Santuário de Fátima justifica acção de despejo a idosa

O Santuário de Fátima explicou hoje que avançou para a acção de despejo de uma idosa por ser incompatível a presença de Laurinda Oliveira com o acolhimento de crianças carenciadas.

A entidade justifica, em comunicado, que o imóvel em causa foi doado ao Santuário de Fátima pela "Associação Casa do Coração de Maria - Obra das Gaiatas" e uma das condições da doação era que fosse reservado espaço para alojar apenas Maria Oliveira - a presidente da associação -, uma vez que Laurinda Oliveira, irmã e vice-presidente, "dispunha de residência própria e não tinha qualquer necessidade económica".

No texto explica-se que a idosa "ocupou o edifício após a morte da irmã, sem avisar o proprietário do imóvel" [o Santuário de Fátima], sendo que, "além do mais, a sua presença foi-se revelando incompatível com o acolhimento das crianças carenciadas, que era a finalidade desta obra social".

O santuário sublinha que "nunca iniciaria uma 'acção de despejo' sem se certificar com segurança que a pessoa em causa dispõe de alternativas favoráveis", revelando que Laurinda Oliveira, após a acção ter dado entrada no Tribunal de Ourém, "doou um imóvel, reservando para si mesma o usufruto de uma parcela destinada a habitação".

Por outro lado, "sabe-se também que, conjuntamente com um irmão, vendeu em 2010 um imóvel e declarou ter recebido 840.000 euros", informa o Santuário, sustentando que "não são, portanto, corretas as afirmações de que se trata de uma senhora sem recursos nem lugar para viver".

No texto sintetiza-se em estilo de conclusão que "uma leitura dos factos pode permitir concluir que esta senhora se desfez de todo o património para invocar que não tem
DN-Portugal
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