COPA DAS BETS?

(Imagem: Rafael Ribeiro | CBF)

A Copa do Mundo de 2026 caminha a passos largos para se consolidar como o maior evento de apostas da história da humanidade, com projeções apontando uma movimentação de mais de US$ 50 bilhões globalmente.

São US$ 15 bilhões a mais do que o registrado na Copa do Catar, impulsionados pelo novo formato de 48 seleções — que adicionou 40 partidas ao calendário — e pela liberação das apostas em grande parte dos EUA.

No Polymarket, o mercado para adivinhar o campeão do mundo já acumulou US$ 1,8 bilhão, ficando atrás apenas das eleições americanas.

A polêmica da vez na CazéTV


Aqui no Brasil, esse $$$ todo ligou o sinal de alerta e colocou a CazéTV no centro de um debate nacional. Detentora dos direitos digitais de todos os 104 jogos, o canal virou alvo de duras críticas pela presença de publicidade de casas de apostas.

Parte do público reclama principalmente de narradores e comentaristas sugerindo palpites e divulgando odds em tempo real — um formato que não é tão comum acontecer em outros veículos —, apontando que o modelo normaliza e estimula o vício.

A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal para tentar proibir que comentaristas esportivos façam propaganda de bets durante as transmissões ao vivo. O MPF abriu investigação por possível publicidade abusiva.


Por outro lado, o próprio Cazé veio a público se pronunciar dizendo que o mercado de direitos esportivos de transmissão é inflacionado e que parcerias comerciais pesadas, como as bets, são o único meio de garantir uma transmissão 100% gratuita.


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