TRUMP RECUA EM TARIFAS E DESCARTA TOMAR GROENLÂNDIA PELA FORÇA


Foto: Fabrice Coffrini/AFP

O ditado é antigo, mas não costuma falhar: cachorro que muito ladra, raramente morde. Depois da gritaria dos últimos dias ameaçando a tudo e a todos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em Davos que desistiu de impor tarifas a países europeus e descartou o uso da força militar para obter o controle da Groenlândia. Segundo ele, a mudança de postura ocorreu após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na qual teria sido estabelecida a “estrutura de um acordo futuro” sobre o território. Trump reiterou a demanda pelo controle da Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. Rutte confirmou o teor da declaração presidencial e disse que a mensagem divulgada por Trump em sua rede social foi “exatamente precisa”. (CNN)

Em seu discurso em Davos, Trump adotou um tom ideológico e profundamente racista ao afirmar que os países ocidentais devem agir de forma conjunta para defender o que chamou de “civilização ocidental”. Em uma das passagens mais controversas, afirmou que o Ocidente precisa “salvar o homem branco”, expressão que gerou forte reação e desconforto entre líderes europeus e analistas. As declarações ampliaram as críticas à retórica do presidente e aprofundaram a preocupação de aliados com o rumo da política externa americana. (Guardian)

Além das ameaças, das meias-voltas e dos discursos em tom racista, Trump também surpreendeu Davos por confundir a Groenlândia e a Islândia. Ao falar a líderes globais, Trump descreveu a Groenlândia como um “grande pedaço de gelo”, mas passou a se referir repetidamente à Islândia (Iceland, em inglês) ao comentar impactos econômicos e tensões diplomáticas. O presidente voltou a mencionar a Islândia diversas vezes ao longo do discurso, dizendo que aliados “o chamavam de ‘Daddy’” antes de ele levantar a questão territorial e acusando a Otan de não estar “lá por nós na Islândia”. (Independent)

Pedro Doria: “Mark Carney, o primeiro ministro canadense, está certo quando diz que o mundo melhorou com a ordem que Donald Trump quer destruir. E o Brasil devia aceitar seu convite para nos organizarmos, as médias economias do planeta, no entorno daqueles ideais”. A análise completa no Ponto de Partida.

 (Meio)

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