A VISIBILIDADE DOS BAIRROS DE CURITIBA: PARA A PREFEITURA, QUAIS ESTÃO EM DESTAQUE?

Conheça o índice que mede a visibilidade de cada bairro de Curitiba com base em população, área, renda média e número de vezes que foi citado em notícias da Prefeitura.

Foto: Gabriel / Unsplash


Um novo Índice de Visibilidade dos bairros de Curitiba, que combina população, área territorial, renda média e presença nos noticiários da Prefeitura, traça um retrato revelador da cidade. O índice foi calculado pelo Plural com base na análise de todo conteúdo produzido pela Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba entre 2017 e 2025 e ajuda a entender como a administração municipal sob o grupo Rafael Greca/Eduardo Pimentel (PSD) vê cada área da cidade.

Confira a seguir o perfil de cada bairro curitibano em ordem decrescente de índice de visibilidade, destacando os prováveis motivos de seu destaque e os temas mais frequentes nas notícias relativas a eles.
Tabela de Visibilidade por Bairro

Tabela de Visibilidade por Bairro

BairroPopulaçãoÁrea (km²)Renda Média (R$)RegionalÍndice de Visibilidade
cidade industrial157.46143.38639.09CIC0.5362
cajuru89.78411.55793.75Cajuru0.4756
sitio cercado102.41011.12934.95Bairro Novo0.3139
boa vista29.3915.141817.40Boa Vista0.2762
batel11.7781.765120.73Matriz0.2736
água verde49.8664.763332.57Fazendinha-Portão0.2569
bacacheri23.1066.983029.00Boa Vista0.2533
uberaba60.33814.09952.14Cajuru0.2508
boqueirão68.49514.801413.53Boqueirão0.2437
jardim social6.0851.894606.60Matriz0.2380
bigorrilho27.1273.503792.68Matriz0.2377
xaxim54.6918.921211.60Boqueirão0.2278
cabral11.7202.043914.15Matriz0.2111
alto boqueirão51.15512.111110.63Boqueirão0.1843
bairro alto42.0337.021211.60Boa Vista0.1832
juvevê11.2811.233435.48Matriz0.1802
umbará14.59522.47908.70Bairro Novo0.1764
tarumã7.0454.173029.00Boa Vista0.1692
seminário7.3952.133210.65Santa Felicidade0.1674
portão40.7355.701722.89Fazendinha-Portão0.1625
centro32.6233.302221.51Matriz0.1619
alto da glória5.5880.883263.47Matriz0.1600
fazendinha26.1223.72833.84Fazendinha-Portão0.1591
mossunguê5.6283.382965.09Santa Felicidade0.1589
santa felicidade25.20912.271314.67Santa Felicidade0.1548
pilarzinho27.9077.131211.60Boa Vista0.1527
ahú11.1481.842827.81Matriz0.1514
hugo lange3.1671.153119.76Matriz0.1501
novo mundo42.9995.991040.40Fazendinha-Portão0.1462
mercês14.0893.282475.33Matriz0.1458
santa cândida27.87010.331211.60Boa Vista0.1421
campo de santana7.33521.57564.95Pinheirinho0.1413
cristo rei13.3251.462603.13Matriz0.1407
jd. das américas13.9663.872304.19Cajuru0.1400
centro cívico4.7670.972878.11Matriz0.1388
hauer13.8514.021615.47Boqueirão0.1368
campo comprido21.6388.551216.71Fazendinha-Portão0.1340
alto da xv8.6831.502612.08Matriz0.1340
rebouças15.6182.982180.47Matriz0.1308
vila izabel10.9491.212438.13Fazendinha-Portão0.1307
atuba12.6324.271211.60Boa Vista0.1269
são lourenço5.5562.262423.20Boa Vista0.1235
parolin11.9822.251365.48Fazendinha-Portão0.1215
tatuquara36.33911.23462.26Pinheirinho0.1211
vista alegre9.9303.692079.83Santa Felicidade0.1206
barreirinha17.0213.731272.18Boa Vista0.1186
pinheirinho27.90710.73707.30Pinheirinho0.1178
são francisco6.4351.362309.05Matriz0.1135
tingui11.6542.111615.47Boa Vista0.1134
butiatuvinha10.75910.581135.70Santa Felicidade0.1124
capão raso34.3765.06977.19Pinheirinho0.1090
cascatinha2.0612.572198.43Santa Felicidade0.1078
ganchinho7.32511.20767.35Bairro Novo0.1064
bom retiro5.6331.942132.75Matriz0.1063
guabirotuba10.6782.631720.98Cajuru0.1039
são braz23.1195.011206.50Santa Felicidade0.1030
jardim botânico6.1532.771885.75Matriz0.0989
campina do siqueira7.1081.691903.78Santa Felicidade0.0950
capão da imbuia20.9763.161147.78Cajuru0.0856
santa quitéria11.7202.091487.95Fazendinha-Portão0.0827
orleans7.2605.121277.22Santa Felicidade0.0822
abranches11.1654.321009.67Boa Vista0.0795
santo inácio6.0372.721518.26Santa Felicidade0.0789
guaíra14.2682.321235.61Fazendinha-Portão0.0747
fanny7.8662.001189.54Fazendinha-Portão0.0715
augusta3.6178.84619.54CIC0.0674
cachoeira7.7383.07908.70Boa Vista0.0620
são joão2.9503.031166.03Santa Felicidade0.0572
caximba2.4758.17525.34Pinheirinho0.0526
são miguel4.9117.00409.43CIC0.0435
lindoia8.3431.18809.46Fazendinha-Portão0.0413
taboão2.6681.721009.67Boa Vista0.0407
prado velho7.0842.43766.57Matriz0.0390
lamenha pequena7013.40665.99Santa Felicidade0.0292
riviera2032.36423.13CIC0.0094


