Menino atirou em professora na sala de aula e deu dois tiros na cabeça em seguida
O estudante Lucas Fernando de Souza, de 15 anos, afirmou nesta quinta-feira (22) que será difícil esquecer a imagem do corpo do garoto de dez anos que atirou na professora e depois se matou. Souza é estudante da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, onde o crime ocorreu - ele também é amigo do irmão do garoto que deu dois tiros na própria cabeça.
Assim como disse anteriormente à polícia, Souza afirma que o garoto que cometeu o crime era um menino bastante calmo e tranquilo e que a família não aparentava nenhum problema.
O jovem estava na escola no momento do crime e disse que escutou os tiros. Após sair da sala de aula, ele se deparou com o corpo do garoto morto caído na escada. Souza conta que foi uma “cena muito forte”.
Não sei como será voltar para a escola. Uma cena daquelas é muito difícil de esquecer.
Na noite desta quinta-feira (22), por volta das 22h, Souza aguardava em frente ao IML de São Caetano do Sul esperando informações sobre o enterro do garoto.
A delegada do 3º Distrito Policial de São Caetano do Sul, Lucy Fernandes, responsável pelo caso, disse que conversou informalmente com o pai do autor do crime.
Segundo ela, o pai do menino sentiu falta de seu revólver durante o dia e que, por isso, teria ido à escola falar com seus dois filhos para encontrar a arma - seus filhos, no entanto, negaram estar com o revólver. A arma ficava guardada na parte de cima de um armário da residência onde moravam.
De acordo com a delegada, os professores e pais afirmaram que o garoto era uma criança sem problemas e disse ainda que conversou com colegas que teriam dito que ele não gostava de algum professor.
Lucy disse ainda que o pai não deve responder por tentativa de homicídio, uma vez que a professora não morreu e não existe tentativa de homicídio culposo. A delegada afirmou, porém, que o pai deve responder por conta da negligencia em relação ao revólver. Ela vai investigar ainda se existe um terceiro envolvido no caso que poderia ter incentivado o crime.
De acordo com a Polícia Militar, o garoto era considerado quieto e não dava trabalho para os professores. A informação foi repassada pelo capitão da PM Robson Castropil.
Segundo o capitão, o crime ocorreu após o menino pedir para ir ao banheiro. Quando ele retornou, já estava com a arma em punhos e disparou contra a professora. Logo depois, ele deixou a sala e, na escada, atirou contra a própria cabeça. O menino morreu e a professora foi encaminhada ao Hospital das Clínicas sem risco de morte.
Você está perto da escola? Presenciou os disparos e/ou socorro das vítimas?
Castropil afirma ainda que a arma utilizada tem a numeração de série, mas a polícia ainda vai investigar a procedência do revólver.
Com a minha experiência de 25 anos, chegar a uma ocorrência deste tipo deixa o coração em frangalhos. Porque deveria ser uma criança brincando, não com uma arma não mão.
A aluna Letícia, de 14 anos, afirmou que o momento em que os estudantes viram o menino morto no chão foi “horrível”.
Bateu o sinal para acabar o intervalo, todos começaram a subir normal. Quando chegamos em cima ouvimos dois barulhos estranhos, não sabíamos o que tinha acontecido, todo mundo começou a correr. Quando viram o menino no chão, todo mundo começou a correr no sentido contrario, todo mundo ficou apavorado, foi horrível.
Ela afirmou que, a princípio, os alunos não sabiam o que tinha acontecido, e chegaram a pensar que poderia ter havido a explosão de uma bomba na escola. Ela relatou que há um clima de insegurança na escola.
Já tinha presenciado briga varias vezes. É a coisa mais frequente que a gente vê na escola.(...) Não tem nenhuma segurança, é muito difícil ver algum policial ou segurança, não tem segurança nenhuma.
As aulas desta sexta-feira na escola foram suspensas.
Outros casos
Em abril deste ano, Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, entrou no colégio dizendo que faria uma palestra. Ele se aproveitou do fato de a escola estar completando 40 anos e, por isso, realizava uma série de eventos comemorativos.
Confira também
Aulas são suspensas em escola
Aluno era filho de guarda civil
...Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, o atirador invadiu uma sala de aula no primeiro andar e outra no segundo, e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. O atirador matou 12 jovens e deixou outros 12 feridos.
Em 29 de setembro de 2010, Miguel Cestari Ricci morreu dentro da Escola Adventista de Embu, após ser baleado por colega com tiro à queima-roupa. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações da polícia mostraram que a mochila onde estaria a arma do crime, a sala de aula e o uniforme do garoto foram lavados. Dessa forma, não foi encontrado vestígio de pólvora, chumbo ou qualquer outra sujeira.
Assista ao vídeo:
GAZETA DO SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TÊM O QUE FALAR
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