Imagem: Shoshana Gordon/Axios

A sul-coreana L&C Bio anunciou que irá lançar um preenchedor facial feito de gordura humana doada. A aposta é que os efeitos colaterais estéticos dos remédios emagrecedores vão criar a próxima febre da K-beauty.

Explicando: A perda de peso rápida reduz a gordura facial. O resultado é um rosto com aparência mais flácida, encovada e envelhecida — o chamado "rosto de Ozempic".

O produto, batizado de MegaAdipoECM, transforma gordura doada em uma estrutura de sustentação. Aplicado no rosto, essa estrutura permite que as próprias células de gordura do paciente se instalem ali e recomponham o volume perdido.

A tecnologia já existia há cerca de cinco anos, mas a legislação sul-coreana classificava gordura doada como resíduo médico, proibindo sua reutilização. Com uma nova mudança na lei, a empresa deve lançar o produto provavelmente no fim de 2027.

Os números por trás da aposta: O mercado global de preenchedores dérmicos deve mais que dobrar até 2035, saltando para US$ 17 bilhões. A Morgan Stanley projeta +US$ 700 milhões em receita até 2030 para a plataforma de tecidos humanos da L&C.

Por outro lado, o anúncio reacendeu um debate antigo. Críticos temem que a comercialização desincentive doações voluntárias e desvie material escasso de vítimas de queimaduras. A empresa argumenta que os doadores consentem explicitamente com o uso estético.

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