terça-feira, 22 de maio de 2018

PROJETO LEÕES DO VÔLEI TRANSFORMA A VIDA DE ESTUDANTES DA REDE MUNICIPAL




Mais de oito mil crianças e adolescentes foram atendidos pelo projeto Leões do Vôlei, que completa em 2018 dez anos de existência. Idealizado pelo atleta Emanuel Rego e viabilizado em 2008 por meio de parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a empresa Leão Alimentos e Bebidas, o projeto de cunho esportivo e social ajudou a transformar a vida de muitos estudantes da rede municipal por meio da prática do vôlei, como a do Guilherme de Oliveira Carvalho, de 14 anos. Antes tímido e inseguro, o garoto desenvolveu disciplina, garra, e hoje joga profissionalmente.

Graças ao esporte, Guilherme literalmente mudou de vida. Ele trocou o tempo livre pela quadra da Escola Municipal Kó Yamawaki, no Bairro Alto, onde conheceu o projeto Leões do Vôlei, quando tinha ainda 9 anos de idade. Graças ao talento e desempenho como atleta, ganhou a oportunidade de jogar em um clube profissional, tornando-se um exemplo para os colegas.

Atualmente Guilherme joga pelo Santa Mônica Clube de Campo e tem uma rotina intensa de estudo e treinamento. Com 1,78 de altura, em quadra executa com dedicação as funções de bloquear e atacar nas categorias Sub14, Sub15 e Sub16. Em 2017, participou do Campeonato Brasileiro de Clubes, no Flamengo, Rio de Janeiro.

Satisfeito, ele coleciona vitórias com o time. “Já ganhamos várias partidas de vôlei, mas o ideal é estar sempre em busca do aprimoramento, da concentração e da determinação em ser um atleta com atuação e trabalho coletivo no time”, ensina Guilherme.

Como tudo começou

Para jovens como Guilherme Carvalho, o Leões do Vôlei representa acesso a oportunidades que não teriam de outra forma. “Eu não tinha muitas expectativas com relação a um futuro melhor, até que descobri esse projeto e me envolvi com o esporte. Diante de um atleta de tanto talento como o Emanuel Rego é impossível não acreditar que um sonho é possível, então me empenhei muito”, conta Guilherme, que treina quatro vezes por semana.

Segundo ele, até a vida social melhorou. “Antes eu era muito inseguro até para fazer amigos, depois passei a ter mais confiança, autonomia e capacidade para me expressar. Com a participação no projeto também comecei a ter uma vida mais saudável, considerando a alimentação e o preparo físico”, conta.

A diretora da Escola Municipal Professor Kó Yamawaki, Andréia Trochmann Camargo, conheceu Guilherme ainda franzino e tímido. “Ele foi crescendo e se destacando cada dia mais, até chegar o dia em que o menino encontrou seu caminho e foi em busca do seu sonho. É muito bom colhermos frutos assim, num trabalho integrado e tão comprometido como o Leões do Vôlei”, comenta a diretora.

Assim como Guilherme, outros ex-alunos da rede municipal atuam em clubes profissionais. “Além da revelação desses talentos também comemoramos a redução no número de faltas, indisciplina, e aumento no desempenho acadêmico dos estudantes. Por isso não abrimos mão de participar sempre do Leões do Vôlei”, afirma Andréia.

A secretária municipal da Educação, Maria Silvia Bacila, destaca que atividades esportivas garantem um suporte muito importante para a educação e formação dos jovens. “O Leões do Vôlei é um sucesso em todas as escolas porque não foca apenas na prática esportiva, mas no desenvolvimento pleno dos participantes”, afirma Maria Sílvia.

Como funciona

O Leões promove a formação para os professores e orientadores de educação física com uma metodologia esportiva desenvolvida por Emanuel e pela equipe técnica do Instituto Ecce – Esporte, Cidadania, Cultura e Educação. São abordadas questões táticas e técnicas do esporte para ensinar aos participantes valores como o respeito aos colegas e aos professores, a amizade, disciplina e a importância do trabalho em equipe.

As atividades possuem uma hora e meia de duração e são feitas duas vezes por semana. Em seu primeiro ano de existência o Leões do Vôlei atendeu 290 crianças e adolescentes de 7 a 13 anos em escolas municipais. Em 2012, por meio de parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), foram criadas turmas para jovens de 8 a 17 anos nos Centros de Esporte e Lazer.

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