Conselho de Ética barra suplentes em sessão fechada

Está marcado para esta terça-feira o segundo depoimento de Derosso

Derosso se recusou a responder todas as perguntas que envolviam seu relacionamento com a jornalista e sua atual esposa, Cláudia Queiroz (foto: Franklin de Freitas)

O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba deve ouvir hoje, em sessão fechada, o depoimento do presidente da Casa, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), sobre as denúncias envolvendo contratos de publicidade no Legislativo da Capital. Na quinta-feira da semana passada, no primeiro depoimento, Derosso se recusou a responder todas as perguntas que envolviam seu relacionamento com a jornalista e sua atual esposa, Cláudia Queiroz, sócia da Oficina da Notícia, uma das empresas contratadas pela Câmara. Na ocasião, o vereador alegou que só falaria sobre isso em sessão fechada por envolver questões de “foro íntimo”.

Para a sessão de hoje, o Conselho decidiu que apenas os vereadores que são membros titulares do órgão poderão participar. Na semana passada, os suplentes e até vereadores que não compõem o conselho puderam fazer perguntas a Derosso. O vereador Paulo Salamuni, um dos suplentes, se disse indignado com a decisão.

Segundo Salamuni, os suplentes vinham participando regularmente das reuniões e trabalhos deste Conselho, de forma que esta exclusão da sessão mais importante levanta uma suspeita sobre os interesses que podem existir na redução de parlamentares presentes à reunião. Ele lembrou que se a sessão fosse aberta aos suplentes, estariam presentes dois vereadores que não são da base de Derosso na Câmara: ele próprio, do Partido Verde, e a vereadora Professora Josete (PT), de oposição. Com a manobra, apontou, a reunião de hoje contará com a presença de quatro vereadores aliados a Derosso e apenas uma vereadora da oposição, Noemia Rocha (PMDB). Participariam ainda os vereadores Francisco Garcez (PSDB); Jorge Yamawaki (PSDB); Pastor Valdemir Soares (PRB); e Zezinho do Sabará (PSB).

CPI - É aguardada para esta semana, ainda, a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias. O líder da bancada de oposição, vereador Algaci Tulio (PMDB), anunciou que deve entrar hoje com requerimento pedindo informações sobre a composição da CPI. Pela regra da proporcionalidade das bancadas, o PSDB, com 14 vereadores, tem direito a ficar com três das nove vagas da comissão.

PT, PDT, DEM e PSB, que têm três vereadores cada, terão direito a uma indicação por partido. Quatro partidos que têm dois vereadores - PMDB, PV, PP e PPS - vão ter que entrar em acordo para dividir outra vaga. PRB, PSC, PSL e PRP, com um vereador cada, também têm direito a uma indicação pelo bloco. Tulio reclama que por essa regra os partidos de oposição, que encabeçaram o pedido de abertura da CPI, podem ficar de fora da comissão. (IS)
Bem Parana - Ivan Santos


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