TSE MANDA APAGAR 31 POSTS COM FAKE NEWS DE QUE LULA PERSEGUE CRISTÃOS

Publicações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro sustentam, de forma falsa,
 que Lula persegue cristãos e apoiaria a invasão de igrejas. TSE determinou a remoção 
de pelo menos 31 postagens

RBA

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo de Tarso Sanseverino 
determinou a remoção, em 24 horas, de uma série de publicações de conteúdo falso, 
segundo as quais Lula perseguiria igrejas e cristãos. As mensagens foram 
compartilhadas por Flávio e Eduardo Bolsonaro e os responsáveis por outros 24
 perfis no Twitter e no Facebook. 

A liminar determina às redes que suspendam os posts desinformativos, sob pena 
de multa diária de R$ 10 mil.

O ministro atendeu representação movida pela coligação Brasil da Esperança 
contra os responsáveis pelos perfis. Segundo a campanha, durante o processo 
eleitoral tem sido verificada a atuação de uma rede bolsonarista dedicada à 
propagação de desinformação. O objetivo seria manipular a opinião pública e 
promover reiterada campanha difamatória contra Lula — neste caso, incutindo 
no eleitor a falsa ideia de que o candidato perseguiria e ameaçaria igreja e cristãos.

Vídeo afirma falsamente que decreto assinado por ex-presidente Lula visava a “banir 
a religião cristã”


Postagens de Eduardo e Flávio Bolsonaro no Twitter trazem discurso falso de que há ameaça aos cristãos no Brasil

Ainda segundo a coligação, as publicações de que Lula perseguiria igrejas e 
cristãos desobedecem decisão anterior do próprio TSE, que já determinou a 
remoção de conteúdos segundo os quais Lula apoiaria a invasão de igrejas. 
A representação ressalta que a legislação eleitoral proíbe expressamente a divulgação 
de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do 
processo eleitoral.
‘Difícil reparação’

“Observo que as publicações impugnadas transmitem, de fato, informação 
evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de 
presidente da República nas eleições 2022”, destaca o ministro na decisão.
 “As publicações contêm informação manifestamente inverídica e divulgada no 
período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, 
de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, 
a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido 
político e do candidato atingidos pela desinformação”.

No início de setembro, Lula esteve com evangélicos em São Gonçalo (RJ), quando 
recebeu o apoio de pastores e de fieis de diferentes denominações. 
Em reconhecimento às transformações ocorridas os primeiros governos do PT, 
os religiosos pediram o retorno de Lula para que o Brasil volte a ter políticas 
nclusivas que garantam vida mais digna aos mais pobres.


GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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