segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MÍDIA FAZ POUCO CASO DO CIDADÃO COMUM.


Todo jornal e revista brasileiros deveriam criar espaço ou uma seção destinada exclusivamente para a opinião do denominadocidadão comum.


Alguns já possuem colunas, mas as matérias nelas veiculadas são restritas a pessoas renomadas, seja pelo destaque na sua área de atuação profissional, seja por terem seus rostos conhecidos na televisão.


Isso não diminui a importância dos seus posicionamentos, mas alimenta uma cadeia um tanto viciada: fica parecendo que só têm posições, opiniões e ideias relevantes as pessoas detentoras de notoriedade pública e que representam um segmento social já prevalecente sobre as demais camadas da sociedade. 


Essa falta de acesso também escancara o preconceito sobre pessoas pobres, por nunca se levar em conta suas capacidades interiores nem seus raciocínios, muito menos suas visões diversas sobre a humanidade. Enfim, tal camada da população fica impossibilitada de externar seus sentimentos e suas análises para que seus posicionamentos nas várias questões que envolvam o homem no mundo fiquem visíveis para todos.


Este pouco caso está presente na maioria dos meios de comunicação. Está presente no rádio, na televisão, nos blogs, nos sites e em qualquer espaço destinado às manifestações do cidadão.


Os espaços dos leitores só publicam comentários relativos às matérias publicadas nos veículos, forçando uma limitação de ideias e de espaço. Os maiores não passam de cinco metades de linhas, pois tais espaços têm como característica ficarem em cantos de páginas.


Claro que não se pode exigir que publiquem qualquer coisa, sem consistência, sem detalhamento, sem nexo ou sem uma análise do conteúdo por parte dos editores. Não é isso. Mas, após esta avaliação, muitos textos de pessoas simples darão uma contribuição muito grande. Ao menos as narrativas trariam análises mais realísticas, devido ao convívio diário, sobre como vivem, o que fazem e pensam milhões de pessoas.


Nesses tempos em que as pessoas passaram a jogar o jogo abertamente, em recente artigo numa revista, a excelente atriz Joana Fomm escancarou seu pedido de emprego. Devemos seguir-lhe o exemplo, reivindicando espaço em todos os meios de comunicação, reservado exclusivamente aos cidadãos comuns.

Os espaços destinados ao público externo não visam à divulgação de ideias inovadoras; apenas disfarçam umapseudo abertura, pois só acolhem renomados ou famosos, servindo apenas para atrair público e aumentar o faturamento

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