceu os heróis que ajudaram a salvá-lo após sofrer uma fratura no crânio, na última semana, enquanto estava com a avó. Os soldados Juliana Ribas de Araújo Correira e Felipe Nórcio, que deram o primeiro atendimento ao bebê de apenas dois meses, visitaram a família e a criança, que moram no bairro Santa Cândida, em Curitiba.

A situação aconteceu na tarde de quinta-feira (10) na região central de Curitiba, enquanto a equipe da Polícia Militar desencadeava a “Operação Sinergia”, a qual têm como foco o cidadão e a intensificação do policiamento em locais com maior aglomeração e circulação de pessoas e veículos.

De acordo com a soldado Juliana Ribas de Araújo Correia, que por quatro anos trabalhou no Hospital da Polícia Militar (HPM), um homem informou que uma senhora, carregando uma criança no colo, havia caído e o menino estava mole e branco após bater a cabeça no chão.

“Verifiquei se a criança tinha sangramento ou hemorragia e mantive o queixo elevado para facilitar a respiração. Encaminhamos o bebê até o Hospital Pequeno Príncipe aonde foi diagnosticado que ele havia sofrido uma fratura no crânio”, explica a soldado Juliana.

Para o soldado Felipe Nórcio, o momento foi de apreensão por ser uma criança tão pequena. “É uma situação que não é corriqueira na nossa atividade, porém estamos preparados para dar o atendimento adequado. É gratificante saber que pudemos ajudar a salvar uma vida, é um sentimento de orgulho e de dever cumprido”, desabafou.

Para a mãe de Enzo, Caroline Lins Sabóia, um minuto a mais que a equipe demorasse teria feito a diferença no salvamento da criança. “Foi muito difícil ver meu filho do chão naquele estado. Dói lembrar daquele dia, mas ao mesmo tempo fico feliz em saber que Deus colocou no nosso caminho estas pessoas”, disse.

O momento do reencontro com os policiais militares foi de muita emoção para todos, principalmente para mãe da criança que não conteve as lágrimas e agradeceu os soldados pela dedicação.

Informações PM e colaboração Louise Fiala
REDE MASSA

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O CARA QUE CRIOU AS REGRAS PARA CRIAÇÃO DE SENHAS ESTÁ ARREPENDIDO POR FAZER VOCÊ PERDER SEU TEMPO




Todos nós já fomos obrigados a fazer isso: criar uma senha com um mínimo de caracteres, números, símbolos e, talvez, uma letra maiúscula. Adivinha? O cara que inventou esses padrões há quase 15 anos agora admite que eles são basicamente inúteis. Ele também diz que sente muito.

O homem em questão é Bill Burr, ex-gerente do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Em 2003, Burr elaborou um guia de oito páginas sobre como criar senhas seguras criativamente chamadas de “NIST Special Publication 800-63. Apêndice A”. Isso se tornou o documento que definiria, mais ou menos, a exigência de senha para tudo, desde contas de e-mail até páginas de login para o site do seu banco. Todas essas regras sobre o uso de letras maiúsculas e caracteres e números especiais – todas – existem por causa de Bill.

Leigo arrependido

O único problema é que ele não sabia muito sobre como as senhas funcionavam em 2003, quando escreveu o manual. Bill certamente não era um especialista em segurança. Agora, o burocrata aposentado de 72 anos quer se desculpar.

“Eu me arrependo de muito do que fiz”, disse recentemente ao The Wall Street Journal, admitindo que a maior parte de sua pesquisa sobre senhas provenha de um relatório branco da década de 1980, muito antes de a internet ser criada. “No final, a lista de diretrizes provavelmente era muito complicada e muitas pessoas não a compreendiam. A verdade é que ela estava batendo à porta errada”.

Bill não está equivocado. Uma simples matemática mostra que senhas mais curtas com caracteres variados são muito mais fáceis de serem descobertas do que uma longa série de palavras comuns, de fácil memorização. O clássico webcomic XKCD demonstra como quatro palavras simples criam uma frase secreta que um computador levaria 550 anos para adivinhar, enquanto uma série de caracteres aleatórios e sem sentido seria descoberta em não mais do que três dias.

É por isso que o último conjunto de diretrizes do NIST recomenda que as pessoas criem frases de senha longas ao invés de termos incompreensíveis como as que Bill acreditou serem seguras.

