DITADURA MILITAR MATOU JK, CONCLUI COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, aprovou, nesta sexta-feira (29/5), o relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976.


Certidão de óbito do ex-presidente deve ser alterada para informar que ele foi vítima da ditadura militar brasileira

A aprovação ocorreu com a maioria dos votos dos integrantes do colegiado — foram seis favoráveis e uma abstenção. Com isso, a comissão deverá trabalhar para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, nos termos da Resolução CNJ 601/2024.

O relatório contesta a conclusão de que Juscelino foi vítima de um acidente automobilístico na Via Dutra, em 22 de agosto de 1976. A relatora, Maria Cecília Adão, vem trabalhando no caso desde novembro de 2024. O documento foi elaborado a partir de diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal, de 2019.

“A premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”, afirmou, em nota, o MPF.

Ainda segundo o órgão, embora a Comissão Nacional da Verdade tenha descartado a possibilidade de morte criminosa, as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da cidade de São Paulo, defenderam a hipótese de que o ex-presidente foi vítima de um atentado político. Com informações da Agência Brasil.

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