Grécia sairá do euro se não receber mais 130 mil milhões

Autoridades externas vão estar em Atenas em meados deste mês

Lucas Papademos, primeiro-ministro da Grécia
(REUTERS/Sebastien Pirlet)

Um porta-voz do Governo helénico afirmou hoje que é imprescindível que as autoridades externas autorizem a nova tranche de auxílio financeiro.

Em declarações à televisão grega Skai TV, Pantelis Kapsis deixou claro que o abandono da moeda única é um cenário provável, caso Atenas não consiga garantir o novo pacote de 130 mil milhões de euros que está dependente do cumprimento do acordo estabelecido na sequência do pedido de ajuda externa, noticiou a Reuters.

“A transferência tem de ser autorizada. Caso contrário, estaremos fora dos mercados e fora do euro”, afirmou, acrescentando que, se isso acontecer, “a situação será muito pior” do que é actualmente.
A Grécia deverá receber os representantes da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu em meados de Janeiro para avaliar o cumprimento do novo acordo de resgate firmado no princípio de Outubro.

Atenas terá de acelerar um vasto conjunto de reformas para comprovar que está empenhada em cumprir as exigências dos credores internacionais. Terá, nomeadamente, de avançar com novos cortes nas pensões, com alterações ao mercado de trabalho e com o programa de privatizações.

“Os próximos três a quatro meses são os mais cruciais e é por isso que o Governo existe”, sublinhou Kapsis, numa altura em que surgem rumores sobre a eventualidade de o país estar a renegociar o nível de perdão da dívida, tendo havido já notícias que indicam que a fasquia poderá alcançar os 75%
Público - Portugal
Por Raquel Almeida Correia


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