BC CORTA SELIC E DIZ QUE GUERRA EXIGE CAUTELA


Foto: Evaristo Sa/AFP

A guerra no Oriente Médio e seu impacto sobre os preços do petróleo no mercado global fizeram com que o Banco Central mantivesse a cautela e reduzisse a taxa de juros em apenas 0,25 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano. A decisão marca a primeira queda dos juros desde maio de 2024 e é a primeira flexibilização monetária sob o comando de Gabriel Galípolo. No comunicado, o Banco Central justificou o corte ao afirmar que o aumento no preço do petróleo pode ter impactos inflacionários no país. A votação foi unânime. Para o futuro, não há sinalizações claras. O Copom reafirmou que os próximos passos dependerão de novas informações para aumentar a clareza sobre a “profundidade e a extensão dos conflitos” globais e para garantir a convergência da inflação para a meta. (g1)

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve foi ainda mais conservador. O Banco Central americano manteve as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,5% a 3,75%, pela segunda reunião consecutiva. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a decisão por lá não foi unânime. No colegiado do Fed, um dirigente votou a favor do corte de juros. Projeções atualizadas indicam divisão entre os membros: parte defende ao menos uma redução ainda neste ano, enquanto outro grupo vê manutenção das taxas ao longo de 2026. O quadro ocorre em meio à pressão inflacionária decorrente da guerra no Irã e a sinais de desaceleração do mercado de trabalho. (Axios)

A precaução dos bancos centrais brasileiros e americanos está ligada diretamente às incertezas em relação ao preço do petróleo, que nesta quarta-feira tensa fechou acima dos US$ 110. A alta se intensificou depois que Israel atingiu o campo de gás South Pars — o maior do mundo, compartilhado por Irã e Qatar — e o Irã respondeu com um ataque a um importante centro de combustíveis no território qatari, causando danos significativos. O aumento das tensões pressionou os preços do gás natural na Europa, que é altamente dependente de importações do Oriente Médio. (Wall Street Journal)

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