Boeing fecha fábrica nos EUA

A Boeing planeia encerrar as suas operações do setor da defesa em Wichita, no estado norte-americano do Kansas, onde constrói aeronaves desde 1929, numa altura em que os projetos militares escasseiam, no quadro dos cortes na despesa implementados por Washington, avançou à Bloomberg uma fonte conhecedora da situação.

Desta forma, cerca de 2 mil trabalhadores podem perder os respetivos postos de trabalho, referiu a fonte contactada pela agência de informação financeira. Acresce que os trabalhos dos aviões-tanque de reabastecimento aéreo, encomendados em fevereiro último, serão deslocados para a unidade fabril de aparelhos wide-body da construtora aeronáutica no estado de Washington, ainda de acordo com a mesma fonte.

Recorde-se que a Boeing tinha afirmado, em novembro, que iria decidir até ao início deste ano o potencial encerramento das suas instalações no Kansas, incluindo a fábrica de aviões militares.

O abandono de Wichita representa "um momento histórico, mas reflete a realidade económica de um orçamento de defesa em alteração e redução", sublinha, a propósito, Howard Rubel, analista da Jefferies & Co., em declarações reproduzidas pela Bloomberg.

A Boeing recorreu a outsourcing adicional nos últimos anos, tendo alienado as suas operações comerciais de Wichita em 2005.

Os programas de defesa estão sob pressão, num momento em que os contratos estão a expirar, razão pela qual a unidade do Kansas pode ter perspetivas de trabalho futuro limitadas, afirmou a Boeing. As forças armadas norte-americanas enfrentam um total de 450 mil milhões de dólares (346 mil milhões de euros) em reduções adicionais até 2021 e o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, planeia apresentar hoje os resultados da análise estratégica do Pentágono sobre o seu papel e missões realizadas à escala global.
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