Bairros em ordem decrescente de visibilidade


Cidade Industrial de Curitiba (CIC) – Líder absoluta em visibilidade, a CIC reúne atributos que explicam sua proeminência. É o maior bairro em população e extensão territorial de Curitiba, funcionando quase como uma “cidade dentro da cidade”. Além de abrigar um importante polo industrial, a CIC é sede de diversas obras de infraestrutura e projetos sociais nos últimos anos. Não à toa, é citada em centenas de notícias da Prefeitura – seja por investimentos viários, construção de moradias populares ou programas de assistência. As manchetes sobre a CIC giram principalmente em torno de assistência social, melhorias urbanas e eventos culturais na região.


Boqueirão – Em segundo lugar no índice, o Boqueirão alia população numerosa a forte presença nas notícias locais. O bairro (que dá nome também à sua administração regional) tem cerca de 68 mil habitantes e destaca-se por sua tradicional área residencial e comercial. Muitas notícias mencionam o Boqueirão em contextos de obras públicas – como pavimentação de ruas e melhorias em unidades de saúde – e ações da administração municipal.

Temas de infraestrutura urbana, gestão municipal e eventos comunitários são recorrentes nas manchetes do Boqueirão, indicando uma atenção constante da Prefeitura à região. A visibilidade também é turbinada pelo fato de “Boqueirão” aparecer em comunicados regionais abrangentes, aumentando as citações em comparação a bairros de tamanho similar.

Centro – O coração da cidade aparece entre os líderes em visibilidade, impulsionado sobretudo por sua enorme quantidade de citações nas notícias. O Centro de Curitiba concentra atividades econômicas, administrativas e culturais, sendo palco de eventos e intervenções frequentes. Isso se reflete em cerca de 700 manchetes municipais que mencionam o bairro – o maior volume entre todos. Mesmo não sendo o mais populoso (tem cerca de 32 mil moradores), o Centro se destaca por sua centralidade e importância histórica.

As notícias envolvendo o Centro costumam tratar de obras e revitalizações (como calçadas, praças e prédios históricos), eventos culturais – a exemplo do programa Domingo no Centro – e também ações de segurança urbana na região central. Essa combinação de fatores garante ao Centro uma visibilidade enorme.


Cajuru – Terceiro bairro mais populoso de Curitiba, o Cajuru figura alto no índice de visibilidade graças ao tamanho e a ações recentes. Com cerca de 90 mil habitantes em sua área, o Cajuru atrai notícias frequentes sobre obras – pavimentação de ruas, reformas em equipamentos públicos – e programas sociais. Situado na região leste da cidade, é um bairro de perfil misto, combinando extensas áreas residenciais e comerciais. Nas manchetes da Prefeitura, o Cajuru aparece associado sobretudo a infraestrutura urbana (asfalto, drenagem, iluminação) e assistência social, além de pautas da agenda da cidade como mutirões de serviços ou eventos comunitários.

Sítio Cercado – Embora seja o segundo maior bairro em população (ultrapassando 100 mil habitantes), o Sítio Cercado ocupa uma posição intermediária no índice de visibilidade devido a sua menor aparição direta em manchetes. Localizado na regional Bairro Novo, o Sítio Cercado cresce vertiginosamente há décadas e concentra vastos conjuntos habitacionais. Paradoxalmente, muitas ações na região são divulgadas pelo nome da Regional Bairro Novo em vez do bairro específico, o que reduz o número de citações diretas. Ainda assim, quando é mencionado, o Sítio Cercado aparece em notícias de obras de infraestrutura – como abertura de vias e construção de equipamentos públicos – e melhorias em educação (novas escolas, creches) e gestão comunitária. Seu alto contingente populacional e demandas urbanas garantem relevância, mas sua visibilidade midiática fica aquém da esperada, possivelmente pela comunicação englobar várias localidades sob a chancela regional.


