GLEISI DEFENDE CONTORNO FERROVIÁRIO DE CURITIBA E NOVO TRAÇADO DA SERRA DA ESPERANÇA NA CONCESSÃO DA MALHA SUL

Em audiência da ANTT, em Brasília, deputada também pediu ampliação dos pátios ferroviários e estudo de viabilidade para o trecho Cascavel–Guaíra


A deputada federal Gleisi Hoffmann defendeu nesta quinta-sexta (16), em Brasília, a inclusão de quatro prioridades do Paraná na modelagem da nova concessão da Malha Ferroviária Sul: o Contorno Ferroviário de Curitiba, o novo traçado da Serra da Esperança entre Guarapuava e Lapa, a ampliação dos pátios de manobra e um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para uma ligação entre Cascavel e Guaíra.

As propostas foram apresentadas na Audiência Pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para debater a concessão da Malha Sul.
Acompanhada do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e do superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, Gleisi apontou a retirada da linha férrea da área urbana de Curitiba como prioridade do estado.

“Primeiro, o Contorno de Curitiba. Nós temos que tirar os trilhos de dentro da cidade, onde acontecem os maiores acidentes ferroviários do Brasil, isso é um risco que a população de Curitiba não pode continuar pagando. Segundo, tem que constar também o projeto novo da Serra da Esperança, o traçado que sai de Guarapuava a Lapa, para dar mais velocidade aos trens de carga. Precisamos assegurar os interesses do nosso estado e assegurar a infraestrutura para o Brasil seguir em frente”, destacou Gleisi.

Pátios ferroviários e ligação Cascavel–Guaíra

Os outros pleitos são a ampliação dos pátios de manobra e a inclusão de um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para uma ligação entre Cascavel e Guaíra, apresentada pela deputada como complementação da Ferroeste.

“Também precisamos aumentar os pátios de manobra dos trens, para dar mais acessibilidade de vagões e defendemos que seja inserido no projeto um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do trecho para complementar a Ferroeste, de Cascavel a Guaíra”, afirmou.

Na audiência, Gleisi afirmou apoiar a segmentação da Malha Sul, mas defendeu que os gargalos do Paraná sejam enfrentados antes da aplicação do subsídio cruzado entre os corredores.



“Achamos importante a nova concessão e os investimentos que estão propondo. Mas fizemos questão de deixar claro que são quatro coisas importantes para o Paraná, e que iremos trabalhar por cada uma delas”, afirmou Gleisi.

A modelagem prevê contratos de 30 anos e R$ 14,4 bilhões em investimentos nos três corredores. Desse total, R$ 6,9 bilhões correspondem ao Corredor Paraná–Santa Catarina, que concentra 78% da carga movimentada na Malha Sul, segundo a ANTT.

Gleisi mencionou ainda a perspectiva de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento dos investimentos ferroviários. Segundo a deputada, foi apresentada a possibilidade de prazo de 40 anos para pagamento, com carência durante o período dos investimentos.

As próximas Audiências Públicas da ANTT para debater o projeto da Malha Sul serão realizadas em Curitiba, em 27 de julho; Porto Alegre, em 29 de julho; e Florianópolis, em 31 de julho.

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