VENEZUELA SUBSTITUÍ COMANDANTE DE GUARDA DE HONRA pRESIDENCIAL APÓS ATAQUES DOS EUA

Presidente interina Delcy Rodríguez nomeou Gustavo González López para ocupar lugar de Javier Marcano Tábata; general também assumiu Direção Geral de Contrainteligência Militar

Redação Opera Mundi São Paulo

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, nomeou o general Gustavo González López como novo comandante da Guarda de Honra Presidencial e coordenador da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), por decreto na segunda-feira (05/01). A medida foi implementada após o ataque norte-americano ao país. Os bombardeios de 3 de janeiro mataram dezenas de pessoas e culminaram no sequestro do líder Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Ao assumir a Guarda de Honra Presidencial, González López substituiu Javier Marcano Tábata. Já no DGCIM, tomou o posto do major-general Iván Rafael Hernández Dala, considerada figura-chave da inteligência militar venezuelana.

Segundo o ministro das Comunicações, Freddy Ñáñez, por mensagem no Telegram, “essas nomeações fazem parte da dinâmica de fortalecimento institucional e continuidade, visando garantir a paz, a segurança do povo e a plena validade da Constituição da República”.

Em uma transmissão ao vivo do Palácio de Miraflores, Delcy Rodríguez expressou seu reconhecimento a González López pela “dedicação e lealdade demonstradas durante o exercício de suas funções”, ao mesmo tempo em que ratificou sua confiança na “trajetória e vocação de serviço” do general.


General Gustavo González López é empossado como novo comandante da Guarda de Honra Presidencial e coordenador da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM)
Reprodução/Redes sociais

Gustavo González López, que tem 65 anos, formou-se em 1982 na Academia Militar Venezuelana. Sua carreira é composta por uma vasta experiência nas áreas de inteligência e segurança venezuelanas, principalmente. Seu histórico inclui a direção do Serviço Nacional de Inteligência Bolivariano (SEBIN) em dois períodos, entre 2014 e 2018, e depois de 2019 a 2024. Além disso, foi Ministro do Interior, Justiça e Paz entre 2015 e 2016. Após sua saída temporária da inteligência, ocupou cargos de gestão na estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) durante o último trimestre de 2024 e ao longo de 2025.


Desde 2015, González López aparece – como muitos oficiais militares e chavistas – na lista dos sancionados pelos Estados Unidos, acusados de supostas violações de direitos humanos.


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