Batel – Famoso pelos imóveis caros, marcos da cidade como o Castelo do Batel, o bairro é um caso em que a influência econômica supera em visibilidade fatores como população. Com cerca de 12 mil moradores e a maior renda média entre os bairros curitibanos, o Batel tornou-se sinônimo de zona nobre. Suas aparições nas notícias da Prefeitura frequentemente estão ligadas a eventos culturais e turísticos, inaugurações e até ajustes no trânsito devido a grande fluxo em suas vias comerciais. O Batel se mantém na mídia municipal por sediar feiras, exposições, campanhas (como de vacinação em shopping centers) e por seu papel de vitrine da cidade para visitantes. Temas de cultura/entretenimento e mobilidade aparecem com destaque nas manchetes envolvendo o Batel, sinalizando seu perfil de bairro de serviços e lazer de alto padrão.


Tatuquara – Um dos mais novos e que mais crescem em Curitiba, o Tatuquara conquistou posição de destaque no índice em grande parte por aparecer bastante nas ações recentes da Prefeitura. Tradicionalmente um bairro de baixa renda – registrava a menor renda média entre os bairros, R$ 462 – o Tatuquara vem recebendo diversos investimentos urbanos, inclusive ganhando status de 10ª Administração Regional da cidade em 2017. Com mais de 36 mil habitantes (censo de 2000) e possivelmente muito mais hoje, a localidade é foco de obras de infraestrutura, habitação e novos equipamentos públicos. As notícias sobre o Tatuquara versam principalmente sobre pavimentação de ruas e obras públicas, implantação de serviços municipais (creches, unidades de saúde) e programas sociais voltados à sua população de renda mais baixa.


Santa Felicidade – Tradicional reduto turístico e gastronômico de Curitiba, Santa Felicidade aparece em posição alta no ranking de visibilidade. O bairro – conhecido pela colônia italiana e restaurantes – tem cerca de 25 mil moradores e extensa área territorial. Sua fama atrai atenção midiática de forma consistente. Nas notícias da Prefeitura, Santa Felicidade surge associada tanto a obras de melhoria urbana (revitalização de calçadas históricas, trânsito na Via Vêneto) quanto a eventos culturais e comunitários, além de ações de assistência social para a população idosa que ali reside em grande número. A presença da tradicional Rua da Cidadania local também gera pautas frequentes. A combinação de apelo turístico-cultural e atenção governamental para manutenção de sua infraestrutura mantém Santa Felicidade em evidência.

Bigorrilho – Também conhecido como Champagnat, o Bigorrilho é um bairro verticalizado de classe média/alta próximo ao Centro. Com cerca de 27 mil habitantes e renda média elevada (em torno de R$ 3,8 mil), destaca-se pelo desenvolvimento urbano e vista privilegiada para pontos como o Parque Barigui. Apesar de não ser muito citado em notícias de obras (por ser relativamente bem estruturado), o Bigorrilho aparece no noticiário municipal atrelado a eventos culturais – como feiras gastronômicas e ações em suas praças – e a melhorias de mobilidade (ex.: implantação de estações de transporte).


Jardim Social – Bairro estritamente residencial e de alto padrão na região leste, o Jardim Social conquista uma visibilidade relativamente alta principalmente pelo perfil socioeconômico. É um dos bairros com maior renda média (cerca de R$ 4,6 mil), equiparável à do Batel, o que por si só já o destaca nas estatísticas. Pequeno em população (cerca de 6 mil habitantes) e discreto em notícias, o Jardim Social raramente surge nas manchetes da Prefeitura – geralmente apenas em pautas de segurança ou ações comunitárias pontuais. Ainda assim, seu Índice de Visibilidade se eleva pelos indicadores de renda e qualidade de vida. Sua posição no ranking ilustra como o índice pondera não apenas quantidade de habitantes ou obras, mas também o peso econômico de cada local.


Bacacheri – Sede de um aeroporto e de tradicionais unidades militares, o Bacacheri aparece entre os bairros bem posicionados no índice. Com cerca de 23 mil moradores e renda média alta (em torno de R$ 3 mil), o Bacacheri combina características de bairro residencial de classe média com equipamentos estratégicos da cidade. O bairro é citado em notícias de mobilidade e meio ambiente/lazer. Além disso, melhorias em infraestrutura e segurança no entorno do parque frequentemente são pauta.


