Comunidade do Tingui prepara terreno para horta escolar

De terreno abandonado à horta escolar: voluntários retiram mais de cinco sacos de mato e entulho do local
Os alunos do Colégio Estadual Maria Montessori, do bairro Tinguí, logo terão mais opções de verduras e legumes em seus lanches. No dia 5 de novembro, funcionários do colégio, alunos e moradores que participam da Rede de Desenvolvimento Local se uniram para limpar e capinar um terreno abandonado que será transformado em uma horta escolar.


 De terreno abandonado à horta escolar: voluntários retiram mais de cinco sacos de mato e entulho do local (Foto: Priscila Bortolozzo)

O terreno, que fica dentro do colégio, já foi uma horta há mais de 15 anos. “Acreditamos que pode dar certo porque nós já tínhamos a horta aqui mesmo. É muito bom retomarmos essa ideia que vai trazer benefícios para todos e principalmente para os nossos alunos, além de transformar um terreno abandonado e sem uso”, disse a pedagoga Selma Miriam de Freitas Joselin.

Motivados por uma foto de 1992, mostrando como era a horta, os voluntários deram o primeiro passo: limparam e capinaram o terreno, retirando muito entulho e mais de cinco sacos de mato. A próxima etapa é recuperar o solo com uma terra de boa qualidade. A expectativa é de que no próximo ano letivo, os alunos já possam cuidar e aproveitar da horta escolar. O intuito de criar a horta é, além de complementar o lanche, conscientizar os alunos da importância de cuidar do meio ambiente.

Os moradores que participam da Rede de Desenvolvimento Local do Tingui pretendem expandir a ideia e criar outras hortas comunitárias no bairro. A mobilização no Colégio Maria Montessori é a primeira ação para alcançar esse objetivo. “Vemos pessoas da própria escola ajudando, mas a gente vê pessoas da Rede de Desenvolvimento também, pessoas da comunidade. Nós estamos com algumas ações em andamento e acredito que a experiência daqui vai encorajar a fazermos outras hortas pelo bairro, para a comunidade, não só da escola em específico”, comentou o agente de desenvolvimento local do bairro, Luca Wistuba.

                        Comunidade do Tingui prepara terreno para horta escolar (Foto: Priscila Bortolozzo)

A horta escolar contará também com o apoio do projeto “Solo na Escola”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacitará os professores para melhor aproveitar o terreno e os alimentos produzidos. O programa “Nosso Quintal”, da prefeitura de Curitiba, ajudará na preparação do solo, além da liberação gratuita de insumos e sementes.

Para o morador Alexsandro Ribeiro de Pontes, a limpeza do terreno só foi possível graças à união das pessoas. “As pessoas se unem para futebol, churrasco, por que não uma horta da escola?”, indaga. Segundo ele, é necessário que as pessoas se disponham mais a realmente mudar a localidade. “É muito importante as pessoas saírem da posição de críticos e analisar o que pode ser feito para melhor. Nada melhor como um exemplo deste, nos unirmos para uma coisa tão boa”, concluiu.

 Motivados por uma foto de 1992, mostrando como era a horta, os voluntários deram o primeiro passo (Foto: Arquivo)

Se você quer colaborar e/ou conhecer outras ações das Redes de Desenvolvimento Local no bairro Tingui entre em contato com o agente de desenvolvimento Luca Wistuba pelo telefone (41) 9987-1024 ou pelo e-mail luca.wistuba@sesipr.org.br

Por Priscila Bortolozzo

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