LULA DISCURSA NA ONU PRESSIONADO POR PESQUISAS E CRISE NO STF



Foto: Angela Weiss / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre às 10h (horário de Brasília) a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, com os olhos voltados para o Brasil. Pressionado pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e pelas pesquisas que o mostram empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula deve usar seu discurso para mandar recados ao eleitorado brasileiro. Segundo assessores, ele vai reforçar o tema da soberania, diante das pressões dos Estados Unidos tanto na área comercial quando eleitoral, mas não vai citar nominalmente Donald Trump. Deve ainda focar nos esforços do Brasil nas áreas de meio ambiente e combate ao crime organizado. Na segunda-feira, já nos EUA, o brasileiro voltou a criticar a atuação internacional do presidente americano, afirmando que ele como um “imperador”, impondo a outros países o que chamou de “lei do mais forte”. “Ele age como imperador. É um jeito de governar que eu não concordo”, afirmou Lula, em entrevista à CNN (veja o vídeo). Apesar das críticas, Lula disse que pretende insistir na negociação para tentar reduzir as tarifas impostas pelos EUA e que não pretende iniciar uma guerra comercial, mas admitiu recorrer à Lei de Reciprocidade caso as conversas com Washington não avancem. (CNN Brasil)

Em reunião com o senador americano Bernie Sanders, Lula, no entanto, minimizou o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Lula disse não haver, neste momento, indícios de ingerência, embora tenha afirmado que o governo permanece atento, principalmente às redes sociais. (CNN Brasil)

Enquanto Lula deve ter a soberania como ponto principal, a expectativa para o discurso de Trump, que acontecerá em seguida, é de mais ataques verbais ao Irã. De acordo com Mike Waltz, embaixador americano na ONU, o presidente vai “abordar a importância de garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear”. (UOL)


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