Boa Vista – Nome tanto de um bairro específico quanto de uma regional administrativa, Boa Vista aparece com índice de visibilidade elevado. O bairro Boa Vista (cerca de 29 mil habitantes) é majoritariamente residencial e integra a zona norte da cidade. O bairro é mencionado em notícias sobre serviços ao cidadão (a Rua da Cidadania Boa Vista), eventos em praças e melhorias de infraestrutura nos seus conjuntos habitacionais. Temas de administração regional e programas comunitários também aparecem.

Pinheirinho – Localizado no extremo sul, Pinheirinho dá nome à regional que antes englobava o Tatuquara. O bairro em si, com cerca de 28 mil moradores, sempre teve perfil popular e hoje conta com importantes eixos de transporte (Terminal do Pinheirinho e vias de ligação metropolitana). Sua visibilidade é notada nas notícias sobre mobilidade e trânsito – frequentemente citando o Terminal Pinheirinho em alterações de linhas e obras viárias – e em matérias de habitação popular e assistência social, devido a conjuntos habitacionais da COHAB na região. Obras de pavimentação em suas ruas e projetos como o Fabricação de Ruas elevaram as citações do Pinheirinho nos últimos anos. Comparado a bairros centrais, sua presença midiática ainda é moderada, mas considerável dentro do contexto dos bairros periféricos.

Seminário – Pequeno em área porém de renda alta, o Seminário figura com um índice de visibilidade razoável. O bairro abriga importantes sedes institucionais, como a Igreja do Seminário, além de condomínios de alto padrão. Embora tenha só cerca de 7 mil habitantes, é cercado por vias estratégicas (Av. Nossa Senhora Aparecida, Av. Presidente Arthur Bernardes), o que rende menções em notícias de trânsito e obras nessas vias.

Cabral – Bairro tradicional de classe média/alta na região norte, o Cabral marca presença no ranking puxado por seus indicadores sociais. Com cerca de 12 mil habitantes e renda média superior a R$ 3,9 mil, o Cabral se estabeleceu como um núcleo de serviços e gastronomia fora do centro, atraindo movimento diário. Nas notícias, o bairro é citado em contextos de mobilidade (mudanças no trânsito da av. Paraná, que o atravessa), segurança pública – por sediar um batalhão da PM – e eventos em espaços como o Centro de Criatividade de Curitiba (no parque Atuba, limite com Cabral).


Rebouças – Vizinho imediato do Centro, o Rebouças combina zona residencial e um importante polo universitário e comercial, o que lhe confere visibilidade notável. O bairro abriga o campus da UTFPR e diversas empresas, sendo recorrente em notícias de mobilidade urbana (por conta da Estação Rodoferroviária e vias como Av. Kennedy) e projetos de revitalização de áreas industriais antigas. Com cerca de 15 mil moradores, o Rebouças também tem papel histórico no desenvolvimento de Curitiba, o que rende menções em pautas culturais e de patrimônio (como a preservação da antiga fábrica da Mate Leão). Seu índice de visibilidade é alavancado pelas melhorias urbanas em andamento – por exemplo, a requalificação do Vale do Pinhão (condensando startups e economia criativa no bairro) – e pela gestão municipal ao integrar o centro expandido.

Tarumã – Este bairro de médio porte na região leste se destaca por abrigar estruturas de grande porte que atraem atenção midiática. O Tarumã sedia o Jockey Club do Paraná e o Colégio Militar, além de fazer divisa com o Jardim Botânico do lado oposto. Tais elementos fazem com que frequentemente apareça em notícias de eventos esportivos e culturais (corridas de cavalo, exposições) e também em ações ligadas à segurança/mobilidade, como bloqueios de trânsito em dias de evento e obras viárias no entorno da Linha Verde. Com cerca de 7 mil habitantes e renda média alta (próxima de R$ 3 mil), o Tarumã acaba tendo uma visibilidade proporcionalmente grande frente à sua população, muito em função dos equipamentos que hospeda e de seu papel estratégico na malha urbana.


Jardim Botânico – Apesar de pequeno em população (cerca de 6 mil moradores), o bairro Jardim Botânico aparece bem posicionado graças a um ilustre morador: o Jardim Botânico de Curitiba, principal cartão-postal da cidade. O parque e seu entorno garantem menções constantes do bairro em notícias de agenda cultural e turística, bem como em anúncios de serviços públicos (o local recebe eventos de saúde, feiras, etc.). O bairro em si também conta com instituições como o Museu Botânico e a Estufa, então melhorias na região – segurança, limpeza, acessos – são noticiadas com frequência. Assim, o nome “Jardim Botânico” figura em quase 200 manchetes, muito acima do que seria esperado apenas pelos moradores, demonstrando como um ponto de interesse pode elevar a visibilidade de toda a localidade.


