quarta-feira, 8 de junho de 2016

PRISÃO PARA CUNHA, RENAN, JUCÁ E SARNEY, PEDIDO DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA RODRIGO JANOT

Rodrigo Janot pede a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá, do ex-presidente José Sarney e do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha. Investigadores consideram que o caso é mais grave do que as provas que levaram Delcídio Amaral à prisão e à perda do mandato
Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Romero Jucá


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República, José Sarney, de acordo com reportagem desta terça-feira (7) do jornal “O Globo”.

Também foi pedida por Janot a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A alegação de Janot de que Sarney, Jucá e Renan estariam agindo para barrar a Lava Jato se baseia na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que traz indícios de que os três queriam limitar as investigações.

Além da prisão, Renan Calheiros é alvo de pedido de afastamento da presidência do Senado e de suspensão do mandato de senador, a exemplo do que ocorreu com o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha.

Os investigadores consideram os indícios de conspiração, captados nas gravações e reforça

dos pelas delações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e de seu filho Expedito Machado, mais graves que as provas que levaram Delcídio Amaral à prisão, em novembro do ano passado, e à perda do mandato, em maio. A avaliação é de que enquanto Delcídio tentou manipular uma delação, a do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava Jato.

Em depoimentos de sua delação premiada, Sérgio Machado disse ter distribuído R$ 70 milhões em propina para Renan, Sarney e Jucá, entre outros integrantes da cúpula peemedebista nos 12 anos em que esteve à frente da subsidiária da Petrobras.

No áudio que levou à sua demissão do Ministério da Previdência, pouco mais de uma semana após sua nomeação, Jucá defende o impeachment de Dilma Rousseff como a única maneira de “estancar a sangria” da Lava Jato.

com informações de O GLOBO

Nenhum comentário: