FACHIN ESCOLHE CÁRMEN PARA RELATAR CÓDIGO DE CONDUTA DO STF

Fotos: Gustavo Moreno e Rosinei Coutinho/STF

E o ano, enfim, começou pra valer em Brasília. Nesta segunda-feira os poderes Judiciário e Legislativo começaram a trabalhar. Em sessões especiais tanto no Supremo quanto no Congresso, os líderes de cada poder trataram de prometer que, esse ano, as coisas serão diferentes. Após um início de ano repleto de crises, o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou que a ministra Cármen Lúcia aceitou relatar a proposta de criação de um Código de Ética para a Corte. 

A proposta do Código de Ética prevê, entre outros pontos, a divulgação obrigatória de valores recebidos por ministros em palestras e eventos, a imposição de quarentena de um ano para atuação em consultorias após a aposentadoria e a proibição permanente de advogar no STF. O texto também se inspira em práticas de tribunais internacionais e estabelece regras para o recebimento de presentes, desde que não comprometam a independência e a reputação da Corte. Fachin ainda disse que magistrados devem responder pelos próprios atos e ressaltou a intenção de construir consenso entre os ministros. “Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, declarou. (CNN Brasil)

Cármen Lúcia, por sua vez, tratou de dar vários recados aos colegas. De acordo com ela, juízes devem tomar decisões claras e transparentes. Sem citar casos específicos, a ministra afirmou que o Judiciário “não tem compromisso com interesse de alguma das partes” e defendeu rigor absoluto diante de desvios éticos. Segundo ela, a legitimidade das decisões judiciais está diretamente ligada à confiança da sociedade, especialmente no contexto eleitoral. (g1)

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