Eleição no Atlético: discurso de Fleury não convence

João Augusto Fleury da Rocha, ex-presidente do Clube Atlético Paranaense (2204 e 2008), anunciou apoio à chapa situacionista do CAP na eleição do próximo mês, e fez um discurso que não convenceu. Ele afirmou que não apóia o candidato da oposição, Mario Celso Petraglia, porque “O futebol é muito importante para ser desconsiderado. Entendo que a gestão do Mario Celso [Petraglia] nas obras não pode atrapalhar o futebol. São questões objetivas e que devem ficar alheias”. Ora, se o futebol é tão importante, na visão de Fleury, a pergunta que não quer calar é por que ele apóia uma chapa – situação – que colocou o time numa situação vergonhosa, arriscando a ser rebaixado.

Essa situação de risco de rebaixamento nunca ocorreu na administração de Mario Celso Petraglia, que soube muito bem diferenciar os investimentos na construção da Arena com a alavancagem do time de futebol, levando-o a um patamar de destaque a nível nacional e internacional. Petraglia, em 1996, levou o Furacão às quartas-de-finais do Brasileirão. Em 1998 levou o Atlético a ser campeão paranaense. Inaugurou a Arena e o CT do Caju em 1999. Em 2000 o Atlético foi campeão paranaense e chegou a disputar a Copa Libertadores. Entre 2001 e 2002 o CAP foi o primeiro Campeão Brasileiro do Século XXI, bicampeão e tri-campeão paranaense. Em 2004 o Atlético foi vice-campeão Brasileiro. Em 2007 o Atlético apresentou o projeto Arena à FIFA, graças ao qual Curitiba receberá jogos da Copa. Em resumo, Petraglia foi o melhor presidente do Atlético de todos os tempos, desmentindo completamente a afirmação de Fleury.

E se tem alguém que não tem capacidade de gerenciamento para administrar o clube e fortalecer o time de futebol, é justamente a atual diretoria com sua chapa formada por Diogo Fadel Braz e Ênio Fornéa.
 
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