MAIS FINO QUE UM FIO DE CABELO: CIENTISTAS CHINESES CRIAM CHIP QUE PODE REVOLUCIONAR INDÚSTRIAS

CHINA EM FOCO



Mais fino que um fio de cabelo: cientistas chineses criam chip que pode revolucionar indústrias

Biomedicina, vestuário e realidade aumentada podem ser transformadas com inovação da Universidade de Fudan

Por: Yuri Ferreira

Pesquisadores na China desenvolveram um “chip em fibra” eletrônico, flexível e em formato de fio, capaz de integrar funções computacionais diretamente em um material fino o suficiente para ser tecido em tecidos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

De acordo com a equipe responsável, a nova tecnologia incorpora um circuito integrado completo dentro de uma única fibra de polímero elástico. Diferentemente dos chips tradicionais, rígidos e planos, essa fibra foi projetada para dobrar, esticar e suportar estresse mecânico contínuo sem perda de desempenho.

Os pesquisadores afirmam que o material é mais fino do que um fio de cabelo humano e pode ser incorporado a tecidos ou outros materiais macios sem comprometer sua funcionalidade.

“Nosso método de fabricação é altamente compatível com as ferramentas atualmente utilizadas na indústria de chips”, afirmou Chen Peining, pesquisador do Instituto de Materiais e Dispositivos de Fibra da Universidade de Fudan. “Já conseguimos desenvolver uma forma de produzir esses chips em fibra em escala industrial.”

“Luvas táteis inteligentes feitas com chips em fibra são indistinguíveis de um tecido comum”, disse Chen. “Elas conseguem detectar e simular a sensação de diferentes objetos, o que poderia permitir que cirurgiões ‘sentissem’ a rigidez dos tecidos durante uma cirurgia robótica realizada à distância.”

Testes em laboratório indicaram que o circuito em fibra combina capacidades de processamento, memória e transmissão de sinais em uma estrutura contínua. O estudo relata uma densidade de aproximadamente 100 mil transistores por centímetro, um nível considerado suficiente para a execução de tarefas eletrônicas complexas em um espaço extremamente reduzido.

Os autores do estudo apontam que a inovação pode ter aplicações em diversos setores tecnológicos de fronteira. No campo dos dispositivos vestíveis, o chip em fibra poderia permitir a criação de roupas capazes de funcionar como telas interativas ou superfícies sensoriais, eliminando a necessidade de componentes eletrônicos rígidos acoplados ao tecido. Essa abordagem pode viabilizar uniformes inteligentes, vestuário para monitoramento de saúde e materiais responsivos ao ambiente.

Na área biomédica, os pesquisadores indicam que a arquitetura flexível da fibra pode ser adaptada para sistemas de interface cérebro-computador (BCI). Por ser macia e elástica, a fibra pode ser mais adequada para implantes de longo prazo em comparação com eletrodos rígidos convencionais. Além disso, a capacidade de processamento integrada permitiria que sinais neurais fossem analisados localmente, reduzindo a dependência de dispositivos externos.

“O corpo humano é composto por tecidos macios. Campos emergentes, como as futuras interfaces cérebro-computador, exigem sistemas eletrônicos que sejam compatíveis com essa maciez”, afirmou o pesquisador Peng Huisheng ao Jiefang Daily.

Segundo ele, integrar chips em fibras representa um desafio comparável a “esculpir uma flor em um único fio de cabelo”.

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