TRUMP ADMITE INTERFERÊNCIA EM CASO BALOGUN, CRITICA ÁRBITRO RPHAEL CLAUS E DIZ EXPULSÃO 'MUITO SUSPEITA'



Presidente americano voltou a comemorar a suspensão da punição do atacante após senador Ted Cruz agradecer sua atuação nos bastidores do caso

Por O Globo — Washington

                                                                                                            Branca — Foto: AFP
Após suspensão de Balogun, Trump comemora decisão da Fifa em discurso na Casa 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta segunda-feira ter falado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre o cartão vermelho dado ao atacante americano Folarin Balogun. A punição teria como consequência a suspensão automática dele na partida dos EUA contra a Bélgica hoje por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, mas o jogador foi liberado da sanção pela Fifa.


— Tudo que eu fiz foi pedir uma revisão porque eu não achei que foi uma falta. Eu entendo dessas coisas. Eu acho que eram dois grandes atletas que se chocaram e ficaram enroscados. Não foi um caso de um jogador dar um soco na cara de outro ou algo do tipo, o que seria completamente diferente — afirmou.

Trump negou que tenha dito a Infantino o que a Fifa deveria fazer, mas comemorou a decisão da entidade:

— Acho que teria sido algo terrível se eles não permitissem que um dos principais jogadores — talvez o melhor, certamente um dos melhores da equipe — atuasse. Isso deixaria uma grande mancha. E foi exatamente isso que eu disse. Não disse a eles o que fazer. Não posso dizer a eles o que fazer. E nem acredito que tenha sido ele quem tomou a decisão. Acho que foi um comitê que decidiu. E eles tomaram a decisão correta porque, em primeiro lugar, não foi falta

Trump também criticou a suspensão automática prevista no regulamento da Fifa, afirmando que a punição era excessiva por impedir Balogun de atuar na partida seguinte.

— Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: "Isso é muito grave". Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso — afirmou.


Trump critica Raphael Claus

Também no Salão Oval, o republicano fez críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina.

— Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: "Tivemos sorte". Foi algo muito interessante — declarou.

Entenda o caso

A polêmica começou após a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0. Pelo Código Disciplinar da Fifa, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final.


No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o jogador enfrentasse a Bélgica.

Reportagens do The Athletic, da Associated Press e do New York Times revelaram que Donald Trump telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Fontes ouvidas pelos veículos também apontaram que integrantes da Casa Branca acompanharam as articulações ao lado da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer).

Infantino fala em independência

Também nesta segunda, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter falado ao telefone com o presidente Donald Trump sobre o assunto mas afirmou que não interfere em decisões disciplinares e que os órgãos judiciais da entidade "são independentes".

"Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", afirmou Infantino.

Em comunicado, o executivo também admitiu que discute "regularmente assuntos relacionados à Copa com o presidente dos Estados Unidos", mas que, neste caso específico, explicou à Trump que "havia um processo em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido no devido tempo pelas instâncias competentes".

https://oglobo.globo.com/

GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

Publicar un comentario

0 Comentarios