MORTES NO IRÂ PASSAM DE 2 MIL E TRUMP INCENTIVA NOVOS PROTESTOS


Foto: Mahsa/Middle East Images via AFP

A repressão do regime dos aiatolás aos protestos no Irã já deixou milhares de mortos. Apesar das dificuldades em conseguir informações sobre o que acontece no país por conta de um bloqueio de comunicações, a estimativa mais confiável dá conta de que ao menos 2.403 manifestantes foram mortos no Irã desde o início dos protestos antigoverno, no fim de dezembro. A informação é da organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos e que acompanha os abusos aos direitos humanos no país há vários anos. De acordo com a entidade, o total inclui 12 menores de 18 anos. A HRANA também contabiliza pelo menos 18.137 prisões no mesmo período, conforme a atualização mais recente. Nesta terça-feira, rumores se espalharam pela internet dando conta de que mais de 20 mil pessoas haviam sido assassinadas. De acordo com a HRANA, números divulgados se baseiam apenas em casos identificados e verificados. (CNN)

O presidente americano, Donald Trump, pediu que os iranianos continuem protestando contra o governo e advertiu que os responsáveis pela morte de manifestantes “pagarão um preço alto”. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social, poucas horas depois de iranianos conseguirem realizar ligações internacionais pela primeira vez em dias, apesar do bloqueio da internet que vem limitando o fluxo de informações sobre a repressão aos protestos no país. Trump afirmou ainda que cancelou reuniões com autoridades iranianas. “Iranianos patriotas, continuem protestando — tomem suas instituições”, escreveu. “Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que a matança sem sentido de manifestantes PARE. A ajuda está a caminho.” (New York Times)

O Conselho de Segurança Nacional americano se reuniu nesta terça-feira sem a presença de Trump para preparar cenários e opções. O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e outros integrantes do governo devem apresentar alternativas ao presidente sem recomendar uma preferida. Trump tem reiterado a ameaça de uso de força militar caso o governo iraniano continue reprimindo protestos com violência letal. Entre as opções em análise estão o aumento da pressão econômica, ataques cibernéticos e maior apoio ao movimento de oposição no país. (Washington Post)


A Pesquisa Meio Ideia divulgada nesta terça-feira aponta um país dividido sobre a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, 46,9% avaliam que Lula merece continuar no cargo, enquanto 50% dizem que não. Outros 3,1% não souberam responder. Para Maurício Moura, fundador do Ideia, o resultado sintetiza o clima da disputa presidencial de 2026 e indica margem de manobra estreita para as campanhas. “A briga pelos 3% será fundamental”, afirma. A pesquisa mostra que os cristãos também estão divididos. Entre católicos, Lula tem apoio majoritário: 60% defendem sua permanência, contra 37% que são contrários. Entre evangélicos, a rejeição é ampla: 73% dizem que ele não deveria continuar, ante 24% favoráveis. (Meio)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou a pesquisa Meio Ideia, que apresentou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, melhor posicionado que ele na disputa pelo Planalto nas eleições deste ano. Os resultados contradizem a narrativa de crescimento que ele vem defendendo nos bastidores. Segundo o parlamentar, levantamentos internos do PL e de outros partidos indicariam a consolidação de seu nome e a viabilidade de sua candidatura. Aliados relatam que Flávio considera que pesquisas públicas, como a Meio Ideia, tendem a não captar corretamente o eleitorado de centro-direita e a subestimar candidatos ligados ao bolsonarismo. (UOL)

Enquanto isso, Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais um discurso de Tarcísio de Freitas com tom de presidenciável, interpretado por aliados e analistas como um sinal claro de apoio ao governador de São Paulo em detrimento de Flávio Bolsonaro. A postagem reacendeu o debate sobre quem deve comandar a pauta bolsonarista na corrida presidencial, sugerindo uma preferência de Michelle pelo projeto político de Tarcísio. A movimentação ocorre em meio a articulações intensas na direita, em que Flávio Bolsonaro insiste na construção de sua própria candidatura, enquanto setores da direita — inclusive correligionários históricos — veem em Tarcísio uma opção mais competitiva eleitoralmente. (Veja)

Flávia Tavares: “A primeira pesquisa do ano eleitoral, a Meio Ideia, mostra Lula favorito, mas expõe uma disputa real na direita. Tarcísio de Freitas é o nome mais competitivo contra o presidente — mas o bolsonarismo não quer sair da corrida e o preço pode ser o sobrenome na chapa. Michelle Bolsonaro surge como a peça-chave dessa negociação”. Veja a análise completa no Cá entre Nós.



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