Um dentre vários

Inevitável pensar se Bill se sente não apenas arrependido, mas também um pouco envergonhado. No entanto, ele não é o único culpado pela tradição questionável. Há quinze anos, havia poucas pesquisas sobre senhas e segurança da informação, enquanto os pesquisadores agora podem aproveitar milhões de exemplos. Bill também não foi o único a apresentar algumas ideias lamentáveis na primeira fase da internet. Você se lembra dos pop-ads, o flagelo que pulula nos sites? Seu inventor está muito arrependido. E quanto à barra dupla, desnecessária e confusa, a abarrotar endereços na web? O criador dessa ideia (e da própria internet), Tim Berners-Lee, também se arrepende.

A tecnologia é muitas vezes um exercício de tentativa e erro. Se você tiver uma boa ideia, como Jeff Bezos ou Mark Zuckerberg, as recompensas podem ser muito positivas. Se fizer com que usuários da internet percam tempo com as suas criações, como fez Bill, você talvez se desculpe anos depois. Mas nós te perdoamos, Bill – ou, pelo menos, alguns de nós. [GizModo]


POR: CAROLINA GOETTEN

HypeScience

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ENGENHEIRO QUE PUBLICOU MANIFESTO CONTRA DIVERSIDADE É DEMITIDO DO GOOGLE

Google demite engenheiro sênior de software que causou polêmica nos últimos dias ao compartilhar um manifesto de 10 páginas contra a diversidade. Texto de James Damore havia se tornado viral


O Google demitiu nesta segunda-feira, (7/8), um engenheiro sênior de software que causou polêmica nos últimos dias ao compartilhar um manifesto de 10 páginas contra a diversidade. As informações são da Bloomberg.

O engenheiro em questão, James Damore, confirmou junto à Bloomberg a sua demissão, dizendo que foi dispensado pelo Google por “perpetuar estereótipos de gênero”.

No seu texto, que foi descoberto pelo Motherboard e tornou-se viral no final de semana, Damore afirma que os homens são mais predispostos biologicamente do que as mulheres para trabalhar no mercado de tecnologia e criticou as iniciativas do Google pró-diversidade.

Além disso, o engenheiro disse ser alvo de preconceito no Google por ter visões políticas conservadoras e alegou que a empresa deveria trocar as iniciativas pró-diversidade por ações que fortaleçam a “diversidade ideológica”.

Inicialmente, o Google se manifestou de maneira aparentemente tranquila sobre o caso, dizendo que as afirmações de Damore não representavam as opiniões e ações da empresa, que, junto com outras empresas do Vale do Silício, vem sendo cada vez mais cobradas pela desigualdade de gênero em termos de cargos e salários entre seus funcionários.

As críticas cada vez maiores contra o manifesto de Damore fizeram com que o CEO do Google, Sundar Pichai, se pronunciasse junto aos seus funcionários, em um e-mail intitulado “Our Words Matter” (“Nossas palavras importam”), em que afirma que o engenheiro violou o código de conduta da gigante de Montain View. “Sugerir que um grupo dos nossos colegas possui características que os torna menos adequados para esse trabalho é algo ofensivo e não é aceitável”, afirmou o executivo, segundo o Recode.

A mensagem de Pichai não cita explicitamente a demissão de Damore, mas o fato de ele ter violado o código de conduta da empresa, como o CEO deixa claro, pode ter sido o motivo para a sua dispensa pelo Google.

IDGNow

DISCURSO DA AUSTERIADE




Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político

Desde a assunção dos novos governadores, em 2015, e agravada com a efetivação do golpe, em agosto do ano passado, há, em todas as esferas, um discurso de austeridade financeira. Os novos prefeitos também adotaram esse método de administração.

No Rio Grande do Sul, há certo consenso de que o Estado está em crise há mais de quarenta anos. No entanto, passados dezenas de governantes, foi coincidentemente com um governo de direita que atrasos nos pagamentos de servidores começaram a ocorrer.

Servidores, esses, que são indiretamente e nas entrelinhas culpabilizados pela dita crise econômica. Ao lutarem por seus direitos, são acusados de pertencerem a corporações, como se professores que não ganham mais do que três salários mínimos fossem tão poderosos quanto magistrados, cujo só o pornográfico auxílio-moradia já é maior do que a média salarial do magistério gaúcho.