Mercês – Tradicional bairro central-oeste, Mercês tem visibilidade mediana puxada por alguns pontos de interesse e pelo perfil socioeconômico. Conhecido pela Torre Panorâmica (mirante da cidade) e pelas numerosas clínicas médicas ao longo da Rua Jacarezinho, o bairro aparece em notícias de turismo (pela torre), de mobilidade (mudanças no tráfego das ruas inclinadas da região) e de segurança. O bairro tem cerca de 14 mil habitantes e renda média de R$ 2,4 mil.


Bairro Alto – Na região nordeste, o Bairro Alto sobressai por sua população numerosa (aproximadamente 42 mil habitantes) e pelo status de “cidade dormitório”. Mesmo com renda média modesta, essa grande comunidade está no índice graças às intervenções urbanas e sociais que recebe. Nos últimos anos, o Bairro Alto apareceu em notícias de infraestrutura – destaque para obras na Avenida da Integração e construção de unidade de saúde – e educação, com melhorias em escolas locais. Além disso, por estar numa área de expansão, também figura em pautas de mobilidade, como implantação de binários viários e linhas de ônibus integrando a região ao centro.



Santa Cândida – Sede de um terminal de ônibus e de instalação da Guarda Municipal, Santa Cândida é um bairro de classe média na região norte que se faz notar especialmente por serviços públicos ali localizados. Com cerca de 28 mil habitantes, é ponto final de várias linhas e abriga uma importante estação de tratamento de água da Sanepar – assuntos que rendem notícias de mobilidade (terminais, trânsito) e saneamento básico. A presença da Guarda Municipal resulta em pautas de segurança ligadas ao bairro, seja por operações ou inauguração de equipamentos. Santa Cândida também integra a zona de expansão imobiliária naquela região, aparecendo ocasionalmente em notícias de lançamentos de habitação.


São Francisco – Pitoresco e histórico, o pequeno bairro São Francisco – colado ao Centro – tem visibilidade garantida por seu patrimônio cultural. É o bairro do Largo da Ordem e de construções históricas, atraindo eventos turísticos e festas populares, como a Feira do Largo aos domingos. Mesmo com apenas cerca de 6,4 mil moradores, São Francisco aparece rotineiramente em notícias de cultura e eventos (Feira de Arte e Artesanato, Carnaval no Largo), turismo e projetos de revitalização do centro histórico. Intervenções como restauros de igrejas, novas iluminações cênicas e ações de segurança no Largo da Ordem também rendem citações. A vocação cultural do bairro, portanto, supera em visibilidade sua dimensão demográfica modesta, mantendo São Francisco sempre presente no imaginário curitibano e nas comunicações oficiais.


Campo Comprido – Bairro extenso que abrange áreas urbanas e rurais na região oeste, Campo Comprido figura com visibilidade mediana. Com cerca de 21 mil habitantes e misto de condomínios de alto padrão e ocupações de baixa renda, o bairro vive contrastes que aparecem nas notícias. De um lado, surgem pautas de infraestrutura – principalmente abertura de vias ligando novos condomínios e asfaltamento de ruas de ligação entre bairros vizinhos. De outro, programas sociais e de regularização fundiária em comunidades carentes (como Vila Sandra) rendem menções. Além disso, Campo Comprido sedia uma parte do polo universitário (campi da PUCPR e UTFPR) e o Tecnoparque, o que eventualmente o insere em pautas de inovação e mobilidade (linha de ônibus universitário, por exemplo).


Água Verde – Tradicional bairro de classe média alta, o Água Verde combina características residenciais e comerciais, garantindo um patamar de visibilidade. Muito verticalizado, com quase 50 mil moradores, é um dos bairros mais densos. Aparece frequentemente em notícias relacionadas a trânsito e transporte, por abrigar vias importantes (Av. República Argentina) e estações do Ligeirinho, bem como em ações de limpeza urbana e melhorias de praças. O nome “Água Verde” também surge ligado a eventos esportivos, pois o estádio do Clube Atlético Paranaense (Arena da Baixada) está na divisa do bairro e muitas vezes referido como “no Água Verde”. Adicionalmente, a verticalização trouxe projetos de mobilidade (bicicletários, calçadas acessíveis) noticiados pela Prefeitura.




