O atleticano "Maçã" fala sobre a eleição no clube

Máximo dos Reis, o popular “Maçã”, é morador do bairro Água Verde desde 1954. Trabalhou na Prefeitura, onde entrou através de indicação de Erailto Thielle (que dá o nome ao departamento médico do Atlético), pai do famoso médico Edilson Thielle.

Máximo é aposentado da Prefeitura Municipal, membro do Conselho de Inclusão da Polícia Militar do Paraná há mais de 10 anos, presidente da Associação dos Professores e Funcionários do CEBEJA Paulo Freire (no antigo Colégio da PM), fundador do Instituto Afro-Brasileiro do Paraná e membro ativo do Conselho de Segurança do bairro Água Verde. Em resumo, “Maçã” é um líder comunitário muito respeitado e querido pela população.

"Maçã" conhece o Atlético desde 1954, na época presidido pelo coronel Manoel Aranha. Ele acompanhou o clube na gestão de Abílio Ribeiro e Jofre Cabral e Silva, “com os quais convivi”.

Ele lembra os jogadores de destaque do Atlético nas décadas de 50 e 60: Bororó, Laion, Guará, Sireno, Ivan “cachorro louco”, Sano, Izabelino, Belfare, Damião, Gil (hoje é um empresário de sucesso), depois veio outra geração na década de 70, Tito, Charrão, Almir (sobrinho do Cajú), Celso e Alfredo (filhos do Cajú) .

Como você viu o crescimento do Atlético nessas décadas?

Maçã – Desde 1954 o Atlético era um clube privilegiado porque a maioria dos governadores do Paraná eram atleticanos, entre eles o Moisés Lupion, o Ney Braga, o então secretário de Educação Mário do Rego Barros (que foi presidente do Atlético), e a maioria dos políticos dominantes da época. Havia uma tradição de famílias que apoiavam e trabalhavam pelo clube, como a família Gottardi, Cecatto, Julio Araujo, Toco, entre outros. O CAP cresceu em função do crescimento da cidade. Na época Curitiba tinha 250 mil habitantes, e com o passar do tempo conquistou a maior torcida do Paraná.

Porque o Atlético foi rebaixado para a segunda divisão neste ano?

Maçã – Falta de capacidade da atual diretoria. Contrataram pessoas sem contato com o futebol, muito amadorismo, muitas brigas de interesse para aparecerem. O Atlético passou a ser um dos grandes times do mundo, e pessoas despreparadas usaram o time. O atual presidente não é do ramo e se deixou levar pelas pessoas que estavam em volta dele. As pessoas precisam tomar cuidado para não brincar com o sentimento dos atleticanos; isso não se brinca.

Qual a sua opinião sobre o Mario Celso Petraglia?

Maçã – Na minha opinião ele é um empresário de sucesso. Eu conheço o Atlético antes dele e depois dele. O Petraglia teve a coragem de investir pesado no Atlético, e o time cresceu tanto que ele deu uma nova vida ao Furacão. A partir da direção do Petraglia o Atlético passou a ser conhecido no mundo inteiro. O que tem hoje na diretoria do Atlético é uma “tropa de ocupação”, porque o Atlético tem nome, e essa diretoria não passa de “tropa de ocupação”, pessoas que chegam depois que está tudo pronto. Para aqueles que desejam um Atlético de destaque, campeão, é preciso votar em Petraglia.


Foto- A Pelada Capitão Peres, existe desde 1948. Entrei nessa pelada em 1954. O nome é uma homenagem ao ex-joador do Atlético, capitão Peres. E até hoje a pelada existe. Segundo o livro do Diniz Bonilauri, no livro “A mais original pelada do mundo”, esta é a mais antiga que conhecemos.

GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TÊM O QUE FALAR

Postar um comentário

0 Comentários