EUA INTENSIFICAM OFENSIVA E APREENDEM PETROLEIRO VENEZUELANO


Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra Nicolás Maduro com a apreensão de um petroleiro venezuelano na costa do país sul-americano, movimento que acende alertas sobre possível escalada militar, fragiliza ainda mais a economia da Venezuela e reposiciona Washington no tabuleiro geopolítico regional.

A operação foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que voltou a chamar Maduro de chefe de um cartel de drogas, sugeriu que novos ataques podem ocorrer e insinuou que o petróleo apreendido será “mantido” pelos EUA.

O governo Maduro classificou a ação como roubo descarado e pirataria internacional, discurso que tenta mobilizar sua base e justificar a tensão crescente. Fontes diplomáticas afirmam que Caracas teme operações além do mar do Caribe, com risco de incursões terrestres em território venezuelano.

O petroleiro Skipper carregava óleo da PDVSA, estava sob sanções anteriores e, segundo dados de satélite analisados pela imprensa internacional, falsificava sua localização para driblar bloqueios. Um juiz federal autorizou a operação duas semanas antes devido ao histórico da embarcação em esquemas de contrabando ligados ao Irã, Hezbollah e à Guarda Revolucionária. A ação envolveu helicópteros, forças táticas do FBI, DHS, Guarda Costeira e apoio do Pentágono, quadro incomum para apreensões marítimas e sinal de que Washington trata o caso como peça estratégica da pressão sobre Maduro.

A dependência venezuelana do petróleo agrava a gravidade do episódio, pois o país usa receitas do setor para importar alimentos, remédios e insumos básicos. A apreensão pressiona fornecedores, deixa exportadores asiáticos em alerta e acende luz amarela na China, que compra cerca de 80 por cento do petróleo venezuelano.

Enquanto isso, María Corina Machado, líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, reapareceu em Oslo após mais de um ano escondida dentro da Venezuela. Machado afirmou que o país já foi invadido por agentes russos e iranianos, além de grupos armados e cartéis, alinhou seu discurso ao de Trump e defendeu cortar completamente o fluxo de recursos do governo Maduro, que ela acusa de sobreviver com ouro ilegal, tráfico humano e petróleo clandestino. A Nobel emocionou apoiadores ao relatar seu reencontro com a família e reafirmou que voltará ao país e permanecerá na clandestinidade.

Maduro respondeu com radicalização verbal, chamou os EUA de império intervencionista e disse que o povo deve estar pronto para quebrar os dentes dos americanos se necessário. A retórica incendiária tenta manter o chavismo mobilizado, mas revela a inquietação interna diante da combinação explosiva de pressão militar, ofensiva diplomática americana e fortalecimento simbólico da oposição com o Nobel concedido a Machado.

A apreensão do petroleiro é parte de um cerco maior que envolve tropas americanas no Caribe, navios de guerra e ameaças de ações dentro do território venezuelano. O continente observa com preocupação, especialmente o Brasil, que teme um novo fluxo migratório pela fronteira de Roraima caso a crise se agrave.

A ofensiva dos EUA contra Maduro não é um gesto isolado, mas um passo calculado em uma disputa global que mistura petróleo, poder militar e rearranjos políticos. A Venezuela vive um momento decisivo e o impacto dessa escalada pode redefinir alianças e fronteiras de influência na América Latina.

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