Assassinato de juíza no Rio: presidente da AMB defende mudanças na lei penal

Quando participou da missa de sétimo dia da morte da juíza Patrícia Acioli, na igreja do Colégio São Vicente de Paulo, em Niterói, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, defendeu mudanças na lei penal do país para torná-la mais rigorosa.

“Precisamos mudar a legislação penal brasileira, porque ela não prestigia a sociedade”, disse Calandra. “Alguém que comete um crime de morte leva 11 anos para começar a cumprir a pena, em nome do princípio da presunção de inocência.”

Calandra lamentou ainda que o Poder Judiciário fluminense só tenha adotado medidas para reforçar a segurança dos fóruns após a morte de Patrícia, que era juíza criminal em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

Parentes e amigos da magistrada – executada com 21 tiros na última quinta-feira (11), quando chegava em casa, em Niterói – também clamaram por justiça.

Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues


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