terça-feira, 23 de maio de 2017

6 MAIORES MENTIRAS DA HISTÓRIA DO BRASIL QUE O POVO COMEMORA E ACREDITA

6 maiores mentiras da história do Brasil que todo mundo sempre acreditou
A maior parte de nós conhece bem pontos chave da história do Brasil.



A maior parte de nós conhece bem pontos chave da história do Brasil. Seja pelo aprendizado da escola, conhecimentos espalhados em épocas comemorativas ou obras de ficção que se misturam à realidade, aprendemos sobre nossos heróis ou momentos que definiram o rumo de nosso país, cultural e politicamente. A história porém, pode ser moldada de acordo com interesses ao longo do tempo, distorcendo a versão final que acabamos conhecendo.

Mentiras bem estruturadas podem gerar fama, dinheiro e poder. Às vezes podem até motivar lutas e decisões políticas ou sociais. Por causa disso, a história está repleta de fraudes e mentiras que continuam sendo propagadas com frequência. Apesar disso, a pesquisa de historiadores tem ajudado, cada vez mais, a desenhar os verdadeiros acontecimentos do passado e redefinir certos conhecimentos que absorvemos ao longo da vida.

Confira algumas das mentiras mais contadas à respeito da história do Brasil. É bem provável que você tenha acreditado na maior parte delas ao longo de sua história.

1 – A independência sempre foi comemorada em 7 de setembro


Atualmente, a comemoração da independência do Brasil acontece no dia 7 de setembro, mas nem sempre foi assim. De acordo com o jornalista Laurentino Gomes, no passado houve muito debate sobre qual deveria ser a data correta da comemoração. Apesar do grito de independência ter sido dado no dia 7, a aclamação de Dom Pedro só se deu em 12 de outubro e sua coração dias mais tarde, em 1º de dezembro. Todas as datas foram consideradas, mas o 7 de setembro passou a ser exaltado a partir do segundo reinado, com Dom Pedro II.

2 – Zumbi defendia o fim da escravidão


Quando se fala de escravos e abolição da escravatura no Brasil, Zumbi dos Palmares é uma das maiores referências em heroísmo no assunto. Apesar disso, historiadores apontam o personagem como escravocrata. Por mais que estivesse submetido a um senhor, também tinha servos que eram obrigados a realizar trabalhos forçados e seguir suas ordens. É claro que, naquele contexto social, ter escravos era visto com outros olhos, mas ainda assim o historiador Leandro Narloch defende que Zumbi mais lutou por seus próprios direitos do que pela liberdade de todos os escravos.

3 – Princesa Isabel lutou pela libertação dos escravos


Da mesma forma que Zumbi não foi tão herói para os escravos, a responsável por assinar o documento que aboliu a escravatura oficialmente no Brasil também não representou tanto para a luta dos trabalhadores forçados. A Princesa Isabel, apesar de ter assinado a Lei Áurea, não fez por motivações políticas ou ideológicas, e sim por pressão da Inglaterra. Os ingleses se mostravam preocupados com o baixo preço do açúcar e a princesa assinou a lei sobre pressão.

4 – As cores da bandeira do Brasil representam recursos naturais



A maioria das pessoas aprende que a bandeira de nosso país é formada de verde e amarelo para representar a natureza brasileira. O verde representaria as florestas; o amarelo, as riquezas e o ouro. Apesar disso, a verdadeira escolha das cores não partiu daí. Verde e amarelo eram as coras das casas reais de Bragança, à qual pertencia Dom Pedro I, e Habsburg, da imperatriz Dona Leopoldina.

5 – Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil


Em 1500, Pedro Álvares Cabral assumiu o comando de uma expedição que chegou à costa brasileira em 22 de abril daquele mesmo ano. A data é até hoje celebrada como o dia em que os portugueses descobriram o Brasil, mas historiadores já tem evidências suficientes para afirmar que as coisas não aconteceram bem assim. Dois anos antes, o português Duarte Pereira Pacheco já teria explorado a foz do Rio Amazonas. No entanto, a coroa portuguesa quis evitar conflitos com a Espanha e manteve a história em segredo, só oficializando a descoberta com a chegada de Cabral por aqui.

6 – Tiradentes foi herói da Inconfidência Mineira


Pesquisas mais recentes de historiadores focados na análise da Inconfidência Mineira mostram que Tiradentes não foi o verdadeiro herói nacional narrado em diversos relatos. De acordo com a Professora Josi Brandão, o homem era considerado um vilão até 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. Tiradentes teria sido utilizado como bode expiatório num movimento mais focado com a riqueza de Minas Gerais do que com a liberdade do país. Além disso, a imagem do inconfidente barbado e de cabelos compridos nunca foi real, já que o visual não era utilizado por militares, presos ou executados, posições que Tiradentes ocupou ao longo da revolução.

Você já conhecia as verdades por trás desses fatos apresentados? Nem sempre a primeira versão que ouvidos ou a mais propagada entre os povos é a verdadeira. Por trás do conhecimento histórico é possível compreender melhor o passado e desvendar os mistérios que ajudaram a construir a nação.

(fonte: Uol Educação)
por Equipe Juntos Pelo Brasil

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