O DIA QUE JÔ SOARES EMPAREDOU A REDE GLOBO

As organizações Globo já estiveram na mira do hoje apresentador global, que à época se disse humilhado pela emissora

Aconteceu em 1987 o que hoje nem os mais otimistas poderiam considerar: ao vivo, Jô Soares desabafa contra a Rede Globo em cadeia nacional. Após receber o troféu imprensa de melhor humorista, Jô pede licença para ler um artigo de sua autoria publicado no Jornal do Brasil. O conteúdo da mensagem trata de práticas habituais da emissora carioca que sobrevivem até os dias atuais. Isto é, pisotear quem não mais lhe serve; censurar tudo o que representa interesses contrários; abusar da influência para engendrar perseguições e manipular o imaginário popular.

Nada de novo no que concerne à crítica, embora o registro seja particularmente marcante por dois fatores. O primeiro diz respeito a como a emissora atravessou incólume todos os contratempos cabeludos que enfrentou no decorrer das décadas, sempre amparada fortemente por uma sucessão de governos e pelo lobby empresarial. Segundo, se de um lado a Globo manteve-se coerente em suas improbidades e atitudes reprováveis, Jô Soares hoje nada sossegado na bacia que cuspiu e não faz a menor questão de destilar arrogância toda vez que surge a oportunidade.

Como diria o poeta, o que se fala o vento leva; o que se escreve, fica. Só que aqui além do áudio e da escrita, a imagem também resiste. Desse modo, Jô não poderá usar a prerrogativa adotada pelo seu ex-presidente predileto: "esqueçam tudo o que escrevi".

Assista ao vídeo abaixo.


GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TÊM O QUE FALAR

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