sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Jornal Nacional tenta consertar PowerPoint do procurador Dallagnol

O Jornal Nacional tentou fazer milagre com o PowerPoint do procurador Dallaganol. Constrangidos com a apresentação confusa do original, o telejornal da Globo 'deu um tapa' no documento para explicar as acusações contra Lula

Na edição desta quarta-feira (14), Jornal Nacional tentou tornar powerpoint anti-Lula mais compreensível


por Viomundo

O Jornal Nacional ‘deu um tapa’ no constrangedor PowerPoint utilizado pelo procurador da República Deltan Dallagnol para denunciar Lula como chefe máximo do petrolão.

Na imagem, a Globo acrescentou nuvens carregadas e uma série de tubulações, como se o ex-presidente fosse a válvula principal de um propinoduto.

Desde a campanha presidencial de 2010, a produção de memes toscos mas de linguagem simples e de fácil entendimento são utilizados para disseminar suas ideias e convicções nas redes sociais.

O próprio procurador Dallagnol admitiu, durante a entrevista coletiva, que baseou sua acusação mais em convicção do que em provas materiais.

O meme televisivo da Globo deu um ar mais tenebroso às denúncias.

O powerpoint original tornou-se imediatamente o alvo de dezenas de memes nas redes sociais. Internautas relembraram outras acusações exageradas feitas a Lula.

À noite, dezenas de militantes protestaram diante da sede do jornal O Globo, no Rio, em manifestação que havia sido marcada antes de o MPF denunciar Lula e sua esposa Marisa.

Os bilionários irmãos Marinho, donos do Grupo Globo, desenvolveram a narrativa que derrubou Dilma Rousseff e agora tenta afastar o ex-presidente Lula da vida política.

Denúncia política

Para Pedro Estevam Serrano, processo contra Lula é marcado por suspensão de direitos constitucionais.

O advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP rebateu a afirmação de Dallagnol que atribuiu a Lula a função de “comandante máximo” da corrupção.

“É absolutamente ilegal um agente do Estado afirmar que um cidadão é ‘comandante máximo de um grupo criminoso’ sem que ele sequer tenha tido oportunidade de defesa. Neste caso, o agente está descumprindo o dever jurídico de preservar a imagem e a figura do réu”, disse Estevam.

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