Embates étnicos, políticos e religiosos motivam guerras por todo o mundo; entenda as principais motivações dos conflitos
Foto: Anadolu Ajansı/Reprodução/ND
Lista de países em guerra inclui Israel, Irã, Afeganistão, Palestina e outros
No dia 13 de junho, Israel bombardeou a cidade de Teerã, no Irã, e desencadeou um novo conflito, motivado por uma possível produção de uma bomba atômica por parte dos iranianos. Os ataques entre os dois países resultaram em mais de 240 mortes desde então.
A guerra, porém, não é a única acontecendo atualmente. Outros conflitos estão sendo registrados em diversas regiões, seja entre países com diferentes motivações políticas ou entre grupos étnicos de uma mesma nação.
Os países em guerra no mundo atualmente
Rússia – Ucrânia
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 e, desde então, ocupa áreas significativas do leste e sul ucraniano. As forças russas tomaram grandes partes do território na região de Kharkiv nos primeiros dias da invasão.
O conflito passa por grande instabilidade e as negociações para um possível cessar-fogo estão paralisadas. Para um acordo de paz, a Rússia exige que Ucrânia ceda quatro regiões e desista de ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A entrada dos ucranianos na organização é visto como o principal motivador do ataque russo.
Foto: Aris Messinis/AFP/ND
Pessoas atravessando uma ponte destruída enquanto evacuam a cidade de Irpin, ao Noroeste de Kyiv, na Ucrânia
Conflitos internos no Sudão
A guerra no Sudão, que começou em abril de 2023, é um conflito entre as forças armadas sudanesas e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). A disputa é por poder e controle territorial, agravada por tensões preexistentes entre os líderes militares.
O conflito resultou em milhares de mortes, milhões de deslocados internos e refugiados, e uma crise humanitária ligada à insegurança alimentar. No centro dos confrontos estão dois homens: o líder militar do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, e o comandante das Forças de Apoio Rápido paramilitares, Mohamed Hamdan Dagalo.
Israel – Hamas
O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.
Atualmente, o impasse ocorre entre Hamas, grupo militar palestino, que não reconhece Israel como um Estado, e os israelenses. O Hamas reivindica o território para a Palestina, sendo o principal ponto de discussão a Faixa de Gaza.
Foto: Reprodução/Forças de Defesa de Israel
Países em guerra: conflito entre Hamas e Israel envolve disputa territorial que se estende por mais de 70 anos
Por outro lado, Israel exige o seu reconhecimento como um estado judeu. A tensão entre Israel e Palestina mistura política e religião, se estende há mais de 70 anos e já deixou milhares de mortos dos dois lados.
Guerra civil na Síria
A guerra civil na Síria foi deflagrada após denúncias de corrupção no governo do país. Em março de 2011, foram realizados protestos em favor da democracia e contrários ao presidente Bashar al-Assad.
O conflito perdeu força entre 2021 e 2022, com Assad dominando boa parte do país. No fim de 2024, a guerra civil se intensificou e, em janeiro de 2025, um governo de transição foi empossado, liderado por Ahmed al-Shar’a.
Afeganistão
A guerra do Talibã no Afeganistão foi um conflito prolongado que começou em 2001, após os ataques de 11 de setembro, com a invasão do Afeganistão pelas forças americanas e aliadas, visando derrubar o regime Talibã, que abrigava a Al-Qaeda.
A guerra, que perdurou por quase 20 anos, envolveu a participação de diversos países e forças militares, além de um governo afegão, e resultou em uma intensa insurgência talibã. Em 15 de agosto de 2021, o Talibã invadiu Cabul e rapidamente assumiu o controle total do país, com a fuga do governo afegão.
Desde que retornaram ao poder, as autoridades talibãs têm imposto gradualmente a sua visão rigorosa do islã, proibindo certas atividades e esportes. As mulheres e meninas são as mais afetadas pelo conflito, privadas de direitos fundamentais.
República Democrática do Congo
O grupo rebelde M23 tem estado em conflito com a República Democrática do Congo no leste do país, especialmente na província de Kivu do Norte. O M23, liderado por tutsis, acusa o governo congolês de não cumprir acordos de paz anteriores e busca proteger os direitos da minoria tutsi na região.
O conflito causa uma grave crise humanitária, com milhões de pessoas deslocadas e relatos de graves violações dos direitos humanos cometidas por ambas as partes.
Iêmen
De um lado estão as forças do governo de Abd-Rabbu Mansour Hadi, apoiadas por uma coalizão sunita liderada pela Arábia Saudita. Do outro, a milícia rebelde houthit, de xiitas, apoiada pelo Irã, que controla a capital, Sanaa, e partes do oeste do país.
A ONU (Organização das Nações Unidas) chegou a classificar o Iêmen como a pior situação humanitária do mundo. A guerra na região já causou mais de 233 mil mortes, incluindo 131 mil por causas indiretas, como falta de alimentos, serviços de saúde e infraestrutura.
Etiópia
As forças pró-governo e os rebeldes da região de Tigré duelam no norte do país desde novembro de 2020, quando o primeiro-ministro Abiy Ahmed enviou o exército federal para expulsar as autoridades da área, governada até então pela TPFL (Frente de Libertação do Povo Tigré), movimento que contestava sua autoridade. As informações são do UOL.
As tropas da TPLF foram derrotadas, mas, em 2021, os rebeldes tomaram o controle da região e, desde então, avançaram para locais próximos de Amhara e Afar. O conflito já deixou milhares de mortos.
Mianmar
Em fevereiro de 2021, o exército de Mianmar derrubou o governo eleito do país, prendeu líderes políticos, fechou o acesso à internet e suspendeu os voos internacionais. Isso resultou em uma guerra civil que já dura mais de quatro anos entre militares e grupos organizados de civis armados.
Cerca de 12 mil pessoas foram mortas desde que os militares tomaram o poder. Segundo a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), mais de quatro milhões de pessoas deixaram suas casas no país e há 1,5 milhão de refugiados.
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