Nem preciso dizer que a tal instabilidade financeira virou subterfúgio pra volta de uma das mais tradicionais bandeiras do não-partido PMDB: as privatizações. Os grupos que se opõem às vendas são acusados de fazê-lo por pura e exclusiva ideologia. A direita nunca é ideológica. Seus atos e vontades são puro e exclusivo pragmatismo e praticidade.

Em Porto Alegre, o novo Prefeito, Nelson Marchezan Júnior, está brigando na Justiça pelo doravante sagrado direito de atrasar os salários dos servidores – afinal, são eles os culpados pela crise.

Em Cachoeirinha, o Prefeito de lá, que ganha o maior salário da função no Estado, R$ 27.000,00, mexeu no plano de carreira dos servidores – pra piorá-lo, é claro. Porém, segundos estimativas dalgum secretário ou empresa de assessoria, que as crises são mensuradas por estudos, isso seria pouco pra melhorar os números. Resolveu, então, cortar parte da verba da merenda escolar até o final do ano. A fome dos alunos deve aguardar as finanças se equilibrarem.

Na esfera nacional, uma das primeiras medidas do Presidente-Réu foi congelar os gastos públicos por vinte anos – excetuam-se as emendas parlamentares em épocas de votação de aceitação de denúncia do MP contra o Presidente da República -. Nesse corte entram saúde, educação, segurança, salários dos servidores – chega a ser redundância dizer -, e verba pra merenda escolar, entre outros.

Definitivamente, a direita, que conseguiu novamente chegar ao poder no Brasil por via golpista no Governo Federal e pela democracia nas demais esferas – os motivos pra isso podem ser discutidos, mas inicia-se com o pensamento anti-PT – está se perdendo nas suas ações de cortar os investimentos e gastos com os mais pobres. Economizar dinheiro, sobretudo quando se trata do erário, é salutar e necessário.

Mas atrasar salários da parte mais baixa da folha, congelar investimentos básicos e deixar à fome estudantes não é reflexo da crise financeira. É falta de princípios e limites pra pôr em prática sua ideologia.

Os governos que aí estão deveriam ser mais austeros em seus discursos de austeridade financeira pura e simples.

*Delmar Bertuol é escritor, professor de história, membro da Academia Montenegrina de Letras e colaborou para Pragmatismo Político

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SOCIALITE QUE CHAMOU LULA DE ''MARGINAL'' É PRESA SAINDO DO BRASIL COM MALA DE DÓLARES

Socialite que costumava defender a bandeira da 'ética' nas redes sociais e que chamou Lula de “marginal” é presa pela Polícia Federal ao tentar sair do Brasil com uma mala cheia de dólares



A Polícia Federal prendeu na tarde do último sábado (05) Isabel Christine de Mello Távora, proprietária da CVC Manaus.

Ela foi presa no momento que tentava embarcar para Miami com grande quantia em dólares no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona Oeste de Manaus.

A prisão foi efetuada por policiais da Polícia Federal

De acordo com os policiais que efetuaram a prisão da Isabel, os dólares foram encontrados dentro de uma mala.

Em depoimento a infratora confessou que iria levar o dinheiro para uma pessoa desconhecida, em Miami.

Nas redes sociais, Isabel militou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e costumava defender a bandeira da ‘ética’, ‘contra a corrupção’.

A socialite chegou a publicar uma foto ao lado de uma placa de sinalização insinuando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era “marginal”.
Condenação de Isabel na Operação ”Farol da Colina”

Isabel já foi presa em 2007 na Operação “Farol da Colina”, pela Polícia Federal, que desencadeou uma megaoperação em sete Estados brasileiros contra doleiros e pessoas ligadas a eles, acusados de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na época, o Juiz Federal da 2ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, Márcio Coelho de Freitas, condenou Isabel Christine de Melo Távora a 6 (seis) anos de reclusão, em regime semiaberto e ao pagamento de 140 (cento e quarenta) dias-multa à razão diária de 5 (cinco) salários-mínimos, pela prática do delito descrito no art. 22, parágrafo único, da Lei 7.492/1986 e do art. 1º, caput, VI da Lei 9.613/1998 (fls. 253/262).

informações de Portal CM7

ABRIGO IRREGULAR DE IDOSOS É DESATIVADO EM CURITIBA

O local funcionava na rua João Máximo Kopp, no bairro Santa Cândida

Por Daiane Andrade

Foto: Átila Alberti.

