COMANDO VERMELHO NO PODER?

A carreira política de Flávio Bolsonaro é marcada pelas conexões íntimas com o crime organizado. Mas esta não é a opinião de um jornalista que odeia Flávio e tudo o que ele representa. É a simples constatação objetiva de um fato.

O filho de Jair passou a vida defendendo milícias, homenageando milicianos e transformando seu gabinete em cabide de empregos para chefe de milícia. Não foi à toa que teve votação estrondosa em 86% das regiões controladas pelas milícias.

Nesta semana, mais um aliado político rodou na Operação Unha e Carne. O bolsonarista Márcio Canella foi preso preventivamente pela Polícia Federal por ser o “patrono político” e articulador de alto escalão do Comando Vermelho e manter ligações com milícia. Ele já havia sido preso pela Operação Unha e Carne após ser flagrado com um fuzil dentro do carro. Segundo Flávio, esse cara gente boa é um “amigo” muito “competente", que “sabe trabalhar".

Canella era tão próximo da família Bolsonaro que renunciou ao cargo de prefeito para concorrer a uma vaga ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro. A mãe do 01, Rogéria Bolsonaro, entraria como suplente de Canella. Tá tudo em casa!

Orgia no tríplex

O TSE virou um comitê de campanha de Flávio Bolsonaro nesta eleição. Kássio Nunes, presidente do tribunal, não tenta nem disfarçar. A coisa é descarada: praticamente todas as suas decisões são em favor da candidatura bolsonarista. Os pedidos de Lula são travados, enquanto os de Flávio são decididos rapidamente.

Mas essa pouca vergonha de KN se dá também em outras esferas. Pelo menos é o que a Polícia Federal interpretou a partir de uma série de mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro.

Os diálogos indicam que o banqueiro ofereceu um quarto do seu tríplex para o ministro desfrutar “com 5 meninas” durante uma festa realizada no tríplex. O ministro é chamado nas mensagens de “Kassio”. As conversas detalham a organização da festinha particular do KN, que contou com a contratação de um chef de cozinha, dois motoristas, um mordomo, uma faxineira, muitas mulheres e instruções para que os celulares delas fossem recolhidos. Essa “graça para o ministro", como disse o próprio Vorcaro, custou R$ 62,3 mil.

"Pessoal tudo pelado na piscina”, escreveu um funcionário para o banqueiro. Vorcaro, sempre muito preocupado com o ministro, perguntou: “Pegou toalha pra eles?”.

Registre-se que a festinha exclusiva no tríplex ocorreu no mesmo período em que o filho de KN recebeu R$282 mil de uma consultoria ligada ao Vorcaro. Eles estavam entrosados.

E, assim, vamos caminhando para a eleição presidencial desleal e suspeita. O homem responsável pela maior fraude bancária da história do país patrocinou não só um dos candidatos, como patrocinou favores sexuais ao ministro que hoje é o presidente do TSE.





GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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