“O remédio da Sabrina não se compra em farmácia: são as pessoas”, diz a mãe

Rede social em defesa da vida
Duas semanas após se submeter a um transplante de medula no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), a pequena Sabrina Borges Palazzo, de cinco anos, necessita contar novamente com a solidariedade das pessoas. Ela já recebeu doação de medula óssea, sangue e plaquetas. Mas, agora, é preciso somar forças numa ampla campanha de doação de granulócitos para a menina, que contraiu uma infecção fúngica e sua baixa imunidade sozinha não consegue enfrentar a doença. Com o reforço das transfusões de pessoas saudáveis e solidárias, aumentam as chances dela atravessar esse período até a “pega” da medula transplantada (adaptação e funcionamento pleno do órgão) e até que o organismo da criança comece a produzir os anticorpos em quantidade suficiente para vencer a infecção. Politransfundida, Sabrina já se submeteu a mais de 120 transfusões de sangue desde que a doença foi descoberta.

Por enquanto, apenas o avô materno, entre os membros da família, passou nos testes de compatibilidade e vem doando sangue diariamente para a separação dos granulócitos que são administrados à Sabrina. A família apela para que mais pessoas se candidatem aos testes e que isso possa aumentar o número de doadores. A vida dela depende também dessa corrente humana. Para tanto, são necessários doadores de sangue dos tipos “O” Fator Rh (+), “O “ Fator Rh (-) e “B” (+) e (-), com disponibilidade para a coleta das 9h às 11h30.

Para se submeter ao teste de compatibilidade e de aptidão, as pessoas devem procurar o Biobanco do HC, que fica na Rua Agostinho Leão Júnior, nº 108, na esquina com a rua General Carneiro, no Alto da Glória. Também podem entrar em contato pelo telefone: (41) 3360-1875 e deixar o nome e contato para a requisição da equipe médica.

A rede social

O Facebook está fazendo a diferença na campanha em favor da recuperação da pequena Sabrina. De acordo com a mãe, Samantha Borges, “a rede social está mostrando o quanto as pessoas são solidárias” e ela se admira da quantidade de pessoas de várias cidades, que torcem e acompanham, mesmo que de longe, o tratamento da menina. “Essa corrente humana é muito importante porque o remédio da Sabrina não se compra em farmácia: são as pessoas”, diz Samantha.
  Por :Thea Tavares
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