Um abrigo clandestino para idosos e pessoas com necessidades especiais foi desativado na manhã desta terça-feira (8). O local funcionava na rua João Máximo Kopp, no bairro Santa Cândida. De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento ilegal foi descoberto graças a uma denúncia anônima. A responsável pelo imóvel, que não teve o nome divulgado, acabou presa em flagrante.

A mulher foi autuada por sequestro e cárcere privado, por expor os internos a riscos no que diz respeito à integridade física e psíquica e por abandono ou o não provimento de necessidades básicas. “Em depoimento, um dos idosos contou que tinha problemas com a alimentação, que não tomava sol…”, conta o superintendente Cristiano, do 4º Distrito Policial da capital, que fica no bairro Boa Vista. “Na sequência já foi feito o flagrante e agora essa pessoa vai responder na Justiça”.


Havia ao menos quatro pessoas no estabelecimento irregular. A ação integrada contou com equipes da Guarda Municipal de Curitiba (GMC), da Fundação de Ação Social (FAS) e da Secretaria Municipal de Saúde. “Aqui na delegacia as vítimas foram ouvidas e receberam uma guia para procederem aos exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. Esses procedimentos vão apontar ou descartar eventuais lesões físicas e o grau dos ferimentos, se existirem”.
Situação precária

“A situação lá estava feia. Eram inúmeros problemas, um lugar inadequado para a permanência de idosos e pessoas especiais”, lembra um servidor da FAS. Segundo ele, esse tipo de atividade demanda uma série de exigências. “Não havia condição alguma”, completa.

Ainda conforme a Polícia Civil, as vítimas foram levadas pela equipe da FAS, que ficou responsável por providenciar um abrigo para o grupo, ainda que temporariamente, apenas. A Tribuna tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria da Fundação.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

AVGOGADO É PRESO APÓS CHAMAR DESEMBARGADORES E ''VAGABUNDO' E ''CORRUPTO''

Desembargador manda prender advogado que o chamou de “vagabundo”, “safado” e “corrupto” em sessão

Advogado Felisberto Odilon Córdova e o desembargador Eduardo Gallo (Montagem: Pragmatismo Político)

Um advogado de Santa Catarina usou seu tempo de sustentação oral, nesta quinta-feira (3/8), para acusar o relator do processo de pedir propina de R$ 700 mil para assinar decisão favorável. Exaltado, Felisberto Odilon Córdova declarou que o julgamento na 1ª Câmara Cível é “comprado” e chamou o desembargador Eduardo Gallo de “vagabundo”, “safado” e “descarado”.

Córdova disse que foi procurado por uma pessoa do Rio de Janeiro e que recebeu “contraproposta” diretamente em seu escritório, em favor do desembargador. Por isso, considerou o julgamento nulo e disse que o Ministério Público deveria investigar o caso, em nome da moralidade.

Gallo respondeu que nunca havia sido xingado durante seus 25 anos de carreira e, por verificar “nítido excesso” no comportamento do advogado, pediu que o profissional fosse preso. O presidente do colegiado, desembargador Raulino Jacó Bruning, preferiu adiar a análise do processo e oficiar o MP e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.

Córdova foi retirado da sala por colegas. Segundo o jornalista Rafael Martini, do Diário Catarinense, o caso envolve uma disputa de R$ 35 milhões em execução de honorários, e a OAB-SC já instaurou comissão para apurar os fatos.

Já o presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Alexandre d’Ivanenko, declarou que só vai se manifestar depois de analisar o episódio.

Vídeo:

SÓ DOIS BAIRROS DE CURITIBA NÃO TÊM CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Em um ano, Capital registrou 2.867 casos e somente dois dos 75 bairros da cidade não tiveram ocorrências

(foto: AEN)

No dia em que a Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340, de 2006) completa 11 anos em vigor, Curitiba tem poucos motivos para comemorar. Segundo dados do Ministério Público do Paraná (MP-PR), entre junho de 2014 e o mesmo mês de 2015 foram registrados um total de 2.867 casos na cidade, o equivalente a uma média de oito casos por dia, ou ainda um registro a cada três horas.