Portão – Importante entroncamento da cidade, o Portão é sede de shopping centers, terminal de ônibus e grande comércio, o que lhe confere alta movimentação – e relativa visibilidade. Com cerca de 40 mil habitantes, é um bairro de classe média muito visado para empreendimentos. As notícias da Prefeitura sobre o Portão normalmente envolvem mobilidade (alterações no Terminal Portão, integração de linhas, obras na Av. Arthur Bernardes), além de cultura e lazer – pois ali se localiza o Portão Cultural com exposições e eventos municipais. Outro tema frequente é a segurança no trânsito, dado o alto fluxo de veículos na região comercial do bairro.


Novo Mundo – Bairro populoso na região sul, o Novo Mundo caracteriza-se por habitações de classe média e vilas residenciais, abrigando cerca de 43 mil habitantes. Sua visibilidade advém de notícias sobre equipamentos públicos relevantes que estão em seu território: o Hospital do Idoso Zilda Arns, por exemplo, gera pautas frequentes de saúde; o Centro de Distribuição dos Correios e a Faculdade Santa Cruz também aparecem em matérias. Além disso, o Novo Mundo figura em notas de infraestrutura (recapeamento de vias, melhorias no esgoto) e ações comunitárias na Rua da Cidadania Fazendinha/Portão, que atende sua área.


Campo de Santana – Bairro periférico de grande área rural no extremo sul, Campo de Santana desponta mais pela sua dimensão territorial (21,57 km²) do que pela influência urbana. Com apenas cerca de 7 mil habitantes concentrados em bolsões habitacionais, o bairro ainda está em processo de ocupação. No índice de visibilidade, ele ganha alguns pontos por ser mencionado nos projetos de desenvolvimento da região do Tatuquara – por exemplo, abertura da Estrada do Ganchinho e programas habitacionais do município. Porém, suas aparições em notícias são esparsas, normalmente restritas a obras viárias estratégicas (já que liga Curitiba a municípios vizinhos) e ações sociais pontuais (entrega de cestas, mutirões de saúde em áreas rurais).


Capão Raso – Tradicional bairro de classe média na zona sul, o Capão Raso tem cerca de 34 mil habitantes e integra a região do Pinheirinho. Com avenidas movimentadas e comércio forte, aparece em notícias principalmente por trânsito (mudanças na Av. Winston Churchill e na Linha Verde Sul, que o atravessam) e por serviços públicos – lá estão a UPA Pinheirinho e escolas importantes, que eventualmente viram pauta. Projetos de habitação (como conjuntos da Cohab) e regularização fundiária em algumas vilas também rendem citações.




Fazendinha – Bairro planejado surgido nos anos 1970, o Fazendinha possui cerca de 26 mil moradores e um perfil residencial de classe média baixa. Destaca-se por abrigar a primeira Rua da Cidadania implantada em Curitiba, o que historicamente lhe trouxe visibilidade. Hoje, as notícias envolvendo o Fazendinha tratam de programas sociais e serviços públicos locais (CRAS, unidade de saúde), bem como de educação – pela presença de escolas municipais. Obras de infraestrutura também surgem, especialmente manutenção de ruas internas e revitalização de áreas de lazer do bairro.


Guaíra – Pequeno bairro entre Água Verde e Portão, o Guaíra se caracteriza por uso misto (residencial e comercial). Com cerca de 14 mil habitantes, não é dos mais citados, mas ainda figura no índice por algumas razões: frequentemente aparece em notícias de trânsito, pois a Av. Presidente Wenceslau Braz, importante eixo, passa por ele; e também em pautas de urbanismo, como melhorias na iluminação pública. O Guaíra também se beneficia de estar numa zona central – ações nas regionais Matriz e Portão às vezes o incluem.


Lindóia – Bairro de pequenas proporções próximo ao Fazendinha, o Lindóia é majoritariamente residencial, com cerca de 8 mil moradores. De perfil humilde, recebe atenção da Prefeitura sobretudo em programas de urbanização de vilas e ações sociais. O Lindóia esteve nas notícias com obras do projeto habitacional do Bairro Novo da Caximba, que reassentou famílias de áreas de risco inicialmente abrigadas no Lindóia. Também aparece em pautas de infraestrutura básica, como instalação de redes de esgoto e drenagem para resolver históricos alagamentos. Embora discretas, essas intervenções garantiram alguma visibilidade ao bairro.


