terça-feira, 23 de agosto de 2016

Brasileirinho encanta servidores na abertura da Semana Cultural

Um público formado por 2,5 mil servidores da rede municipal de ensino de Curitiba e da Fundação Cultural lotou o Teatro Guaíra na tarde de segunda-feira (22) para assistir à 200ª apresentação do coral Brasileirinho. 

As crianças e jovens do coral emocionaram a plateia com o espetáculo “Festa de Arromba”, com sucessos dos anos 60, escolhido para abrir a programação da 7ª edição da Semana Cultural da Educação. Até a próxima sexta-feira (27), serão ofertados gratuitamente 28 mil lugares para aproximadamente 250 espetáculos de diferentes linguagens artísticas, em mais de 30 espaços da cidade.


A Semana Cultural é realizada em parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e a Fundação Cultural de Curitiba. O evento faz parte do projeto EduCultura, criado em 2013 para promover o desenvolvimento cultural dos servidores das duas áreas por meio da oferta de ingressos, promoção de cursos e eventos. 


Ingressos e vagas em cursos são constantemente distribuídos aos profissionais por meio do blog do projeto, mas as semanas culturais, programadas duas vezes ao ano, servem como imersão nas artes. Aprogramação inclui shows de música, dança, teatro, oficinas de quadrinhos, entradas para exposições e outras manifestações artísticas.

Os servidores fazem uma pausa nas atividades cotidianas para apreciar alguma das múltiplas linguagens artísticas selecionadas para o evento. “Esse teatro lotado é a confirmação daquilo que acreditamos, de que a arte é capaz de mobilizar e transformar as pessoas. Se o professor não tem a vivencia da arte, seu aluno fará coisas artísticas, porém não vivenciará a arte, um fator que melhora a vida das pessoas”, disse a professora Daniela Pedroso, integrante da equipe de arte do departamento de ensino fundamental da Secretaria Municipal da Educação.


Mudança de olhar


Fazer da arte um instrumento de transformação é a rotina de trabalho do professor Henrique Camargo que dá aulas nas escolas municipais Caic Candido Portinari e Albert Schweitzer, as duas no bairro CIC. “Ter contato com a arte faz mudar o olhar que a pessoa tem para o cotidiano, possibilita interpretações variadas e cria possibilidades para um melhor desenvolvimento da pessoa, especialmente dos estudantes, em função da sua fase de formação”, disse Henrique.


O repertório variado e a possibilidade de o profissional participar das apresentações durante o período de permanência, ou seja, durante a jornada de trabalho em que está fora de sala de aula, garante a participação nos eventos. 

“Intensificamos a relação entre arte, educação e cultura e reformulamos o programa de formação continuada em serviço, pois acreditamos que é essa a forma de valorizar e investir no profissional para assegurarmos mais qualidade na educação municipal”, disse a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo. Além das semanas culturais, os museus da cidade têm oferecido seus espaços e acervos para pesquisas dos professores de arte da rede municipal. 


Para o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, as ações integradas entre as áreas da educação e cultura foram tão expressivas que deram origem a um novo modelo de política de imersão cultural dentro da Fundação Cultural. “Tem sido uma experiência tão positiva, com tantos bons retornos por parte dos professores, que a linha estruturante do Educultura serviu para originar o Culturaeduca, outra ação voltada à formação e que está alinhada à política do Ministério da Cultura”, disse Cordiolli.

Esta sétima edição do evento tem novidades, como a visita mediada ao Museu da Vida, a oficina Fundamentos de Dança Afro Brasileira, com Carlinhos Malaquias, e um recital no Paço da Liberdade com Luiz Cláudio Ribas Ferreira, um dos principais nomes do violão erudito brasileiro, com vários prêmios nacionais e internacionais conquistados.

“São tantas boas opções que temos dificuldade na hora de escolher”, contou a diretora de CMEI Claudia Silveira. Com 23 anos de atuação na rede municipal de ensino, a servidora acredita que o investimento na formação cultural dos profissionais completa a política de valorização aplicada nos últimos anos. “Os cursos nos valorizam como profissionais, e agora temos um novo plano de carreira e o investimento no nosso desenvolvimento como ser humano por meio da cultura”, disse Cláudia.

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