CRISE NO CAMPO OBRIGA PRODUTOR DE PITAYA A DESCARTAR PARTE DA SAFRA PARA O GADO EM SANTA CATARINA

Por equipe Jornal Razão

Preços pressionados atingem cebola, pitaya, leite e banana, ampliando prejuízos e acendendo alerta no campo em diferentes regiões do país.

A crise que atinge o agronegócio brasileiro já não se restringe a uma única cultura. Em várias regiões do país, produtores de cebola, leite, banana e frutas enfrentam o mesmo cenário: produção elevada, mercado enfraquecido e preços que não cobrem os custos.

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Em Ituporanga, maior produtora nacional de cebola, a situação levou o município a decretar calamidade pública após a queda no valor pago ao agricultor. A medida busca abrir caminho para renegociação de dívidas e apoio emergencial ao setor.

No Sul catarinense, o reflexo da crise aparece em outra lavoura. O produtor rural Anoir Tomazi, da comunidade de Pinheirinho Baixo, no interior de Jacinto Machado, relatou ao Jornal Imigrantes que precisou destinar parte da safra de pitaya para alimentar o gado.

Segundo ele, a colheita foi farta e de boa qualidade, mas a dificuldade de comercialização e os preços abaixo do esperado tornaram inviável manter a fruta armazenada. A pitaya é altamente perecível e não suporta longos períodos de estocagem.

Sem compradores suficientes e com consumo restrito, parte da produção acabou sendo descartada como alternativa para reduzir prejuízos.

O padrão se repete em outras cadeias. No leite, produtores relatam custos crescentes com ração e insumos. Na banana, o excesso de oferta em determinados períodos derruba preços e limita o escoamento. O resultado é semelhante: o campo produz mais, mas recebe menos.

A crise, que começou de forma localizada em alguns setores, ganha contornos nacionais. Safras volumosas, que deveriam representar crescimento, acabam gerando perdas quando não há mercado estruturado para absorver a produção. O impacto vai além das propriedades e atinge cooperativas, comércios e a economia dos municípios agrícolas.


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