Parolin – Pequeno bairro encravado entre vias expressas, o Parolin é conhecido por abrigar uma grande vila de ocupação urbana e enfrentava problemas sociais históricos. Com cerca de 12 mil habitantes, o Parolin ganhou visibilidade principalmente a partir de programas de urbanização e habitação voltados a requalificar a vila Parolin, que saíram do papel nos últimos anos. Isso gerou diversas notícias sobre remoção de moradias insalubres, construção de prédios habitacionais e regularização de terrenos – elevando o bairro no índice. Além disso, o Parolin aparece em matérias de segurança (operações policiais na região) e de assistência social.


Santa Quitéria – Bairro de classe média entre as regionais Portão e Matriz, o Santa Quitéria tem cerca de 12 mil moradores e perfil tranquilo, com ruas residenciais e algumas sedes de órgãos públicos (como almoxarifados da Prefeitura). Sua visibilidade no noticiário é modesta. Geralmente, o Santa Quitéria aparece em notícias de trânsito de bairro – por exemplo, implantação de sentido único em determinadas ruas para melhorar a fluidez (e por conta do corte de árvores para implantação do Novo Inter 2) – e em tópicos de segurança comunitária (como inauguração de módulos da guarda).


Vila Izabel – Com localização central e cerca de 11 mil habitantes, a Vila Izabel aparece no índice graças a algumas particularidades. Nos últimos anos a Vila Izabel foi beneficiada por obras de mobilidade – como a revitalização da Av. Arthur Bernardes e abertura de binários para desafogar o trânsito – rendendo espaço no noticiário. É um bairro de classe média consolidado, então não demanda grandes projetos habitacionais nem sofre com problemas graves, o que limita um pouco sua exposição.


Ahú – Bairro tranquilo na região norte, o Ahú é marcado por sedes institucionais importantes (Museu Oscar Niemeyer ao lado, Penitenciária Estadual – desativada – e Tribunal de Justiça nas imediações). Com cerca de 11 mil habitantes de classe média alta, aparece ocasionalmente em notícias ligadas a cultura (eventos no MON, mesmo estando oficialmente no Centro Cívico, costumam citar o Ahú pelo entorno) e em pautas de urbanismo – como projetos para o terreno do antigo presídio, que vêm sendo discutidos.


Alto da Glória – Apesar de ser o menor bairro de Curitiba em área, com apenas 0,88 km², o Alto da Glória tem uma presença simbólica grande: ali estão localizados importantes marcos, como a Igreja Nossa Senhora da Glória e o estádio Couto Pereira (do Coritiba Foot Ball Club). Tais equipamentos garantem citações frequentes do bairro em notícias de eventos esportivos (jogos de futebol) e trânsito – bloqueios e esquemas especiais em dias de partida. O bairro tem perfil residencial de alto padrão e cerca de 5,5 mil moradores, com renda média elevada, o que também contribui no índice. Fora o futebol e a igreja, o Alto da Glória aparece em ações municipais pontuais, como revitalização de calçadas históricas.


Alto da XV – Vizinho do Alto da Glória, o Alto da XV é um bairro de classe média tradicional, marcado pela presença do Polo da Moda na Rua XV (divisa com Cristo Rei). Com cerca de 8,7 mil habitantes, recebe atenção moderada do poder público. As notícias mais comuns relacionadas ao Alto da XV envolvem mobilidade – implantação de ciclovias e reorganização do trânsito em vias que o conectam ao Centro – e segurança de bairro (iniciativas de vizinhança vigilante, por exemplo). No índice de visibilidade, está na faixa média-baixa, sem grandes destaques recentes.


Hauer – Bairro da zona sul de Curitiba, o Hauer se destaca por abrigar o Terminal do Hauer e ser cortado pela movimentada Linha Verde. Isso o faz bastante lembrado em notícias de trânsito e transporte, como alterações de itinerário de ônibus e obras de melhoria na Linha Verde. O bairro possui cerca de 13 mil habitantes e perfil socioeconômico médio. Além da mobilidade, o Hauer aparece eventualmente em pautas de segurança (operações policiais no entorno do terminal) e de comércio popular.


Xaxim – Grande bairro na região sul, com mais de 54 mil habitantes, o Xaxim apresenta uma visibilidade que poderia ser maior, não fosse a menor incidência de notícias específicas. De perfil residencial de classe média e com forte comércio ao longo da Rua Francisco Derosso, o Xaxim aparece nos noticiários principalmente em obras viárias e em ações de limpeza urbana (mutirões contra alagamentos e lixo irregular).


Alto Boqueirão – Vizinho do Xaxim, o Alto Boqueirão é um bairro residencial popular com cerca de 51 mil moradores. Tem ficado em evidência moderada por conta de projetos de infraestrutura em andamento – notadamente, obras de drenagem e pavimentação para resolver enchentes históricas em suas ruas. O Alto Boqueirão também aparece nas notícias de segurança pública, pois a Prefeitura ali implantou módulos da Muralha Digital (câmeras de vigilância) cobrindo as saídas da cidade para o sul. Outro tema presente é assistência social, já que programas da Fundação de Ação Social atendem comunidades vulneráveis do bairro.


