EX- VEREADOR E 7 EMPRESÁRIOS SOB SUSPEITA EM SC POR ESQUEMA DE PROPINA COM 'EMPRESA RELÂNPAGO'

Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Timbó Grande, um ex-assessor e sete empresários foram denunciados pelo MPSC por contratação direta e lavagem de dinheiro28/11/2025 às 13h49- Atualizado há 3 dias

Angela Bueno - Chapecó

Ex-vereador, assessor e sete empresários são denunciados pelo MPSC.Foto: Prefeitura de Timbó Grande/ND Mais

Um ex-vereador, assessor e sete empresários foram denunciados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por suspeita de apropriação de recursos públicos, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, em Timbó Grande, no Oeste de Santa Catarina.

A primeira fase da Operação Arquivo-Morto ocorreu no início de 2024, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) cumpriu mandados e apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos.

Na quinta-feira (27), a segunda fase da Operação Coalizão pela Paz reuniu forças de segurança do PA, MA e SC para cumprir prisões preventivas contra alvos do crime organizado.

Denúncia em Timbó Grande

Segundo o MPSC, a análise desse material confirmou indícios de um esquema de enriquecimento ilícito envolvendo o então presidente da Câmara e seu assessor.

Quatro meses depois, na segunda fase da operação, foram realizados mais de 32 mandados de busca e apreensão, o que permitiu identificar possíveis crimes contra a administração pública, como contratações irregulares de empresas e lavagem de dinheiro.

Na época, tanto o presidente da Câmara quanto o assessor foram afastados das funções públicas. Agora, os dois — junto com sete empresários e empresárias — foram oficialmente denunciados pela Promotoria de Justiça da comarca.

A denúncia afirma que “o esquema criminoso promoveu a dilapidação do patrimônio público da Câmara Municipal timbograndense, mediante contratações reiteradas e ilegais de bens e serviços, com o objetivo de enriquecer ilicitamente os agentes públicos e empresários parceiros”.

O Promotor de Justiça da comarca, Murilo Rodrigues da Rosa, destacou que agentes públicos que usam seus cargos para lesar a sociedade precisam responder pelos atos — assim como empresários que participam dos esquemas.

“O Ministério Público de Santa Catarina não tolera condutas que afrontam a confiança da população e continuará atuando para assegurar a responsabilização de todos os envolvidos”, afirmou.

O ND Mais entrou em contato com a Câmara de Vereadores de Timbó Grande, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para a manifestação.

Ex-vereador e assessor já foram afastados.Foto: Câmara de Vereadores de Timbó Grande/ND Mais
Ex-vereador pede exoneração do cargo, em Blumenau

Outro exemplo em Santa Catarina que envolve um ex-vereador ocorreu em Blumanau, onde o ex-vereador e intendente distrital do Grande Garcia, Maurício Goll, pediu exoneração do cargo, após o MPSC abrir uma investigação que o acusa de envolvimento em um esquema de “rachadinha”.

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