No comparativo o primeiro semestre de 2015 com o 2º semestre de 2014, nota-se uma redução de 44,7% no número de casos, que passaram de 1.846 para 1.021. Contudo ainda é precoce para e falar em redução de ocorrências. De acordo com a promotora de Justiça Mariana Seifert Bazzo, coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero do MP-PR, os dados de 2015 podem vir a aumentar diante da possibilidade de existirem casos ainda não informados à Justiça e que permanecem apenas no âmbito da polícia.

De toda a forma, chama a atenção o fato de 97% dos 75 bairros da cidade terem registrado ocorrência no período analisado. As únicas exceções foram os bairros Lamenha Pequena, da regional de Santa Felicidade, e Riviera, da regional CIC. Por outro lado, os bairros CIC (293), Sítio Cercado (232), Cajuru (215), Tatuquara (118) e Uberaba foram os que tiveram maior número de registros.

Quando consideradas as regionais da cidade - espécies de subprefeituras, encarregadas dos bairros de cada uma das dez regiões em que Curitiba está subdividida administrativamente -, as três que tiveram maior índice de ocorrência para cada 100 mil habitantes foram as do Tatuquara (216 registros por 100 mil habitantes), Bairro Novo (208), CIC (179), Cajuru (174) e Boa Vista (173).

Com relação ao tipo de vínculo mantido entre a vítima e o suspeito, em quase metade dos casos (48,4%) o agressor era cônjuge ou companheiro; em 27,8%, ex-cônjuge ou ex-companheiro da vítima; em 9,4%, namorado; e em 3,7%, filho da vítima.

OCORRÊNCIAS CURITIBA – POR REGIONAL

Regional
Nº de ocorrências
Taxa (100 mil habitantes)
População*
Matriz
290
141
205.722
Boa Vista
429
173
248.698
Portão
245
101
243.506
Boqueirão
303
154
197.346
Cajuru
374
174
215.503
Santa Felicidade
218
140
155.794
Pinheirinho
214
127
168.425
CIC
306
179
171.480
Bairro Novo
303
208
145.433
Tatuquara
177
216
81.959
TOTAL
2.867**
156
1.833.866
*Estimativa da população em 2016 feita pelo Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) com base no Censo do IBGE. 
** Há oito ocorrências cujo bairro não foi informado

Saiba como denunciar casos de violência

A Lei Maria da Penha, que completa onze anos nesta segunda-feira, estabelece que todo caso de agressão (desde os casos de violência física e sexual até os casos de agressões morais e psicológicas) contra a mulher dentro de casa é crime e a vítima tem o direito e dever de denunciar o agressor. 

Para fazer a denúncia, a vítima deve procurar uma delegacia especializada em violência doméstica e registrar um boletim de ocorrência.. Em Curitiba, uma das unidades especializadas é a Delegacia da Mulher, cujo telefone é o (41) 3219-8600. Além de relatar os fatos ocorridos, a vítima também pode levar registros de mensagens, fotografias ou qualquer outro material ou mesmo uma testemunha que possa ajudar a comprovar o crime.

Além disso, qualquer pessoa pode denunciar anonimamente casos de violência doméstica utilizando o Ligue 180, serviço telefônico do governo federal. Dependendo da gravidade do caso, a Justiça poderá então determinar uma medida protetiva de urgência e a investigação proceder, virando um inquérito policial

Conheça a Maria da Penha, que inspirou criação da lei


Maria da Penha Maia Fernandes, a mulher que empresta o nome à Lei Nº 11.340, de 2006, lutou por 20 anos para ver seu agressor preso. Biofarmacêutica, ela foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredía Viveros e sofreu duas tentativas de assassinato planejadas pelo marido, em 1983. Sobreviveu, mas ficou paraplégica e teve de esperar até 2002 para ver o ex-marido preso (por apenas dois anos), após o caso chegar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que pela primeira vez acatou uma denúncia de violência doméstica.
Do processo da OEA, o Brasil acabou condenado por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência, o que acabou por ser uma espécie de semente para a criação da lei, que tenta criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Bairros com mais ocorrências
(números absolutos)

CIC: 293

Sítio Cercado: 232

Cajuru: 215

Tatuquara: 118

Uberaba: 109

Boqueirão: 104

Pinheirinho: 104

Centro: 98

Xaxim: 93

Santa Cândida: 89

BEM PARANÁ