Capão da Imbuia – Conhecido pelo seu bosque e museu de história natural, o Capão da Imbuia é um bairro de classe média na região leste, com cerca de 21 mil habitantes. Sua visibilidade vem principalmente do cunho ambiental e cultural: o Museu de História Natural (Bosque do Capão da Imbuia) é frequentemente citado em eventos educativos e visitas escolares noticiadas. Além disso, o bairro aparece em notícias de mobilidade (mudanças no trânsito da Av. Professor Linhares) e de obras de saneamento – nos últimos anos ocorreu a implantação de galerias pluviais para combater alagamentos.


Guabirotuba – Bairro residencial localizado entre o Jardim das Américas e Uberaba, o Guabirotuba tem perfil tranquilo e cerca de 10 mil habitantes. Costuma aparecer no noticiário em contextos de educação, pois abriga campus da PUC-PR (Curitiba II) e algumas faculdades, o que traz movimentação de estudantes e iniciativas conjuntas com a Prefeitura (feiras de profissões, etc.). Também é lembrado em mobilidade, por estar próximo ao viaduto estaiado Estação Guabirotuba do BRT Leste-Oeste, alvo de melhorias recentes.


Jardim das Américas – Bairro de classe média onde se localiza o Campus Centro Politécnico da UFPR, o Jardim das Américas destaca-se regionalmente mas aparece de forma discreta no índice geral. Com cerca de 14 mil moradores, sua visibilidade provém de notícias de ciência e tecnologia (devido à UFPR e projetos de inovação na região) e de trânsito, pois o bairro é cortado pela Avenida das Torres – acesso ao aeroporto – onde a Prefeitura constantemente implementa melhorias e controles de velocidade. O Jardim das Américas também surge em pautas de meio ambiente, graças ao Jardim Botânico e projetos de sustentabilidade da universidade.


Uberaba – Bairro extenso às margens do rio Iguaçu, o Uberaba mescla áreas industriais, chácaras e conjuntos habitacionais, somando cerca de 60 mil habitantes. Sua visibilidade advém de múltiplos aspectos: é citado em notícias de meio ambiente e defesa civil por conta de cheias do Iguaçu que o afetam (e obras de contenção planejadas); em pautas de infraestrutura, por causa da Avenida Salgado Filho e melhorias na ponte do Rio Iguaçu.


Caximba – Mesmo sendo um dos bairros menos populosos (cerca de 2,5 mil habitantes), o Caximba figura surpreendentemente bem no índice devido a um motivo específico: abriga o Projeto Bairro Novo do Caximba, de gestão de risco climático e moradia popular. Esse projeto – que envolve reassentar mais de 1,700 famílias de áreas de risco, obras de urbanização sustentável e habitação popular – levou uma enxurrada de notícias mencionando o bairro nos últimos anos. A Caximba aparece nas manchetes principalmente em temas de gestão municipal e planejamento urbano (anúncios e etapas do projeto) e assistência social às famílias beneficiadas. Além disso, a região da Caximba abriga o aterro sanitário municipal, gerando pautas de meio ambiente.


Abranches – Bairro de colonização polonesa na região norte, Abranches é conhecido pelo Parque São Lourenço e pela Ópera de Arame nas proximidades (embora a Ópera fique oficialmente no Pilarzinho, muitos a associam ao Abranches). Com cerca de 11 mil habitantes, o bairro tem baixa visibilidade isoladamente. Surge no noticiário ligado a turismo e cultura devido ao circuito Ópera de Arame-Parque São Lourenço, e em algumas ações de meio ambiente (desassoreamento do lago do parque, por exemplo).

Atuba – Situado no extremo nordeste, o Atuba é cortado pela divisa entre Curitiba e Colombo, sendo porta de entrada da capital. Com cerca de 12 mil moradores, recebe menções pontuais em notícias de mobilidade (por exemplo, obras na Estrada da Ribeira e no trevo do Atuba, importantes acessos rodoviários) e de meio ambiente (o Parque Atuba, inaugurado para proteger o rio homônimo, é pauta ambiental e de lazer).

Riviera e São Miguel – Na lanterna do índice estão dois diminutos bairros da regional CIC. Riviera, o menos populoso de Curitiba com apenas 203 habitantes, e São Miguel, com cerca de 4,9 mil moradores, praticamente não aparecem no noticiário municipal.

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