PF REJEITA PROPOSTA DE DELAÇÃO DE VORCARO

Ava­li­a­ção é que inves­ti­ga­ções já estão avan­ça­das e dono do Mas­ter não entre­gou novos ele­men­tos para rece­ber bene­fí­cios

Valor Economico
Isa­dora Peron

A Polí­cia Fede­ral (PF) rejei­tou a pro­posta de cola­bo­ra­ção pre­mi­ada do ex-ban­queiro Daniel Vor­caro, dono do Mas­ter. Segundo o Valor apu­rou, a ava­li­a­ção é que as inves­ti­ga­ções estão avan­ça­das e que Vor­caro não entre­gou novos ele­men­tos que jus­ti­fi­cas­sem a con­ces­são de bene­fí­cios, como dei­xar a cadeia. O clima de insa­tis­fa­ção vinha sendo exter­nado pelos inves­ti­ga­do­res desde que os ane­xos foram entre­gues à PF e à Pro­cu­ra­do­ria-Geral da Repú­blica (PGR), que tam­bém ana­lisa a pro­posta. Vor­caro foi preso na ter­ceira fase da Ope­ra­ção Com­pli­ance Zero, em 4 de março. Em seguida, tro­cou de equipe de defesa e pas­sou a nego­ciar a cola­bo­ra­ção. Desde o começo, a PF enten­dia que a dela­ção só seria viá­vel se Vor­caro entre­gasse infor­ma­ções que atin­gis­sem pes­soas “mai­o­res”, envol­vi­das nas frau­des bili­o­ná­rias.

A Polí­cia Fede­ral (PF) rejei­tou, na quarta-feira (20), a pro­posta de cola­bo­ra­ção pre­mi­ada apre­sen­tada pelo ex-ban­queiro Daniel Vor­caro, dono do Banco Mas­ter. Segundo o Valor apu­rou, a ava­li­a­ção é que as inves­ti­ga­ções já estão avan­ça­das e que ele não entre­gou novos ele­men­tos que jus­ti­fi­cas­sem a con­ces­são de bene­fí­cios, como dei­xar a cadeia.

De acordo com um dele­gado a par da nego­ci­a­ção, a deci­são mos­tra que a PF atua de maneira téc­nica. “Se tem con­te­údo, nos ter­mos da lei, avan­ça­mos; não tem, rejei­ta­mos”, apon­tou.

Este inter­lo­cu­tor disse ainda que a rejei­ção demons­tra que a PF “não obriga nin­guém a dela­tar, que não impõe con­di­ções que não este­jam na lei, que não sugere nomes a serem “entre­gues”.

O clima de insa­tis­fa­ção já vinha sendo exter­nado pelos inves­ti­ga­do­res desde que os cha­ma­dos ane­xos foram entre­gues à PF e à Pro­cu­ra­do­ria-Geral da Repú­blica (PGR), que tam­bém ana­lisa a pro­posta.

Uma sina­li­za­ção desse des­con­ten­ta­mento acon­te­ceu na segunda-feira (18), quando o ex-ban­queiro foi trans­fe­rido para uma cela menor na Supe­rin­ten­dên­cia da Polí­cia Fede­ral, em Bra­sí­lia. Vor­caro tinha dei­xado o Com­plexo Peni­ten­ci­á­rio da Papuda em mea­dos de março, assim que ficou acer­tado que ele come­ça­ria as tra­ta­ti­vas para fir­mar o acordo de dela­ção.

Na segunda, porém, ele dei­xou uma sala de 12 metros qua­dra­dos, com ar-con­di­ci­o­nado, fri­go­bar e banheiro pri­va­tivo, e pas­sou a ocu­par uma das celas des­ti­nada a pre­sos pro­vi­só­rios — um

espaço menor e mais sim­ples que aquele que estava antes, que havia sido adap­tado para rece­ber o ex-pre­si­dente Jair Bol­so­naro.

Clima de insa­tis­fa­ção já havia sido exter­nado por inves­ti­ga­do­res desde a entrega dos ane­xos

Vor­caro foi preso pre­ven­ti­va­mente na ter­ceira fase da Ope­ra­ção Com­pli­ance Zero, defla­grada em 4 de março. Em seguida, tro­cou de equipe de defesa e pas­sou a nego­ciar a dela­ção. O cri­mi­na­lista José Luís Oli­veira Lima, conhe­cido como Juca, foi esca­lado para rea­li­zar as tra­ta­ti­vas. Pro­cu­rado pelo Valor na quarta, ele não se mani­fes­tou.

Desde o começo das inves­ti­ga­ções, a posi­ção da PF era que uma dela­ção só seria viá­vel se o ex-ban­queiro entre­gasse infor­ma­ções rele­van­tes que atin­gis­sem pes­soas “mai­o­res” que tam­bém tives­sem envol­vi­das nas frau­des bili­o­ná­rias.

Não foi isso que acon­te­ceu, na ava­li­a­ção dos inves­ti­ga­do­res. Recen­te­mente, por exem­plo, a PF defla­grou uma ope­ra­ção que mirou o sena­dor Ciro Nogueira (PP-PI). Ele, no entanto, não foi citado nos ane­xos entre­gues por Vor­caro. Segundo a inves­ti­ga­ção, o pre­si­dente do PP rece­bia uma espé­cie de mesada do então ban­queiro para repre­sen­tar seus inte­res­ses no Con­gresso Naci­o­nal, o que Ciro nega. Nesse con­texto, o par­la­men­tar teria apre­sen­tado uma emenda a um pro­jeto para aumen­tar o limite de garan­tia do Fundo Garan­ti­dor de Cré­dito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depo­si­tante.

Valor Economico
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